Mafumeira

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Ceiba pentandra no Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Ceiba pentandra no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Plantae
Subreino: Tracheobionta
Superdivisão: Spermatophyta
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Subclasse: Dilleniidae
Ordem: Malvales
Família: Bombacaceae
Género: Ceiba
Espécie: C. pentandra
Nome binomial
Ceiba pentandra
Gaertn.

A mafumeira ou sumaúma (Ceiba pentandra) é uma planta tropical da ordem Malvales e da família Malvaceae (antiga Bombacaceae), nativa do México, da América Central, das Caraíbas, do norte da América do Sul e (com a variedade C. pentandra var. guineensis) da África Ocidental. É a árvore oficial de Porto Rico.

Entre os nomes por que é conhecida em diversos países, estão: sumaúma (em tupi [1]), paina lisa, árvore da seda, kapok, pulin, malpanka, ora, bongo, kumaka, [2], lupuna. Em São Tomé e Príncipe é conhecida por ocá [3] e na Guiné-Bissau por poilão [4]

Características[editar | editar código-fonte]

Fruto da Sumaúma.
Sementes de Mafumeira no meio da Sumaúma.
Flores de Sumaúma.
Ceiba pentandra

A mafumeira cresce entre 60–70 m de altura e o seu tronco é muito volumoso, até 3 m de diâmetro com contrafortes. O tronco e muitas das pernadas maiores estão rodeadas de enorme quantidade de espinhos simples, muito grandes e robustos. Alguns exemplares chegam a atingir os 90m de altura, sendo, por isso, uma das maiores árvores da flora mundial.

As folhas são compostas por 5 a 9 lóbulos, cada um com cerca de 20 cm. As árvores adultas produzem frutos que contêm as sementes rodeadas por uma fibra macia, amarelada que é uma mistura de linho e celulose.

Utilização[editar | editar código-fonte]

Esta planta é conhecida também por algodoeiro por causa das fibras de suas sementes, inclusive a palavra sumaúma ou samaúma é usada para descrever a fibra obtida dos seus frutos. [carece de fontes?]. Encontra-se uma fibra similar no Índico Bombax ceiba (também conhecida como Bombax malabaricum ou seda de algodão-árvore). É denominada sumaúma indiano e é de cor mais escura e menos versátil do que a variedade original.[5]

A fibra é muito leve, altamente inflamável e resistente à água. O processo de separação da fibra é manual. É usada como uma alternativa ao algodão para encher almofadas, colchões (antigamente) e para isolamentos. Na actualidade, a sumaúma foi substituída por materiais sintéticos. As sementes produzem um óleo usado para fabricar sabão e também são usadas como o fertilizante.

Nos Países do Sudeste Asiático, a mafumeira tem uma casca maior e as sementes, altamente inflamáveis, são usadas como combustível. Na Tailândia têm o nome de 'taban fai.[6] O óleo das semente é também utilizado na indústria culinária e medicina. [2]

A 'mafumeira é cultivada, para fins comerciais, em Angola, Ásia, nomeadamente em Java, Filipinas, Malásia, Indonésia e também na América do Sul.

Uso medicinal[editar | editar código-fonte]

O chá de casca da Ceiba pentandra, é atóxica e utilizada para tratar as diabetes do tipo II. [7]

Em sistemas de medicina tradicional as diferentes partes (folhas, caules, raízes) desta planta é indicada ainda para o tratamento de uma série de doenças como: de bronquite, diarréia, disenteria, doenças de pele, inflamações e furúnculos (em emplastros), artrite, doenças oculares dolorosas (conjuntivites), dores de cabeça, febre crônica, picada de inseto e ainda como diurético e afrodisíaco. Todas as partes desta planta, isoladas ou combinadas, têm inúmeras atividades terapêuticas para o tratamento da referida variedade de doenças já descritas. [8] [2]

A Yaaxche, seu nome em Maia, era considerada uma árvore sagrada naquela mitologia pré colombiana [9]. A casca também é usada como aditivo para algumas versões da bebida enteógena Ayahuasca.[10]

A Samaúma na Amazónia[editar | editar código-fonte]

Os indígenas da Amazónia consideram-na a "mãe-das-árvores", as suas raízes tubulares são também chamadas de sapopembas, que em determinadas épocas rebentam irrigando toda a área em torno dela e o reino vegetal que a circunda. É conhecida como "Árvore da Vida" ou a "escada do céu", o seu diâmetro de porte belo e majestoso unido às sapopembas (raízes), muitas vezes formam verdadeiros compartimentos, transformados em habitações pelos indígenas, caboclos e sertanejos. Ao sobrevoar a região amazónica, qualquer um, mesmo sem conhecer a árvore é capaz de a identificar e captar a sua energia. A sua altura, porte e beleza é o destaque na imensidão da flora amazónica

Notas e referências

  1. AURÉLIO. Novo Dicionário Eletrônico Aurélio versão 5.0. Rr, Positivo, 2004
  2. a b c CRAVO, Antonieta Barreira. Frutas e ervas que curam: Panacéia vegetal. SP: Ed. Hemus, 1984 p.350
  3. «Dicionário Online de Português». Consultado em 2 de dezembro de 2010 
  4. «Dicionário Online de Português». Consultado em 2 de dezembro de 2010 
  5. Burndud (1990). Wanggalili; Yinjibarndi and Ngarluma Plants. [S.l.]: Juluwarlu Aboriginal Corporation. p. 19 
  6. ตะบันไฟ
  7. NEGRI, Giuseppina. Diabetes melito: plantas e princípios ativos naturais hipoglicemiantes. Rev. Bras. Cienc. Farm., São Paulo , v. 41, n. 2, p. 121-142, June 2005 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-93322005000200002&lng=en&nrm=iso>. access on 23 Jan. 2017. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-93322005000200002.
  8. ELUMALAI, A.; MATHANGI, Nikhitha; DIDALA, Adarsh; KASARLA, Raju; VENKATESH; Yetcharla. A Review on Ceiba pentandra and its medicinal features. Asian J. Pharm. Tech. 2(3): July-Sept. 2012; Page 83-86 Available from <http://www.asianpharmaonline.org/viewarticles.php?j=2231-5713&vol=2&issue=3&ab=ab47 >. access on 23 Jan. 2017.
  9. SCHLESINGER, Victoria. Animals and Plants of the Ancient Maya. A Guide. University of Texas Press, Austin. 2001 apud: MAESTRI Nicoletta. Ceiba Pentandra the Sacred Tree of the Maya. About.com / Archaeology aces. 23/1/17
  10. Ayahuasca Analogues

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]