Lev Shestov

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Lev Shestov
Nome completo Yehuda Leyb Schwarzmann (batismo)
Lev Isaakovich Shestov
Nascimento 12 de fevereiro de 1866
Kiev, Rússia Império Russo
Morte 19 de novembro de 1938 (72 anos)
Paris,  França
Nacionalidade Rússia russo
Alma mater Universidade Estatal de Moscou
Ocupação filósofo
Influências
Influenciados
Escola/tradição Existencialismo

Lev Isaakovich Shestov (Russo: Лев Исаакович Шестов), nascido Yehuda Leyb Schwarzmann (Russo: Иегуда Лейб Шварцман) (Kiev, 31 de janeiro (13 de fevereiro) - 19 de novembro de 1938), foi um filósofo existencialista russo. Nascido em 1866, mudou-se para a França em 1921, fugindo da Revolução de Outubro. Viveu em Paris até morrer, em 19 de novembro de 1938. Albert Camus (1913-1960), em sua obra "Le Mythe de Sisyphe" (O Mito de Sísifo), inicia com uma crítica negativa ao existencialismo. O filósofo defendia que os existencialistas reconhecem inicialmente que esta vida é absurda e sem sentido, mas, em seguida, dão um "salto existencial" ou um "salto de fé" e atribuem um significado fabricado à sua existência, muitas vezes divinizando o absurdo - o "suicídio filosófico", segundo Camus.

Por exemplo, ele escreve sobre Shestov: "(Quando) Shestov descobre a absurdidade fundamental de toda a existência, ele não diz "Isso é um absurdo", mas sim "Isto é Deus". Assim como Kierkegaard: “Kierkegaard também dá o salto. O fato de sua infância ter sido tão assustada pelo cristianismo faz com que ele finalmente retorne ao seu aspecto mais áspero. Para ele também, antinomia e paradoxo se tornaram os critérios do religioso".

Vida[editar | editar código-fonte]

Nascido em uma família judia em Kiev, antigamente parte do Império Russo, Shestov estudou em vários lugares, devido a confrontos rebeldes com autoridade. Estudou direito e matemática na Universidade Estatal de Moscou, mas após um conflito com um inspetor, foi mandado voltar a Kiev, onde completou seus estudos.

A dissertação de Shestov impediu que ele se tornasse doutor de direito, uma vez que foi demitido por causa de suas tendências revolucionárias.

Em 1908, mudou-se para Friburgo, Alemanha, e permaneceu lá até 1910, quando mudou-se para um vilarejo suíço chamado Coppet. Durante esse período, o autor trabalhou de forma prolífica. Um dos frutos desses trabalhos foi a publicação de Vigílias Grandes e Palavras Penúltimas. Retornou a Moscou em 1915, e neste ano seu filho Sergei morreu em combate contra os alemães. Durante o período de Moscou, seu trabalho tornou-se mais influenciado por questões religiosas e teólogas. A apreensão do governo pelos bolcheviques em 1917 tornou a vida difícil para Shestov, e os marxistas o pressionaram a escrever uma defesa da doutrina marxista como uma introdução a sua nova obra, Potestas Clavium. Caso contrário, não seria publicada. Shestov recusou-se a fazê-lo, porém com a permissão das autoridades ele lecionou filosofia grega na Universidade de Kiev.

A antipatia de Shestov pelo regime soviético o levou a assumir uma longa viagem fora da Rússia, e eventualmente ele chegou à França. O autor era uma figura popular na França, onde sua originalidade foi rapidamente reconhecida. Em Paris, logo se tornou amigo do jovem Georges Bataille. Nos anos de entre guerras, Shestov continuou a se transformar em um pensador de grande proeminência. Durante esse período, ele ficou imerso no estudo de grandes teólogos como Blaise Pascal e Plotinus, ao mesmo tempo que lecionava na Sorbonne em 1925. Em 1926, ele foi apresentado a Edmund Husserl, com quem manteve um relacionamento cordial apesar das diferenças radicais em suas perspectivas filosóficas. Em 1929, durante um retorno a Friburgo, ele se encontrou com Edmund Husserl e foi convidado a estudar o filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard.[1]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Milosz, Czeslaw (1977). «Shestov, or the Purity of Despair». Berkeley: University of California Press (em inglês): pp. 99-119. Consultado em 20 de junho de 2017 
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