Lanfranco Aldo Ricardo Vaselli Cortelline Rossi

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Lanfranco Aldo Ricardo Vaselli Cortellini Rossi Rossini, ou simplesmente Lan, (Montevarchi, Toscana, 18 de fevereiro de 1925), é um caricaturista italiano radicado na cidade do Rio de Janeiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Lan com o jornalista Alberto Dines

Lan, segundo filho de Aristides e Irma Vaselli, tem a infância marcada pela intensa troca de residência, em virtude da profissão do pai, instrumentista. Aos 4 anos, chega com a família - incluindo o irmão mais velho, Giuseppe - ao [[Brasil]], em razão de um convite para Aristides integrar a [[Orquestra Sinfônica de São Paulo]]. Três anos mais tarde, por um convite da Orquestra Sinfônica de [[Montevidéu]], a família se muda para o [[Uruguai]]. Em 1936, um chamado da Orquestra Sinfônica da Rádio El Mundo, Lan mora por pouco menos de um ano em [[Buenos Aires]], [[Argentina]], quando finalmente a família Vaselli se estabelece no [[Uruguai]] com o retorno de Aristides à Orquestra de [[Montevidéu]].

Em 1945 e 1946, Lan inicia nos jornais Mundo Uruguaio e El País a trajetória profissional pela qual é internacionalmente consagrado. Entre 1948 e 1952, já na Argentina, o caricaturista (ele não gosta do anglicismo cartunista [1]) é contratado pelo Editorial Haynes, à época detentor da maioria das publicações de Buenos Aires e atua em 6 revistas e nos jornais Notícias Gráficas e El Mundo.

Em setembro de 1952, Lan visita à cidade do Rio de Janeiro e aceita o convite do jornalista Samuel Wainer para trabalhar no jornal Última Hora, fixando-se em definitivo na cidade um ano depois. Ainda inaugura, em 1953 a revista FLAN. Tem passagem breve pelo jornal O Globo, quando em 1962 passa a integrar a equipe do Jornal do Brasil, onde permaneceu por 33 anos.

Desde 1960 é casado com a ex-passista da GRES Portela Olívia Marinho e há 35 anos reside em um sítio em Pedro do Rio, município de Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Ítalo-carioca[editar | editar código-fonte]

Na primeira estadia no Brasil, ainda criança, Lan entrou em contato pela primeira vez com a miscigenação de raças. A diversidade que viu durante os dois anos em que viveu no país resultou em um grande fascínio, acessado nas memórias da infância quando, em 1952, em visita à cidade do Rio de Janeiro, deslumbrou-se não somente com o contorno da geografia carioca e com a alegria do povo, mas principalmente com as mulheres. Em especial, as mulatas.

A forma curvelínea da belezas naturais da cidade do Rio de Janeiro está representa na assinatura que o artista usa nas obras. O traçado remete ao Morro do Pão de Açúcar, um dos cartões-postais mais visitados da capital.

Em 1972, Lan recebe o título de Cidadão Honorário da cidade do Rio de Janeiro pela Câmara Municipal. Ainda é condecorado com a Medalha Pedro Ernesto, o título de Carioca Honorário concedido pelo jornal O Globo e o título de Cidadão Honorário de Petrópolis.

As mulatas[editar | editar código-fonte]

A íntima relação com essas mulheres tem início em São Paulo, quando a família Vaselli contrata a babá Zezé para cuidar e amamentar o pequeno italiano. Tempos depois, o caricaturista confirmaria a devoção ao casar-se com a igualmente mulata Olívia Marinho, passista de Escola de Samba e integrante do trio Irmãs Marinho.

Caricaturadas com sinuosas curvas[2], as mulatas de Lan exibem a leveza, a graça e a exuberância das mulheres cariocas. Por vezes, os desenhos têm as formas do corpo feminino misturadas às dos morros da cidade. Grande parte da obra de Lan é destinada a elas, a mais conhecida temática do caricaturista.

Exposições[editar | editar código-fonte]

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

Referências