Luís Bernardo Honwana

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Luís Bernardo Honwana
Nascimento 1942 (76 anos)
Lourenço Marques,  Moçambique
Prémios Prémio José Craveirinha de Literatura (2014)
Género literário Romance, conto
Magnum opus Nós Matámos o Cão-Tinhoso (1972)

Luís Bernardo Honwana (Lourenço Marques, 1942) é um escritor moçambicano.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Luís Bernardo Honwana nasceu na cidade de Lourenço Marques (atual Maputo) em 1942. Cresceu em Moamba, no interior, onde seu pai trabalhava como intérprete. Aos 17 anos foi para a capital estudar jornalismo. Seu talento foi descoberto por [[José Craveirinha] e Rui Knopfli , famosos poetas moçambicanos. Em 1964, Honwana se tornou um militante da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) que tinha como propósito conseguir a libertação de Moçambique de Portugal. Devido às suas atividades políticas, foi preso em 1964 e permaneceu encarcerado por três anos pelas autoridades coloniais. Após a independência, Honwana foi alto funcionário do governo e presidente da Organização Nacional dos Jornalistas de Moçambique. Desempenhou também funções de diretor do gabinete do Presidente Samora Machel e Secretário de Estado da Cultura.

Obra[editar | editar código-fonte]

Publicou Nós Matámos o Cão-Tinhoso em 1964. Em 1969, ainda em pleno colonialismo e com a guerra colonial no auge, a obra é publicada em língua inglesa (com o título de We Killed Mangy-Dog and Other Stories) e obtém grande divulgação e reconhecimento internacional, vindo a ser traduzida para vários outros idiomas [1]. O aparecimento desta obra estabeleceu um novo paradigma para o texto narrativo moçambicano. Na escrita dos contos que compõem o volume, Honwana favorecia um estilo simples e económico, prestando atenção aos aspectos visuais das histórias. Um de seus contos "As mãos dos pretos" foi registado no livro "Contos Africanos dos países de língua portuguesa", junto a outros contos dos autores Albertino Bragança, Boaventura Cardoso, José Eduardo Agualusa, Luandino Vieira, Mia Couto, Nelson Saúte, Odete Semedo, Ondjaki e Teixeira de Sousa[2]. Todos estes autores vivem ou viveram em países africanos de língua oficial portuguesa.

Referências

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