Aserá

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Aserá ( / æ ʃ ə r ə /; ugarítico : 𐎀𐎘𐎗𐎚: 'TRT ; hebraico : אֲשֵׁרָה ) é, na mitologia semita uma deusa mãe canaanita da fertilidade, do amor e da guerra, que aparece em várias fontes acadianas escritas pelo nome de Asratum/Asratu (Ashratum/Ashratu) e entre os hititas Aserdu (Asherdu), Asertu (Ashertu). Aserá é geralmente considerada idêntica à deusa ugarítica Atirate.

O livro de Jeremias, escrito por volta de 628 a.C., refere-se a Aserá quando menciona a "rainha dos céus" nos capítulos 7.18 "os filhos apanharam a lenha, e os pais acedem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à Rainha dos Céus, e oferecem libações para outros deuses, para me provocarem a ira"[1] e 44.18 "mas, desde que paramos de queimar incenso à Rainha dos Céus e de derramar oferta de bebidas a ela, nada temos tido e temos perecido pela espada e pela fome" [2].

Segundo a pesquisadora da Universidade de Exeter, Francesca Stavrakopoulos, originalmente, as chamadas grandes religiões abraâmicas adoravam, junto com Javé, a deusa Aserá (chamada por vezes de Astarote), uma divindade doadora, como a Ichtar babilônica, ou a Astarte grega, arquétipos da divindade feminina, como a Lua, a Terra e Vênus.

Stavrakopoulos baseou sua hipótese no estudo de antigos textos, amuletos e figuras encontrados na cidade de Ugarite, atual território da Síria, que refletem o modo como Aserá era adorada como uma poderosa deusa da fertilidade. Há uma vasilha do século XIII, descoberta no deserto de Sinai, em Kuntillet Arjud, que registra um pedido de bênção aos dois deuses. Segundo a pesquisadora, as primeiras versões da Bíblia apresentavam uma deusa da fertilidade, Aserá, como a possível companheira de Javé. Ideia esta que não possui respaldo arqueológico, principalmente após a descoberta dos manuscritos do mar morto [3]. Em 1967, o historiador Raphael Patai disse que os antigos israelitas adoraram tanto Javé quanto Aserá. Porém estes israelitas foram confrontados pelos verdadeiros profetas de Javé (Elias[4], Isaías[5], Jeremias[6], Ezequiel[7], etc...).

O presidente do Centro de Estudos Judaicos do Arizona e do Instituto Albright de Pesquisas Arqueológicas, J. Edward Wright também afirma que há várias inscrições hebraicas mencionando "Javé e sua Aserá". Wright explica que ela era uma divindade idolatrada, símbolo de fertilidade no antigo Oriente [1], conhecida por sua força e cuidado. Afirma ainda que seu nome por vezes foi traduzido como “árvore sagrada”. Há relatos de que essa árvore foi “cortada e queimada fora do Templo, numa atitude de certos governantes que tentavam ‘purificar’ o culto e dedicar-se à adoração do Deus, Javé”.

Quem também explica essa teoria de que os judeus adoravam outros deuses e que depois voltaram a adorar apenas um é Aaron Brody, diretor do Museu Bade e professor adjunto de Bíblia e Arqueologia na Pacific School of Religion. Ele diz que os antigos israelitas foram politeístas e que só uma “pequena porção” adorava apenas a um Deus. Para ele, foi o exílio de uma comunidade de elite dentro da Judeia e após destruição do Templo de Jerusalém em 586 a.C. que os levaram a uma “visão universal do monoteísmo restrito.”

Iconografia[editar | editar código-fonte]

Como deusa da fertilidade, Aserá era representada por uma árvore que era colocada nos pátios dos templos, o que se tem referências desde o século VIII a.C. na cidade de Mari, onde o termo árvore também era usado para designar Aserá.

Culto[editar | editar código-fonte]

O culto à Aserá era o mais antigo na Mesopotâmia e foi introduzido no Egito pelos hicsos.

Em Canaã, o culto à Aserá era muito comum entre os cananeus e esteve presente também entre muitos israelitas, contaminados pela idolatria do povo da terra, contrários à vontade do Eterno. (Juízes 2.13 ; 3.7 ; 1 Samuel 7.3,4). A Bíblia fornece detalhes específicos sobre o culto para Aserá, a qual é descrita como "Rainha dos Céus" em (Jeremias 7.18 e 44.17,18). As crianças colhiam lenhas e as mulheres faziam bolos e queimavam incenso em adoração à deusa.

Ver também[editar | editar código-fonte]