Odete Semedo

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Odete Semedo
Nascimento 7 de novembro de 1959 (62 anos)
Bissau
Cidadania Guiné-Bissau
Alma mater
Ocupação escritora, poetisa

Maria Odete da Costa Soares Semedo (Bissau, 7 de novembro de 1959) é uma escritora, política e professora universitária da Guiné-Bissau.

É actualmente investigadora, na capital guineense, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa, para as áreas de Educação e Formação.[1]

Desempenha atualmente o cargo de segunda vice-presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Odete Semedo nasceu em Bissau em 7 de novembro de 1959, na então Guiné Portuguesa. Concluiu seus estudos secundários no Liceu Nacional Kwame N'Krumah.

Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, no ano letivo de 1989/1990.

Ao retornar ao país, em 1990, assumiu a Coordenação Nacional do Projeto de Língua Portuguesa no Ensino Secundário, financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian. Neste mesmo período foi convidada a assumir como Diretora da Escola Normal Superior Tchico-Té; exerceu ali, ao mesmo tempo, as suas atividades de professora.

A partir de 1995 passou a galgar várias posições de destaque, começando por desempenhar as funções de Diretora-Geral do Ensino da Guiné, presidente da Comissão Nacional para a UNESCO - Bissau, chegando às funções de Ministra da Educação Nacional (Junho/1997 a Fevereiro/1999) e Ministra da Saúde (Março/2004 a Novembro/2005)[3].

Participou edição da obra Anthologie de Literatures Francophones de l'Afrique de l'Ouest (1994) e, em 1996 fundou a Revista de Letras, Artes e Cultura Tcholona. Traduziu para crioulo o guião do filme "Olhos Azuis de Yonta" do cineasta Flora Gomes e participou na rodagem do mesmo filme como assistente de realização.[4]

Em 2003, recebeu o prêmio, na categoria escritor, de personalidade que contribuiu para o desenvolvimento global da Guiné-Bissau.

Em 2006 mudou-se para o Brasil para realizar o seu doutoramento em Letras. Na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em 2010, defendue a tese de doutorado "As mandjuandadi – cantigas de mulher na Guiné-Bissau: da tradição oral à literatura".

Odete Semedo foi Secretária-Geral e um dos fundadores da Associação de Escritores da Guiné-Bissau em 2013.[5]

A convite de Rui Duarte de Barros e Manuel Serifo Nhamadjo, assumiu, em 8 de janeiro de 2013, como reitora da Universidade Amílcar Cabral, sendo a primeira após a reestruturação da instituição. Ficou nestas funções até 20 de setembro de 2014, quando Zaida Correia a substituiu.[6]

Obra[editar | editar código-fonte]

  • Entre o Ser e o Amar (1996);
  • Histórias e passadas que ouvi contar (2003);
  • No Fundo Do Canto (2007);
  • Guiné-Bissau - História, Culturas, Sociedade e Literatura (2010)
  • Literaturas da Guiné-Bissau - Cantando os escritos da história (2011)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • João Adalberto Campato Jr. A Poesia da Guiné-Bissau: História e Crítica. Editora Arte & Ciência. São Paulo, 2012.

Referências

  1. Carta Maior - Maria Odete da Costa Semedo, uma alma inquieta da Guiné-Bissau
  2. «CIPRIANO CASSAMÁ RENUNCIA AO CARGO DO PRESIDENTE INTERINO EVOCANDO AMEAÇAS À SUA INTEGRIDADE FÍSICA». O Democrata GB. Consultado em 1 de março de 2020 
  3. Magali Moser. Maria Odete Semedo: “Medo da cota é o medo das potencialidades das mulheres”. Catarinas. 01 de agosto de 2017.
  4. Elfi Kürten Fenske. Odete Costa Semedo - ancestralidade e a poética do desassossego. Templo Cultural Delfos. 26 de julho de 2016.
  5. «Criação da Associação de Escritores da Guiné-Bissau – AEGUI». GBissau.com. 16 de outubro de 2013. Consultado em 15 de junho de 2018. Cópia arquivada em 15 de junho de 2018 
  6. Lopes, Avito Ferreira (8 de janeiro de 2013). «O governo de transição nomeou Odete Semedo como a reitora da Universidade Amilcar Cabral UAC». Guiné Visão Futuro