Mitologia inca
Mitologia Inca
[editar | editar código]Mitologia inca é o conjunto dos mitos fundamentais da civilização inca.
Mitos Fundamentais
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Segundo os incas, o criador supremo do mundo era Viracocha. Ele criou os homens a partir do barro e os colocou em cavernas, de onde eles saíram para o mundo exterior. Ele também criou o sol, a lua e as estrelas a partir do lago Titicaca. A divindade mais importante para os incas, no entanto, era Inti, o deus do sol.
Mito dos quatro irmãos
[editar | editar código]Os Incas acreditavam se originar de um ancestral-fundador, a lenda é que os irmãos Ayar Kachi, Ayar Uchu, Ayar Awka e Ayar Manko ou Manko Kapaq saíram de uma caverna sem pai nem mãe, os irmãos perambulam por um longo tempo entre diversas posições como Tampukiro, Pallata e Hayskisro.[1]

Ayar Kachi, o mais velho, voltou a caverna matricial e se converteu em uma divindade local chamada waka, o resto dos irmãos continuaram até o cume do monte Wanakawri, onde Ayar Uchu se petrificou, Manko Kapaq lançou um bastão de ouro para localizar o lugar onde sua marcha se encerraria, o bastão afundou em Wanaypata onde Ayar Kachi se petrificou, sozinho, Manko se estabeleceu na região onde teria construído a cidade de Cuzco. [1]
Com o auxílio de sua esposa-irmã Mama Oqllo, reuniu populações esparsas sob sua autoridade, fundando assim o Império Inca.[1]
O mito dos irmãos atribuiu uma origem comum aos ancestrais dos diversos grupos étnicos que se confederaram no Império Inca.[1]
Os imperadores Inca deveriam, da mesma forma que Manko Kapaq se apresentar como órfão e pobre, renegando seus genitores, além disso, também tomava uma irmã como esposa, toda mudança de reinado remonta ao mito dos irmãos, com crônicas relatando o retorno de um imperador a caverna primordial e saindo dela pelo mesmo local que Manko Kapaq, retornando para Cuzco pelo mesmo caminho usado pelos irmãos. [2]
Divindades Tutelares (Waka)
[editar | editar código]As aldeias Inca eram habitadas por conjuntos de famílias unidas por alianças ou parentesco, formando um ayllu, as células domésticas do ayllu reconheciam um chefe ou kuraka que era, geralmente, o fundador do grupo, o ayllu reconhecia também um waka, uma divindade tutelar que residia em uma montanha próxima, assinalada por uma árvore, fonte ou rochedo, o waka era no geral um ancestral do kuraka e ele utilizava dessa ancestralidade para sustentar seu poder. [3]
O waka, assim como o kuraka, possuía gado e terras cuidadas e cultivadas por trabalho coletivo, guardado por um contingente rotativo de trabalhadores, e só poderia receber energia humana ao conceder bens. [4]
Referências
[editar | editar código]- 1 2 3 4 FAVRE, Henri (2004). A civilização Inca. Rio de Janeiro: Zahar. pp. 14–15
- ↑ FAVRE, Henri (2004). A Civilização Inca. Rio de Janeiro: Zahar. pp. 49–51
- ↑ FAVRE, Henri (2004). A Civilização Inca. Rio de Janeiro: Zahar. pp. 30–31
- ↑ FAVRE, Henri (2004). A Civilização Inca. Rio de Janeiro: Zahar. p. 60