Luis Posada Carriles

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Luis Posada Carriles
Nascimento 15 de fevereiro de 1928
Cienfuegos
Morte 23 de maio de 2018 (90 anos)
Miami
Cidadania Cuba
Alma mater Universidade de Havana
Ocupação terrorista, espião
Empregador Agência Central de Inteligência
Causa da morte câncer

Luis Clemente Faustino Posada Carriles (Cienfuegos, 15 de fevereiro de 192823 de maio de 2018) foi um cubano, nacionalizado venezuelano, conhecido pelos pseudônimos de Basilio, Comisario Basilio e Bambi. Foi um ex-agente da CIA, acusado de terrorismo pelo governo cubano e pelo governo da Venezuela.[1] É acusado de ser o mentor do atentado ao voo 455 da Cubana de Aviación, em 1976. É classificado por Cuba de "Bin Laden da América Latina".[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Foi treinado pela CIA em sabotagem e explosivos nos anos 1960.[carece de fontes?] Juntamente com Orlando Bosch foi acusado por uma corte militar venezuelana, de participação na explosão de um avião comercial da estatal Cubana de Aviación que sobrevoava Barbados em 1976, que matou os 73 passageiros. Escapou da prisão enquanto aguardava novo julgamento, que seria realizado em corte civil. Foi acusado de suprir armas aos contras que trabalhavam em Nicarágua com o apoio da CIA.

Em 2000, foi condenado por participar com Gaspar Jiménez, Pedro Remón e Guillermo Novo Sampol numa conspiração para assassinar Fidel Castro durante um encontro internacional no Panamá. Os quatro foram perdoados pela presidente panamenha, Mireya Moscoso, nos últimos dias de seu governo. Jiménez, Remón e Novo foram depois admitidos nos Estados Unidos.[3]

Em 13 de abril de 2005, pediu asilo político aos Estados Unidos através de seu advogado. Tinha entrado nesse país de forma ilegal, através da fronteira mexicana. Em 3 de maio, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela aprovou um pedido de extradição por Posada. No mesmo dia, o secretário-assistente do Departamento de Estado dos EUA, Roger Noriega, assegurou que Posada não estava nos Estados Unidos. Em 1997, ele organizou uma onda de atentados contra hotéis em Havana, que deixou um morto e vários feridos. Quando foi preso, os autores das explosões (todos os centro-americanos que entraram Cuba como turistas) confessaram agir por dinheiro e por Posada Carriles. Semanas mais tarde, o próprio Posada Carriles reconheceu publicamente, em entrevista à uma emissora de televisão em Miami, sendo o organizador dos atentados em Havana.[4]

Em 17 de maio do mesmo ano, o Miami Herald conduziu uma entrevista com Posada na Flórida. Nesse mesmo dia ele foi detido. Posada tinha retirado sua solicitação de asilo e tentaria sair do território americano.[5]

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, diante da suspeita de que Posada não seria extraditado pelos Estados Unidos, ameaçou fechar a embaixada nesse país. Em Cuba, marchas de protesto foram organizadas pela detenção e sua possível não-extradição. Em 28 de setembro de 2005, um juiz de imigração decidiu que Posada não poderia ser deportado para a Venezuela dado que ele poderia ser torturado lá.[6]

Em 1960, quando foi para os Estados Unidos, Posada se casou como uma residente de Miami, com quem teve dois filhos. Até sua morte, vivia em liberdade restringida em Miami, onde frequentava abertamente reuniões para arrecadação de fundos de grupos de cubanos anti-castristas e participava de protestos públicos contra o governo cubano.[7]

Referências

  1. «Morre ex-agente cubano da CIA Luis Posada Carriles». G1. Globo.com 
  2. Pablo de Llano. «Muere el exagente de la CIA Luis Posada Carriles» (em espanhol). El País. Consultado em 23 de maio de 2018 
  3. «EX-AUTORIDADES PANAMENHAS SERÃO JULGADAS POR LIBERTAR CARRILES». G1. Globo.com. Consultado em 23 de maio de 2018 
  4. «National Briefing». www.nytimes.com. 27 de abril de 2006. Consultado em 23 de maio de 2018 
  5. «Venezuela reforça pedido de extradição de ex-agente da CIA». 11 de junho de 2005. Consultado em 23 de maio de 2018 
  6. «Cuba anger at US Posada Carriles verdict». BBC. 9 de abril de 2011. Consultado em 10 de fevereiro de 2015 
  7. http://archive.is/20120920200525/http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?file=/c/a/2005/05/18/MNGIHCQRSP1.DTL