Luís, Conde de Chinchón

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Cônjuge María Teresa de Vallabriga
Descendência Luís Maria de Bourbon
Maria Teresa de Bourbon
Maria Luisa de Bourbon
Casa Real Casa de Bourbon
Nome completo
Luis Antonio Jaime de Borbón y Farnesio
Nascimento 25 de julho de 1727
Sevilha, Espanha
Morte 7 de agosto de 1785 (58 anos)
Arenas de San Pedro, Ávila
Pai Filipe V de Espanha
Mãe Isabel Farnésio

Luis Antonio Jaime de Bourbon e Farnesio (Madri, 25 de julho de 1727 – Arenas de San Pedro, Ávila, 7 de agosto de 1785), infante de Espanha, cardeal-infante, arcebispo de Toledo e de Sevilha, e conde de Chinchón.

Foi filho de Filipe V de Espanha e de sua segunda esposa, Isabel Farnésio. Foi irmão do rei Carlos III de Espanha.

Foi o arcebispo de Toledo de 1735 a 1754.

Vida[editar | editar código-fonte]

Luís Antonio Jaime de Bourbon e Farnesio era o filho mais novo do rei Filipe V, rei da Espanha, e de sua segunda esposa, Isabel Farnésio.Ele serviu a carreira eclesiástica e foi cardeal arcebispo de Toledo e primaz da Espanha (1735) e arcebispo de Sevilha (1741). Ele deixou o estado eclesiástico em 1754, tornando-se em 1761 o Conde de Chinchon XIII.

Foi um um homem importante que apoiou artistas como Francisco de Goya, Luís Paret, e o músico Luigi Boccherini.

Infante Luís da Espanha como arcebispo de Toledo
Por Louis-Michel van Loo, Museu do Prado

Foi chamado de Luís em honra a Luís XV de França. Por ser o filho mais novo de Felipe V, ocupava um lugar distante na linha de sucessão da coroa espanhola, assim foi orientado a seguir a carreira eclesiástica como era de costume na nobreza europeia, os filhos mais jovens de um rei seguirem a carreira religiosa. À sua frente na linha de sucessão estavam seus irmãos Luís I de Espanha, Fernando VI de Espanha e Carlos III de Espanha.

Em 1735, depois de negociações difíceis, a concessão do arcebispado de Toledo foi concedida a Luís. A nomeação foi realizada e ele ficou responsável em administrar os bens temporais da Diocese de Toledo. Três meses depois da concessão do arcebispado de Toledo, o papa Clemente XII nomeou Luís como cardeal sacerdote de Santa Maria de Scala. Em 1741, uma vez ordenado, o papado também deu-lhe o arcebispado de Sevilha.

Abandono da carreira religiosa[editar | editar código-fonte]

Há tempos, Luis queria deixar a vida da Igreja, uma vez que não tinha uma vocação religiosa. Entre seus passatempos estavam dançar, aperfeiçoar-se em música, o tiro e a caça. Em 1754, ele anunciou seu desejo ao seu irmão, o rei Fernando VI, ele escreveu que "aspirava a uma maior paz de sua mente e segurança de sua consciência".

O rei concordou com a proposta e o papa aceitou a sua demissão, autorizando-o a deixar a carreira eclesiástica. Em 1761, Luís se tornou Conde de Chinchón, comprou o título de seu irmão Filipe, que então tornou-se duque de Parma.

Casamento[editar | editar código-fonte]

Famíla do infante Luís, por Francisco de Goya, 1784
Fondazione Magnani-Rocca

O desejo de contrair matrimônio, que o infante havia reiterado em diferentes ocasiões, constituiu um problema para Carlos III, já que os direitos de seus filhos à coroa espanhola poderiam ser postos em dúvida, ante a opinião suficientemente difundida de que a lei sálica de 1713 dispunha em sua redação original que somente poderiam acender ao trono espanhol os nascidos na Espanha (não obstante, não existe tal cláusula na lei publicada e em uso desde 1713, resuisito que seus filhos não cumpririam por terem nascido na Itália, durante o período em que carlos foi rei de Nápoles e Sicília.

Para aceitar o casamento, o rei declarou: "Não permitindo as atuais circunstâncias um matrimônio ao infante Luís, meu irmão, com pessoa igual à sua alta espera... Venho a conceder-lhe permissão para que possa contrair matrimônio de consciência, isto é, com pessoa desigual, segundo ele me solicitou..."[nota 1]

As condições foram refletidas na Pragmática Sanção de 1776: Luís devia tomar a esposa designada pelo rei em casamento morganático, abandonar a corte e, por último, seus filhos não teriam nenhum tipo de honraria ou distinções e herdariam o sobrenome de sua mãe.

Final da vida[editar | editar código-fonte]

Luís nos seus últimos anos de vida
Por Francisco de Goya

Apesar de ter uma vida familiar casado com Maria Teresa de Vallabriga, ele morreu sem ser feliz: a censura de sua esposa por viver no exílio amargurou seus últimos anos de vida. Além disso, ele temia que com sua morte o rei fragmentasse a família, como infelizmente aconteceu.

Ele morreu em Arenas de San Pedro em 07 de agosto de 1785; seu desejo de que seus restos mortais descansasem em seu palácio em Boadilla foi respeitado, Luís foi sepultado no panteão dos infantes do mosteiro de Escorial, sob uma lápide com uma coroa .

Notas

  1. No permitiendo las circunstancias actuales el proporcionar matrimonio al Infante don Luis mi hermano con persona igual a su alta esfera… Vengo a concederle permiso para que pueda contraer matrimonio de conciencia, esto es, con persona desigual, según él me lo ha pedido…

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  1. Menéndez Pidal y Navascués, Faustino, Hugo. El escudo. P. 248. En Menéndez Pidal y Navascués, Faustino; O´Donnell y Duque de Estrada, Hugo; Lolo, Begoña. Símbolos de España. Madrid: Centro de Estudios Políticos y Constitucionales, 1999. ISBN 84-259-1074-9.
  2. Volver arriba↑ Luis Español Bouché, Nuevos y viejos problemas en la Sucesión de la Corona Española.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]