Quatro elementos

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Os quatro elementos em de responsione mundi et de astrorum ordinatione de Isidoro de Sevilha.

Os quatro elementos tipicamente se referem aos conceitos, presentes na Grécia antiga de água, terra , fogo e ar, e (depois) éter, que foram propostos para explicar a natureza e a complexidade de toda a matéria em termos de substâncias mais simples.[1][2]


São uma referência em várias obras de expressão literária, plástica e filosófica. Os antigos filósofos da natureza acreditavam que esses eram os elementos básicos na constituição de matéria. A origem da teoria dos quatro elementos, ao menos no ocidente, está na Grécia, entre os filósofos pré-socráticos. Entre eles, a origem da matéria era atribuída a um elemento diferente: ora o fogo, ora a água.

No entanto, é provável que essa discussão tenha vindo do Oriente, onde encontramos, na China, a Teoria dos Cinco Elementos. Estes são, na verdade, elementos sutis, ou melhor, estados de mutação da matéria-energia.

Os escritos dos filósofos da Renascença, porém, levam a supor que o ocidente também via os elementos como forças sutis que se manifestariam através de transformações recíprocas. É o que se depreende do texto enciclopédico de Cornelius Agrippa, De occulta philosophia. Esta forma de ver os elementos justifica a ligação entre astrologia e alquimia, que ocorria naquela época.

Também na Índia se vê a aplicação deste conceito de elementos que entram em partes equilibradas na composição da matéria, quando a medicina aiurvédica tenta equilibrar os três humores: vento, fogo e terra.

Esses humores formaram a base da medicina de Hipócrates, e ainda fazem parte da psiquiatria, onde se sabe que certas doenças mentais graves, como a esquizofrenia, está associada a certos tipos físicos (como longilíneo, brevilíneo, etc.) A predominância de certo elemento, ou humor, determina o tipo físico da pessoa, segundo os médicos de Cós.

A astrologia, quando usada para estudar aspectos médicos das doenças, investigava se a pessoa era do tipo sanguíneo (ar), fleumático (água), colérico (fogo) ou bilioso (terra, também chamado nervoso). A cada um desses biotipos corresponde, de acordo com a medicina antroposófica, o seguinte órgão:

  • colérico: coração
  • fleumático: fígado
  • sanguíneo: rins
  • bilioso: pulmão

Cada um desses tipos teria então um órgão indicativo de seu estado de relativa saúde ou doença, e durante determinada estação do ano estaria mais propenso aos desequilibrios.

Os elementos da natureza podem ser associados aos estados físicos da matéria:

Visões[editar | editar código-fonte]

Visão Natural[editar | editar código-fonte]

Os 4 elementos é a expressão utilizada para referir-se aos elementos naturais: Água, Terra, Fogo e Ar. Essa expressão refere-se ao que seria essencial à vida humana no planeta. Se considerarmos como tipos de matéria que formam a natureza, a expressão está errada pois fogo não pode ser considerado uma matéria natural, pois trata-se do resultado de uma reação química.Também o conceito de elemento foi mudado pela Química e Física modernas. Considera-se como elemento os diferentes tipos de átomos que formam moléculas, tanto naturais como artificiais (reações induzidas pelo Homem). A água, por exemplo, se constitui na verdade em uma molécula resultante da ligação natural de dois elementos químicos: o oxigênio e o hidrogênio.

Visão Astrológica[editar | editar código-fonte]

Em Astrologia, cada elemento influencia um grupo de três signos astrológicos. O ar, por exemplo, influencia os signos Aquário, Gêmeos e Libra.

A expressão serve de inspiração para várias obras literárias, desenhos animados, etc.

Exemplos: Avatar: The Last Airbender, Avatar: The Legend of Korra, Duelo Xiaolin, Quarteto Fantástico, witch entre outros.

Visão Filosófica[editar | editar código-fonte]

A ideia dos 4 Elementos Básicos provém dos primórdios da Filosofia. No Ocidente, foi ensinada no período pré-socrático, perdurou na Idade Média e chegou até o Renascimento. Mas o conceito é antigo no Oriente, tendo sido disseminado na Índia e na China, onde encontra-se na base do Budismo e Hinduísmo, principalmente no contexto esotérico. Hoje em dia há quem corresponda os 4 elementos clássicos com os 4 estados da matéria: Sólido, Líquido, gasoso e Plasma.

Sob certos aspectos, Parmênides e Heráclito pensavam de maneira totalmente oposta. A razão de Parmênides deixava claro que nada pode mudar. Mas as experiências sensoriais de Heráclito deixavam igualmente claro que a natureza está em constante transformação. Qual dos dois tinha razão? Será que devemos confiar no que nos diz a razão, ou será que devemos confiar nos sentidos? Ele achava que tanto Parmênides e Heráclito tinham razão numa de suas afirmações. Mas estavam totalmente enganados quanto à outra.

Para Empédocles a grande discórdia estava no fato que ambos os filósofos tinham assumido com ponto de partida o fato quase inquestionável que haveria apenas um elemento básico. Se isso fosse verdade o abismo entre o que a razão nos diz e o que nossos sentidos percebem seria intransponível.

Precisamos acreditar no que vemos e o que vemos é justamente o fato de que a natureza está em constante transformação.

Para a natureza, portanto, seria impossível produzir alguma coisa a partir de um único elemento básico.

Empédocles acreditava que a natureza possui ao todo 4 elementos básicos também chamado por ele de “raízes”. Estes quatro elementos eram a terra, o ar, a água e fogo.

Visão Divina[editar | editar código-fonte]

Ordem Dos Elementos - + Apostola +

Conforme se estabelece previamente e divinamente a ordem dos quatro elementos da natureza na criação segue:

O Quinto Elemento[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Éter (elemento)

Para os gregos que seguiam a tradição pitagórica e aristotélica, o "quinto elemento" era chamado de "quinta-essência" ou quintessência, o elemento "perfeito" e que existiria no plano cósmico ou não-terrestre, formador da lua, do sol, do céu e das estrelas. Geralmente é correspondido com a ideia do Éter, que representa a negação lógica do vácuo. A teoria da quinta-essência foi adotada pelos Escolásticos da Igreja Católica e começou a sofrer forte ataque principalmente quando Galileu observou a existência de relevo na Lua, o que provava a "imperfeição" cósmica.

Na linha mais exotérica há autores[quem?] ainda que consideram o quinto elemento como o relâmpago, sendo relacionado com a vida; outros consideram o metal ou o aço e outros dizem que existem apenas 4 elementos. Há ainda aqueles que dizem que o quinto elemento é o Gelo, que é considerado por eles diferente da Água.[carece fontes]

O Sol também poderia ser considerado o Quinto elemento, já que também é essencial para a vida na Terra.

Referências

  1. Boyd, T.J.M.; Sanderson, J.J. (2003). The Physics of Plasmas. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 1. ISBN 9780521459129. LCCN 2002024654 
  2. Ball, P. (2004). The Elements: A Very Short Introduction. Col: Very Short Introductions. [S.l.]: OUP Oxford. p. 33. ISBN 9780191578250 

Ver também SNT[editar | editar código-fonte]

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