Macarrão instantâneo

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Um tipico bloco de macarrão instantâneo.

O macarrão instantâneo é um prato típico da culinária japonesa constituído de macarrão pré-cozido, normalmente lámen, que pode ser preparado apenas com o acréscimo de água. É conhecido no Brasil pela marca Miojo, subsidiária da Nissin-Ajinomoto Alimentos Ltda. e seu preparo é rápido por causa do seu pré-cozimento durante a fabricação. O macarrão instantâneo é cozido e, em seguida, perde a água, tendo uma facilidade em prepará-lo.

Origem[editar | editar código-fonte]

Acredita-se que o primeiro macarrão instantâneo foi o E-fu, na China, do século XVI. Entretanto, o inventor do macarrão instantâneo de nossos dias foi Momofuku Ando, nascido em Taiwan em 1910 durante a ocupação japonesa. Apelidado de o "Rei dos Macarrões", Momofuku morreu em 5 de janeiro de 2007, aos 96 anos, em Osaka no Japão, em decorrência de uma crise cardíaca. "A paz está garantida quando não se está com fome", dizia Momofuku, que criou o famoso macarrão em 1958, pela empresa Nissin. Atualmente, há uma variada gama de produtos baseados em macarrão instantâneo: talharim, yakisoba, lámens e entre outros.

Em sua biografia, Momofuku[1] diz que sua necessidade de fabricar alimentos de baixo custo e de preparo fácil se deu início após ter presenciado, depois da guerra, uma enorme fila de pessoas famintas diante de uma vitrine clandestina de sopas de fios de massa.

Copo[editar | editar código-fonte]

Um copo de macarrão lámen instantâneo.

Um dos exemplos do uso de macarrão instantâneo são os de copos. A versão em copo foi pensada para oferecer o máximo de praticidade - o bloco de lámen suspenso no copo tem uma menor densidade na parte de cima do ninho, para que a água quente despejada faça com que o lámen se soltem e hidratem rapidamente. Como esse bloco é empurrado contra a superfície interna do copo, isso impede a ruptura do bloco e aumenta a força do copo, consequentemente minimizando os danos do copo durante o transporte. E como o lámen é preparado em seu próprio pacote, não é preciso nenhum utensílio de cozinha. Tudo que é necessário é água quente, garfo ou hashi.

Seu baixo custo e sua facilidade na preparação tornam o macarrão instantâneo um alimento popular entre muitas pessoas, inclusive as com falta de tempo para cozinhar.

Versão de alto valor proteico[editar | editar código-fonte]

O macarrão instantâneo de alto valor proteico é uma massa pré-cozida, preparada com adição de água fervente durante alguns minutos. Ele cozinha rapidamente pelo fato de ser pré-cozido e em seu processamento perde água em um processo de fritura.[2] No mercado, esse produto apresenta alta taxa de crescimento, sendo consumido em todo o mundo, sendo a China o maior consumidor do mundo. As indústrias brasileiras interessam-se também por esse segmento pelo fato de ser um produto barato, de preparo fácil e rápido, sendo quesitos de muita relevância para os consumidores atuais).[3][4]

Alguns alimentos industrializados, como salgadinhos, guloseimas, comidas instantâneas, entre outros, possuem uma característica de gerar nas pessoas uma saciedade imediata. O aumento da oferta destes alimentos industrializados está influenciando diretamente os padrões alimentares da população que busca cada vez mais produtos de fácil e rápido consumo, ricos em gordura, carboidratos refinados, com elevado valor calóricos e que trazem saciedade instantânea, porém esses são “vazios” de nutrientes essenciais ao corpo. A fome oculta é a deficiência marginal de um ou mais nutrientes, sendo esta lesiva a saúde humana, podendo trazer prejuízos mentais, físicos ou cognitivos, gerando assim uma série de carências que podem ser percebidas a curto ou em longo prazo, processo denominado fome oculta, causando sérios danos a saúde humana, podendo trazer prejuízos mentais, físicos ou cognitivos.[5]

É bastante atual a relação entre dieta e saúde, sendo que o avanço nos conhecimentos científicos sobre o benefício dos alimentos ou nutrientes tem contribuído para prevenção de doenças e desnutrição. Os produtos enriquecidos ou fortificados são todos alimentos aos quais foram adicionados um ou mais nutrientes essenciais contidos naturalmente ou não no alimento, com o objetivo de reforçar o seu valor nutritivo e ou prevenir ou corrigir deficiência em um ou mais nutrientes, na alimentação do ser humano.[6]

Enriquecimento[editar | editar código-fonte]

O Brasil é um país com uma vasta biodiversidade de plantas onde são encontrados ricos nutrientes e minerais. As hortaliças não-convencionais são uma alternativa alimentar e uma opção de atividade agropecuária, além de serem plantas com excelente valor nutricional, de fácil cultivo e baixo custo.[7] Dentre elas encontram-se a Pereskia aculeata Mill (ora-pro-nóbis), que do latim significa “rogai por nós”. Pertencem ao reino Plantae, da família Cactacea e gênero Pereskia[8] e a Moringa oleifera Lam., uma espécie da família das Moringaceae.[9]

Ora-pro-nobis[editar | editar código-fonte]

A ora-pro-nobis é uma planta nativa, originária dos trópicos, perene, com caules finos e geralmente se apresenta na forma de trepadeira, podendo atingir dez metros de altura, com ramos longos, espinhos e folhas carnudas com presença de mucilagem.[10] É interessante e favorável ao cultivo, por ser uma planta rústica e de fácil propagação. No Brasil é mais encontrada no Estado da Bahia e Minas Gerais, porém as informações técnicas sobre essa cultura ainda são carentes e pouco exploradas.[11]

Mesmo sendo pouco estudada cientificamente, sabe-se que o teor proteico do ora-pro-nóbis é de boa qualidade, sendo em média 20% e apresentando 85% de digestibilidade com elevados valores de aminoácidos essenciais, destacando-se a lisina, leucina e valina. Assim, pode-se sugerir aplicação farmacológica no tratamento e prevenção de patologias relacionadas a deficiências proteicas.[12][7]

Moringa[editar | editar código-fonte]

A moringa oleifera Lam., uma espécie da família das Moringaceae, nativa da África Tropical, que apresenta crescimento rápido, podendo atingir até 10 metros de altura, sua propagação pode ser feita através de sementes, mudas ou estacas, suas folhas são bipinadas, suas flores brancas e cheirosas e seus frutos longos e triquinados, com aparência próxima de uma vagem de cor marrom.[9] Além de possuir diversas propriedades terapêuticas, também é cultivada devido seu alto valor alimentar das folhas, frutos verdes, flores e sementes torradas, pois apresentam alta qualidade de cálcio, ferro, proteínas, fibras, minerais e aminoácidos essenciais. Podendo ser amplamente utilizada pela indústria farmacêutica, química e de alimentos.[13]

Valor nutricional e terapêutico[editar | editar código-fonte]

A moringa oleifera Lam. apresenta diversas características terapêuticas, incluindo o uso como estimulante cardíaco e circulatório, antitumoral, antipiréticas, antiepiléticas, antiespasmódica, diurética, hepatoprotetora, no combate a inflamações e hipertensão arterial.[14]

Além de possuir diversas propriedades terapêuticas, também é cultivada devido ao alto valor alimentar das suas folhas, frutos verdes, flores e sementes torradas, pois apresentam alta qualidade de cálcio, ferro, proteínas, fibras, minerais e aminoácidos essenciais.[13]

O teor de proteínas na sementes e nas folhas de moringa oleifera Lam., são respectivamente, 25,14% (p/p) e 33,77% (p/p).[15][13]

A ora-pro-nobis e as demais hortaliças não-convencionais são consideradas um complemento nutricional devido seu elevado teor proteico, de fibras, ferro, cálcio, entre outros. Em virtude disso, essa planta tem despertado o interesse da indústria farmacêutica e alimentícia.[13][9]

Mesmo sendo pouco estudada cientificamente, sabe-se que o teor protêico do ora-pro-nobis é de boa qualidade, apresentando 85% de digestibilidade e elevados valores de aminoácidos essenciais, destacando-se a lisina, leucina e valina, podendo assim demostrar aplicação farmacológica no tratamento e prevenção de patologias relacionadas a deficiências proteicas e em projetos contra a desnutrição humana e principalmente infantil.[12][8]

A análise bromatológica, com os teores de proteínas e de ferro na Pereskia aculeata Mill. (ora-pro-nóbis), são respectivamente, 19,67% (p/p) e 140,36ppm nas folhas e 14,99% (p/p) e 88,75ppm no caule.[16]

Referências

  1. «Inventor of instant noodles dies». BBC News. 6 de janeiro de 2007 
  2. ABIMA, Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias. Disponível em:<http://www.abima.com.br/eamTipos.asp>. Acesso em 05 de outubro de 2012.
  3. VERNAZA, M.G.; GULARTE, M.A.; CHANG, Y.K. Addition of green banana flour to instant noodles: Rheological and technological properties. Revista Ciência e Agrotecnologia, Lavras, v. 35, n. 6, p. 1157-65, 2011.
  4. LEORO, M.G.V. Desenvolvimento de macarrão instantâneo funcional por processos de fritura convencional e a vácuo. Tese (doutorado) pela Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Engenharia de Alimentos. Campinas, 2011.
  5. RAHMAN, M. Micronutrient profile of children and women in rural Bangladesh: study on available data for iron and vitamin A supplementation. East Afr J Public Health, v. 6, n. 1, p. 102-7, 2009.
  6. BRASIL. Portaria Nº 31, de 13 de Janeiro de 1998. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico para fixação de identidade e qualidade de alimentos adicionados de nutrientes essenciais.
  7. a b ROCHA, D. R. C.; PEREIRA JÚNIOR, G. A.; VIEIRA, G.; PANTOJA, L.; SANTOS, A. S.; PINTO, N. A. V. D. Noodles added of ora-pro-nobis (Pereskia aculeata Miller) dehydrated. Revista Alimentos e Nutrição, Araraquara, v.19, n.4, p. 459-65, 2008.
  8. a b ALMEIDA, M.E.F.; CORRÊA, A.D. Utilização de cactáceas do gênero Pereskia na alimentação humana em um município de Minas Gerais. Revista Ciência Rural, Santa Maria, v. 42, n. 4, p. 751-56, 2012.
  9. a b c ALVES, M.C.S; MEDEIROS FILHO, S.; BEZERRA, A.M.E.; OLIVEIRA, V.C. Germinação de sementes e desenvolvimento de plântulas de Moringa oleifera L. em diferentes locais de germinação e submetidas à pré-embebição. Revista Ciência e Agrotecnologia, v. 29, n. 5, p. 1083-87, 2005.
  10. HAYASHI, S.S.; DUARTE, M.R. Estudo anatômico de folha e caule de Pereskia aculeata Mill (Cactaceae). Revista Brasileira de Farmacognosia, Paraná, v. 15, n. 2, p. 103-09, 2005.
  11. TOFANELLI, M.B.D.; RESENDE, S.G. Sistema de condução na produção de folhas de ora-pro-nóbis. Revista Pesquisa Agropecuária Tropical, Goiânia, v. 41, n. 3, p. 466-69, 2011.
  12. a b MAZIA, R.S. Influência do tipo de solo usado para o cultivo de Pereskia aculeata sobre propriedade proteica. Revista Saúde e Pesquisa, v. 5, n. 1, p. 59-65, 2012.
  13. a b c d SILVA, J.C.; MARQUES, R.G.; TEIXEIRA, E.M.B.; CIABOTTI, S. Determinação da composição química das folhas de Moringa oleífera lam. (moringaceae). Disponível em:<http://www.iftm.edu.br/proreitorias/pesquisa/revista/pdf/Resumo_10.pdf>. Acesso em: 06 de outubro de 2012.
  14. BARRETO, M.B.; FREITAS, J.V.B.; SILVEIRA, E.R.; BEZERRA, A.M.E.; NUNES, E.P.; GRAMOSA, N.V. Constituintes químicos voláteis e não-voláteis Moringa oleifera Lam., Morinaceae. Revista Brasileira de Farmoacognosia, v.19, n. 4, p. 893-97, 2009.
  15. OLIVEIRA, I.C.; TEIXEIRA, E.M.B.; GONÇALVES, C.A.A.; PEREIRA, L.A. Avaliação centesimal da semente de Moringa oleifera Lam. II Seminário Iniciação Científica – IFTM, Campus Uberaba, Minas Gerais, 2009.
  16. GIRÃO, L. V. C.; SILVA FILHO, J. C. da; PINTO, E. B. P.; BERTOLUCCI, S. K. V. Avaliação da composição bromatológica de ora-pro-nóbis. Horticultura Brasileira, Brasília, v. 21, n. 2, jul. 2003. Suplemento 2. Trabalho apresentado no 43º Congresso Brasileiro de Olericultura, 2003. Publicado também como resumo em: Horticultura Brasileira, Brasília, v. 21, n. 2, p. 411, jul. 2003. Suplemento 1.
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