Mama Cocha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Mama Cocha
uma ilustração licenciada gratuita seria bem-vinda
Biografia
Residência
Cônjuge
Descendentes
Outras informações
Venerada por

Mama Cocha ou Mamacocha (em quíchua, Mama Qucha (Mãe das Águas)) era a deusa inca de todas as águas.[1]

Ela representava ao mar e suas marés, estava relacionada com os lagos, rios e fontes de água, e se considerava que seus filhos eram os mananciais.[2][3] Comumente fazia-se um culto para acalmar as águas bravas e para obter boa pesca.

Adoração[editar | editar código-fonte]

Mama Cocha era reverenciada especialmente ao longo de toda a costa dos territórios atuais de Peru, Equador, Sul da Colômbia e Norte de Chile; onde a pesca era (e é) essencial para a vida. Esta deusa inca também era venerada nos povoados próximos a lagos e lagoas. Uma dos trabalhos principais de Mama Cocha consistia em proteger ás populações incas contra os maremotos e outros desastres marítimos.

Mitologia[editar | editar código-fonte]

A esposa do deus supremo Viracocha[4], Mama Cocha também era a deusa que representava todo o que era feminino e, do mesmo modo, dava equilíbrio ao mundo conhecido.[5]

Era uma das Quatro Mães elementares; as outras três eram a Pacha Mama, Mama Nina e Mama Waira.[3]

Ademais, Mama Cocha, junto com Mama Quilla (A Lua) e Pacha Mama, constituíam a trindade lunar entre os incas, representando as três fases lunares.

Outro ponto importante é que Mama Cocha habitava o "mundo de acima", isto é, o Hanan Pacha. No império Inca se concebia que o universo estava composto por três aspectos ou planos compementários entre si: Uku Pacha (mundo de abaixo), Kay Pacha (mundo do presente) e Hanan Pacha (mundo de acima). Mama Cocha habitava o último junto com as pessoas justas e com outros deuses incas como: Viracocha, Apu Inti, Mama Quilla e Pachacamac, entre outros.

Conta uma antiga lenda inca que Mama Cocha era filha do Sol e da Lua. Também era irmã de "Inca" (o Filho do Sol) e fisicamente era descrita como uma jovem pálida e formosa, enviada desde o céu com seu irmão para ensinar ás pessoas a viver e a trabalhar em paz e em amor.[2] As pessoas, ao conhecê-la, reconheceram-na como sua mãe protetora e sua guia e a de Inca fizeram casas e caminhos, templos e fortalezas. Assim lavraram a terra, que ao pouco tempo deu seus frutos.

Referências

  1. Roberts, Ann Bingham ; revised by Jeremy (2010). South and Meso-American mythology A to Z 2nd ed. New York: Chelsea House. 79 páginas. ISBN 1438129580 
  2. a b Mires, Alfredo. 1985. "La Mamacocha y otros cuentos"
  3. a b «El Año Nuevo andino se anunció en el Cajas» (em espanhol). Diario EL TIEMPO. 13 de Março de 2015. Consultado em 12 de Setembro de 2016 
  4. Encyclopedia of Ancient Deities. Hoboken: Taylor and Francis. 2013. 304 páginas. ISBN 1135963908 
  5. González, Migene. 2004. Luna, Luna: Magia, poder y seducción. Llewellyn.