Línguas germânicas orientais

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Línguas germânicas orientais
Falado em: Europa Central e Oriental até Crimeia (século IV)
Europa Meridional, Ocidental, Oriental até a Crimeia e Norte da África (fim do século IV - começo do X)
Áreas isoladas da Europa Oriental até a Crimeia (começo do século X - fim do XVIII)
Extinção: século XVIII
Família: Indo-europeu
 Germânica
  Oriental
   Línguas germânicas orientais
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: ---
ISO 639-3: gme
  Línguas germânicas orientais em 1 d.C.

As línguas germânicas orientais era uma subfamília das línguas germânicas.[1][2] Entre elas havia o gépida, burgúndio e rúgio, sobre as quais pouco se sabe, o vândalo, o visigótico e o ostrogótico, sobre as quais há mais informação mediante o registro de nomes dessas línguas em escritos gregos e latinos. A única língua germânica oriental sobre a qual há extensa informação é o gótico, em especial o visigótico, que era falado junto a costa ocidental do mar Negro desde meados do século IV e que possui vários textos;[3][4] uma variante do gótico, o gótico da Crimeia, foi falado na Crimeia até meados do século XVIII.[5]

A partir de dados fornecidos por Jordanes, Procópio, Paulo, o Diácono e outros, provas linguísticas e evidências na toponímia e arqueológicas, pensava-se que as tribos germânicas orientais (vândalos, burgúndios, godos, rúgios e gépidas), falantes destas línguas, teriam emigrado da Escandinávia para a zona situada entre o Oder e o Vístula entre os séculos VII e IV a.C.. De facto, a influência escandinava na Pomerânia e o norte da Polónia do século III em diante foi tão forte que esta região é às vezes incluída na cultura da idade de bronze nórdica.[4][6]

Há evidências arqueológicas e toponímicas que possivelmente apontam à presença burgúndia na ilha de Boríngia na Dinamarca (em nórdico antigo: Borgundarholm),[7] porém esse tema é controverso e há autores que optam por descartar a etimologia que indica sua presença.[8] Além disso, as tribos germânicas orientais estavam relacionadas com as tribos germânicas setentrionais, que emigraram da Escandinávia ao leste do Elba.[9]

Referências

  1. Vikner 1995, p. 4.
  2. Shay 2008, p. 47.
  3. Snoedal 2015, p. 75-108.
  4. a b Buccini 1998.
  5. Murdoch 2004, p. 20; 154.
  6. Dabrowski 1989, p. 73.
  7. Sturlason 1906, p. 143.
  8. Nielsen 1989, p. 43.
  9. ENS 2018.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Buccini, Anthony F.; Moulton, William G. (1998). «East Germanic languages». Enciclopédia Britânica Online 
  • Dabrowski, J. (1989). Ambrosiani, B., ed. Nordische Kreis und Kulturen Polnischer Gebiete. Die Bronzezeit im Ostseegebiet. Ein Rapport der Kgl. Schwedischen Akademie der Literatur-Geschichte und Altertumsforschung über das Julita-Symposium 1986. Estocolmo: Real Academia Sueca de Letras, História e Antiguidades 
  • «Gotiska» (em sueco). Enciclopédia Nacional Sueca. 2018 
  • Murdoch, Brian; Hardin, James N.; Read, Malcolm Kevin (2004). History of German Literature Vol. I Early Germanic Literature and Culture. Nova Iorque: Camden House 
  • Nielsen, Hans Frede (1989). Germanske Sprog. Tuscalosa e Londres: University of Alabama Press 
  • Shay, Scott (2008). The History of English. A Linguistic Introduction. São Francisco; Washington: Wardja Press 
  • Snoedal, Magnús (2015). «Gothic Contact with Greek: Loan Translation and a Translation Problem; Gothic Contact with Latin: Gotica Parisina and Wulfils's Alphabet». In: Askedal, John Ole; Nielsen, Hans Frede. Early Germanic Languages in Contact. Amesterdã; Filadélfia: John Benjamins Publishing Company 
  • Sturlason, Snorri (1906). The Heimskringla: A History of The Norse Kings. Estocolmo: Norrœna Society 
  • Vikner, Sten (1995). Verb Movement and Expletive Subjects in the Germanic Languages. Nova Iorque e Oxônia: Oxford University Press