Mitologia cananeia

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A religião cananeia corresponde à religião dos cananeus, descoberta a partir de 1928 como resultado de escavações arqueológicas em Ugarite (atual Ras Shamra, ao norte da Síria moderna).[1]

Até então, pouco se sabia sobre a cultura ugarítica. Embora sua mitologia possua muitos elementos em comum com os da Mesopotâmia, possui uma série de elementos particulares que as diferenciam.[1]

Descobertas[editar | editar código-fonte]

Ruínas escavadas da cidade de Ugarite

As escavações feitas em Ugarite revelaram uma série de tabuletas em argila contendo textos datados de cerca de 1 400 a 1 350 a.C., mas cujos mitos são certamente de criação bastante anterior, de cantores populares ou oficiais.[1] Escritos em forma de poemas, alguns dos textos tinham uso na liturgia dos templos.[1]

Principais mitos[editar | editar código-fonte]

O principal deus cananeu era El, o criador. O mais ativo dentre o panteão ugarítico, contudo, é Baal, associado ao deus-tempestade Hadade, e seus inimigos (o Mar) e Mote (a seca e esterilidade).[1]

A história do rei mítico Querete revela aspectos da vida social cananeia. Deusas também compunham o panteão, como Aserá (ou Astarte), esposa de El, e Anate esposa de Baal.[1]

Referências

  1. a b c d e f Roy Willis (org.) (2007). Mitologias: deuses, heróis e xamãs nas tradições e lendas de todo o mundo. [S.l.]: Publifolha. ISBN 978-85-7402-777-7 
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