Louis d'Estissac

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Louis d'Estissac
Nascimento 1502
Morte 1565 (63 anos)
Ocupação filósofo


Brasão de Armas dos Senhores de Estissac
Brasão de Armas dos Senhores de Madaillan
A região do Saintonge.
Louise de La Béraudièred'après num desenho de François Clouet.

Louis de Madaillan d'Estissac ou simplesmente Louis d'Estissac, nasceu em 1506 e morreu em 1565. Ele foi uma figura proeminente na região do Périgord, La Rochelle e Poitou em meados do séc XVI, sobretudo nas relações de proximidade com a família real francesa e com homens de cultura da época, a exemplo de François Rabelais, Jean Bouchet, entre outros. Para a história, todavia ficaria o registro de seus conhecimentos na alquimia, registrado sobremaneira por Fulcanelli. Outros escritores igualmente se referem ao conteúdo de sua obra alquimista, como por exemplo, François Robertet, (morto antes de 1532), que dedicou poemas aos d'Estissac, notadamente Louis. Os poemas de Robertet foram publicados em 1533 em Lião por François Juste e deixam claro que o autor estava familiarizado com com os d'Estissac. Também François Rabelais, Jean Bouchet e outros mantiveram relativa correspondência com Louis.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Louis nasceu em 1506, em Coulonges-sur-l'Autize, em Poitou, (região do Deux) e aí morreu em 1565 aos 69 anos. Ele descendia das nobres famílias de Luxemburgo, Rochechouart, Chabot e Melun. Era um dos três filhos de Bertrando de Madaillan d'Estissac (1475-1522 e de Catarina Chabot (1485-1522) de Jarnac. Seus dois irmãos eram Arnaldo de Madaillan d'Estissac (???-1569) e João de Madaillan d'Estissac (???-depois de 1576. Sua bisavó materna era Isabel de Rochechouart, sua avô materna era Madalena de Luxemburgo, ele era assim trineto [por parte de mãe] de João IV de Melun. Seu pai [Bertrando] era Senhor de Montaut, Conselheiro real, lugar tenente do rei e governador na Guiena, prefeito e governador de Bordeaux, Senescal d'Agen, Senescal de Périgord. Seu pai fora um homem das armas, servia aos reis franceses, Carlos VIII e, sobretudo a Luis XII, participando com este, em 1499 do Alexandria, em suas campanhas na Itália. [nota 1]

Com a morte de Bertrando, em 1522, Louis aos 16 anos, órfão, foi viver sob a tutela de seu tio Geoffroy de Madaillan d'Estissac, em Ligugé. Lá, ele terá contato com os notáveis homens de sua época e, nos anos seguintes, virá o estreitamento de relações com François Rabelais (com quem provavelmente aprendeu filosofia), Zachaire Denis, Jean de Lallemant, etc.

Ao longo de sua existência Louis acumularia os títulos de “Panetier du Dalphin” camareiro do Delfim (durante a infância), Barão d'Estissac, [nota 3] governador de La Rochelle, d'Aunis e Saintonge, Senhor de Saussignac,[nota 4] de Monteton, de Montclar, Cahuzac, tenente-general em Poitou, Senhor de La Brousse, [nota 5] serviu, durante certo tempo, ao esquadrão volante de Catarina de Médici,[5] etc.

Em 1526, Louis casou-se com Antoinette d'Aillon (1510-1557) [no diminutivo Anne], [nota 6] filha de Jacques d'Aillon do Lude ( - 1532), Barão de Sautray, Senescal de Anjou e Joana Madalena d'Illiers, filha de João, Senhor d'Illiers e Margarida de Chourses.[7] Em segundas núpcias Louis se casaria com Luísa de Beraudiere em 1560, filha de Luís Filipe de Beraudiere, Senhor de Ursay.

Três anos após seu primeiro casamento, mais precisamente em 13 de novembro de 1529, ele vai para Bergerac, para prestar auxílio militar e onde é recebido com grandes honras pelos cônsules[8] [nota 7]

Mas vida ou, alguns detalhes da vida de Louis gira em torno de um certo mistério, mistério que tem duas raízes distintas, a primeira vem a ser a escassez de informações, quase total. A segunda relaciona-se à sua vida propriamente. A fonte mais rica em informações é colhida a partir dos escritos de Fulcanelli, que lhe dedica todo um capítulo em seu livro “Mansões filosofais”, e do qual diz que Louis, “governador de Poitou e da Saintonge, Grande Oficial da Coroa e filósofo hermético […] era um homem de elevado conhecimento, um grande alquimista praticante e um dos melhores seguidores da arte de Hermes […] ele comprou e mudou a chaminé” Ele construiu o castelo coulonges uma das mais belos modelos da arte renascentista. Onde vemos, em muitos anagramas esculpidos, Louis e Anne [9] e, mais adiante, os filhos nascidos do casal. Brantôme discorre longamente sobre todos os membros da família de Louis, com os quais tinha proximidade.

Luis morreu em 1565, Louise, não casou-se novamente e criou os dois filhos que tiveram: Charles e Claude. Oque mereceu um elogio de Montaigne em uma de suas obras.[10]

O alquimista[editar | editar código-fonte]

Em 1542 Louis projetou para o Château de Coulonge-sur-l'Autize (Deux-Sevres) uma obra de arquitetura, compreendida por três painéis distintos, com características e indícios profundamente alquimistas. Fulcanelli em seu livro Habitações Filosóficas, dedica-lhe um capítulo inteiro.[11] Ele figura como um grande alquimista, entre nomes como o do Conde de Saint-Germain e de Johannes Trithemius, mestre de Paracelso e Cornelio Agrippa.[12]

O Castelo[editar | editar código-fonte]

O assim chamado Castelo Coulonges-les-Royaux, Coulonges-les-Réaux e posteriormente Coulonges-sur-l'Autize teve a sua existência, quase toda, ligada aos d'Estissac. Foram eles os seus construtores e foi lá que viveram.

A primeira menção relativa à localidade, [nota 8] áquela época núcleo ou vilarejo, data de 978, constante em um documento de herança. A cidade formou-se, se expadiu e, tempos depois, num documento datado de1207, o pequeno e medieval Castelo Coulonges-les-Royaux, uma propriedade de senhores locais, é mencionado em uma refrência ao seu senhorio. [nota 9] Outra referência é registrada quando o rei Luis XI, em 1469, passa algum tempo no "Coulonges-sur-l'Autize". [nota 10]

O castelo de Coulonges-les-Reaux, "atualmente Coulonges-sur-l'Autize", foi palco de desavenças e acordos entre o rei Luis XI e o irmão Carlos de Guiena. [nota 11] Foi lá que, em 18 de setembro de 1469, o rei e o irmão, durante uma reconciliação, assinaram um tratado sobre os limites e privilégios de Carlos.[17] - [18] Com isso o rei sobrelimita as prerrogativas e pretensões de Carlos.[19] Na verdade, o que Luiz queria o irmão Carlos longe do Ile-de-France e da Borgonha, o que o rei pretendia evitar era ver a Guiena reconquistada depois de apenas quinze anos, num país onde ainda havia disputas entre clãs ou partidos. Era exatamente isso o que fazia o rei, uma escolha política Geo-Política.[20] Após a morte do duque Carlos, em 1472, à falta de um herdeiro, o Rei recebe vários grandes capitães e conselheiros do falecido e incorpora a Guiena à coroa, sem combates.[21] Por razões políticas, graças às suas boas relações com Carlos de Guiena "Carlos de França", irmão do rei Luis XI, de quem era o favorito, João e a família caem nos desfavores de Luiz XI, a fortaleza de Coulonges, construída por Amauri, é feita ruínas pelas tropas do rei em 1471, que temia este estreitamento de relações entre os d'Estissac e Carlos de Guiena.

Vale relembrar que família havia alçado grande distinção nos serviços à coroa francesa; que em 1447 Amauri de Madaillan d'Estissac, senhor de Coulonges, havia comprado a propriedade e o senhorio do castelo Coulonges-les-Royaux, do Cherveux e outras e que, por isso, os Madaillan d'Estissac passaram a ser a proprietários daquela localidade e que o próximo d'Estissac, João de Madaillan d'Estissac, herdara do tio Amauri a propriedade e os títulos.

Primeira reconstrução[editar | editar código-fonte]

Com a morte de Carlos de Guiena em 1472, João, além do perdão real de Luis XI, recebe a autorização para reconstruir [ou construir] o castelo (não defensivo), no coração da cidade. [nota 12] Como documenta a carta escrita pelo rei e enviada ao tenente do Senescal em Poitou, em 23 de dezembro de 1472.[22] João de Madaillan d'Estissac [nota 13] havia recebido autorização para reconstruir não apenas o castelo de Coulonges-les-Royaux, mas também o de Bois-Pouvreau, [nota 14] [25] destruídos, em 1471, por ordem do mesmo rei, [3], dando a ambos um estilo renascentista.[26] Com esta permissão e com a sucessão dos fatos posteriores, os Madaillan d'Estissac, se firmariam definitivamente na região. João, avô de Louis, abria um precedente histório que voltaria a se repetir. [nota 15] - [nota 16]

Segunda reconstrução[editar | editar código-fonte]

A reconstrução do castelo Coulonge-sur-l'Autize (Deux-Sevres) VER SITE [nota 17] é tida como a inspiração do bispo Geoffroy, realizada pelo sobrinho Louis. Alguns autores tributam a Geoffroy a concepção inicial da reconstrução, homem dinâmico, esclarecido e ambientado perfeitamente nas ideias renascentistas, não seria de todo estranhável. [nota 18]

Se é uma informação verdadeira ou não, as fontes não são claras. O que se pode precisar é que as obras tiveram início por volta de 1542, um ano antes da morte do bispo e foram, ao que se supõe, concluídas em torno de 1556 e 1558 e que coube a Louis, de fato, tanto o projeto quanto a reconstrução do Coulonge-sur-l'Autize [nota 19] e de toda a obra arquitetônica que o caracterizaria. Obra esta compreendida por três painéis distintos, com traços e indícios notadamente alquimistas e que, por isso, levou Fulcanelli, em seu livro "Habitações Filosofais", a dedicar-lhe todo um capítulo.[11] e colocá-lo entre os grandes nomes da alquimia, como o Conde de Saint-German, Johannes Trithemius (o mestre deParacelso), Nicolas Flamel, Cornelio Agrippa, etc.[29] Relativamente à reconstrução do castelo, são essas as palavras emprestadas de Fulcanelli:

"...Louis d'Estissac, governador de Poitou e Saintonge, Grande Oficial da Coroa e filósofo hermético... [...] ..., contemporâneo de Rabelais, Denys Zachaire e Jean Lallemant, quis também consagrar à ciência de sua preferência particular, uma mansão digna dela. Aos trinta e cinco anos, concebeu o projecto de um interior simbólico onde se achariam, divididos habilmente e cuidadosamente ocultados, os símbolos secretos que haviam guiado seus trabalhos. Uma vez, bem estabelecidos, os temas foram convenientemente velados - a fim de que o profano não pudesse distinguir seu sentido misterioso - e traçadas as grandes linhas arquitetônicas, confiou a execução a um que foi, talvez - pelo menos é essa a opinião de [Etienne-Octave Guillaume, conde de] Rochebrune -, [o aquaforista] Philibert de l'Orme. Assim nasceu o magnífico castelo Coulonges-sur-l'Autize (Deux-Sevres), cuja construção levou vinte e seis anos, 1542-1568..." [nota 20]

Louis projetou, para o interior de seu castelo uma reestrutauração arquitetônica, onde cada detalhe ou peça foram cuidadosa e meticulosamente programados. A obra teve início a partir de um pavilhão [ou pátio] quadrado, formado pela fachada principal de mais de 30 metros que dividia as duas alas existentes, a seguir construiu-se a ala leste, depois a ala sul. As alas atingiam 40 metros de comprimento. Depois foram construídas a capela, a galeria em arcadas, etc. Um dos pontos altos foi o teto, todo ele feito em peças esculpidas em pedra e ajustadas, ou encaixadas, como caixas, divididas em pequenos quadrados e cada um deles contendo um símbolo, signo ou figura hermética, que adornavam o corredor e a sala do Tesouro e que agora decoram a Sala de Jantar [nota 21] [nota 22] - [nota 23] do castelo de Terre-Neuve, chamada de Oficina", ou "l'Atelier". Fulcanelli acrescenta:

"Ele compõe-se de, aproximadamente, uma centena de caixotões, todos diferentes, um deles datado de 1550 traz o monograma de Diana de Poitiers."

Este é o caso de uma chaminé, [nota 24] mencionada em vários textos que versam sobre alquimia, e citada por diversos autores e estudiosos do hermetismo. A chaminé [ou Lareira], e também chamada de "Chaminé alquímica", tornou-se célebre como um símbolo alquímico. Totalmente esculpida com símbolos relacionados à obtenção da pedra filosofal. Sua arquitrave datada de 1563, contém a máxima: “nascendo quotidie morimur” (Ao nascer, morremos todos os dias).[31] - [32][nota 25] [nota 26] Esta chaminé, juntamente com outras peças do "Coulonges-sur-l'Autize" é hoje um adorno, localizada à direita, no "Grande Salão" do castelo de "Terre-Neuve". [nota 27] Totalmente esculpida com símbolos relacionados à obtenção da pedra filosofal e, mais à frente e ainda em relação à chaminé e, citando Limojon de Sanit-Didier [nota 28] Fulcanelli menciona a relação com os mercúrios e diz que:

"... É nas terras de nossa chaminé [ou lareira] onde também se eocontram as conchas de Santiago, também chamadas benditeira, porque é nelas se conserva a água benta, qualificação que os antigos davam à agua mercurial".[33] e que "...a alquimia é uma ciência verdadera e palpável, como a química, de extensão e progresso, e não a aquisição empírica de um segredo de fabricação de metais preciosos” [34]

O fim do castelo[editar | editar código-fonte]

Praça do castelo de Coulonge-sur-l'Autize (Deux-Sevres)

Louis morreu em 1565, Louise, não casou-se novamente e criou os dois filhos do casal: Charles e Claude, o que mereceu um elogio de Montaigne em uma de suas obras.[35]

O castelo sem seu proprietário, foi aos poucos caindo no descuido. Daí por diante passaria aos diversos ramos da família: os Lezay, os Lusignan que perderiam o interesse em preservá-lo. Entre os anos 1574 e 1585, o castelo estaria entre os campos protestantes e católicos e muitos desses líderes teriam sua passagem pelo castelo. Charles, o filho de Louis, que seria aquele que representaria a continuidade do ramo familiar, havia morrido em um duelo. O castelo decai visivelmente, passa por intempéries e por vicissitudes das mais diversas.

Nos anos que se seguem a situação piora sensivelmente e em 1792, já em ruínas, os prédios são vendidos a vários indivíduos. No ano seguinte, 1793, numa época marcada pelaRevolução Francesa, o castelo é vendido como patrimônio nacional. O mobiliário, as varandas, esculturas em pedra, teto e até as torres estavam de canto, tudo disperso [nota 29] e tudo nada mais era que um vazio, paredes nuas. Tudo foi perdido, mas algumas peças de arte, em 1866, foram adquiridas pelo Sr. Etienne-Octave Guillaume e com isso ele salvou as principais peças de entrada do castelo, os caixotões do teto, a grande escadaria, a porta da capela, a grande chaminé alquímica e outras, as fez desmontar e transportar ao seu castelo, o Terre-Neuve, em Fontenay-le-Comte (Vendeia) para servirem de ornamento à sua ”Sala de Jantar”, o ”Grande Salão” e para o embelezamento de sua propriedade de Fontenay le Combe (Vendée).

No início do século XX, Jean Alix compra parte do castelo. Depois de ficar alguns anos nas mãos do Conde de Hosier, o castelo e seus jardins são adquiridos, em 1933, pela cidade e é onde agora funciona a Câmara Municipal. Alguns anos depois, em 1970, tiveram início um processo de restauração do antigo prédio que, desde 1994, tornou-se um monumento histórico.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Os d'Estissac mantinham desde muito tempo, uma relação de extrema proximidade com a casa real francesa: João de Madaillan d'Estissac, pai de Bertrando e filho de Lancelote Madaillan-Lesparre (1390-1454) e Joana d'Estissac, era o favorito de Carlos da França, irmão de Luís XI]].
  2. Em22 de dezembro de 1465, João de Madaillan d'Estissac, doa ao nobre Hélie de Bideran, seu serviçal e escudeiro (sic) uma terra chamada de Monteton, localizada na freguesia de Gardonne.[1]
  3. A família d'Estissac desde muito era possuidora de vários senhorios e terras castelares. A bisavó de Louis, Jeanne d'Estissac, passar ao filho João de Madaillan d'Estissac, os castelos e terras castelares d'Estissac, Montclar, la Quinte, Pineuilh, Saussignac, Cahuzac, Monteton, [nota 2] Coulonges-les-Royax, Boypebreu, Cherneulx, Malenguil, etc., todas estas posses localizavam-se no antigo ducado deAquitânia.[2]
  4. Quem exercia a governança de Saussignac era Bertrando de Bideren, conforme atesta documento de 15 de junho de 1526, onde consta que"...Geoffroy d'Estissac, bispo e senhor de Maillezais, tio e tutor de Louis, Barão d'Estissac, de Cahuzac, Saussignac e Montclar, declara plena confiança na "...prudomia e boa diligência do nobre Bertrando de Bideren" nomeados por letras seladas com o seu selo, capitão do castelo, terras e senhorio de Saussignac..."[3]
  5. Em 8 de setembro de 1538, Louis adquiriu parte do senhorio de la Brousse, em Saintonge, propriedade de sua avó Francisca Joana de La Brousse e que havia sido dividido: - "Recibo de doação ao Sr. d'Estissac "Direito de uso, de vendas e outros direitos senhoriais e deveres para com o rei pela aquisição que ele fez de uma parte de terra e o senhorio de la Brousse em Saintonge".[4]
  6. Anne foi criada e educada pela avó [ou tia avó?], Louise d'Aillon (filha de Jean de d'Aillon, Senhor do Lude e de Marie de Laval) dama de honra de Margarida de Navarra, casada com André de Vivonne, Senhor de La Chataigneraye, senescal de Poitou, e que foi um dos governadores do Delfim Francisco I.[6]
  7. Louis dava e exercia grande respeito e autoridade na região. Haja vista que, como exemplo, em 6 de setembro de 1533, o parlamento de Bordeaux condenou o Senhor Razac e Gensac, Francis Pellegrue, por uma sequência de excessos contra a Corte e, entre os quais, constava o fato de haver ele ordenado corte de uma árvore sob a qual descansava o Barão d'Estissac.
  8. Coulonges-sur-l'Autize é uma cidade francesa, situada no departamento de Deux-Sèvres, na região do Poitou-Charentes.
  9. NaIdade Média o castelo era chamado de Coulonges-les-Royaux, ou Coulonges-le-Royal.[13]
  10. No início de setembro, de 1469, Luis XI parte para Niort. Queria o ver o irmão longe dos adversários do reino, pois o rei pretendia ter a Guiena como um apanágio real. Luis XI, satisfez-se com a proposta do duque em manterem uma entrevista na fronteira. A reconciliação entre ambos foi firmada em 7 de setembro, nas proximidades de Puyravault. Em seguida, eles seguem para Coulonges-sur-l'Autize, ao Château de Magné, do senhor de Malicorne, para uma grande caçada e para firmar um novo tratado. O tratado foi asinado em 18 de setembro.[14] - [15], o rei deixou o local em dezembro : o duque passou o Natal com o seu irmão e a rainha.[16]
  11. Carlos de Guiena - Chatêau de Montils-lez-Tours 1446-1472 evnenenado em Bordeaux), Duque de Berry 1461; da Normandia 1465; da Aquitânia 1469. Intrigou frequentemente contra o irmão, sobretudo durante a Liga do Bem público. Morreu solteiro e não deixou descendentes.
  12. João fora colocado ao lado de Carlos de Guiena, pelo irmão deste, o rei Luis XI, para assiti-lo [ou vigiá-lo].
  13. João de Madaillan d'Estissac, havia sido o primeiro camareiro do delfim Luis, futuro reiLuis XI [23], mas, depois, tornara-se o favorito do irmão deste Carlos de Guiena [24], com isso, ele ganhara o desfavor real.
  14. O castelo de Bois-Pouvreau "Le Château de Bois-Pouvreau", em Ménigoute (Deux-Sèvres), permanece até os dias de hoje, como algumas ruínas do calabouço. Parcialmente destruída em 1471 por Luís XI, não fora reconstruído por João de Madaillan d'Estissac, conforme autorizado.
  15. Permission à Jean d'Estissac de réédifier les châteaux et fortifications de Coulonges-les-Royaux et du Bois-Pouvreau, qui avaient été rasés par ordre du roi, ledit sr d'Estissac ayant été traité en rebelle lorsqu'il était au service de...[27]
  16. Outro fato preponderante é que o rei já tinha experimentado aLiga do Bem público em 1465 e procurava reduzir seu número de fortes na região, em detrimento de fidelidade, a fim de evitar o risco de revolta.
  17. Rabelais cita o Castelo Coulonge-sur-l'Autize em sua primeira novela Pantagruel.[28]
  18. Segundo Octave de Rochebrune, foi entre os anos de1540 e 1580 que aconteceu o período mais brilhante do renascimento na Baixa Poitou e isto ficou registrado no Coulonges, na Vendeia e, embora fosse curto o espaço de tempo, foram salientes as alterações nos castelos de Guignardière, do Puy-du-Fou, e do Puy-Grelfier e também em construções de menor porte, mas de importância equivalente, como em Foussais, em la Fosse e em la Cressonière perto de€hataigneraye, em Fontenay, na Grande-Rue, na Rue-de-Loges, na abadia da igreja Nossa Senhora e na grande fonte na cidade. Rocheburne ressalta que sob o teto de um salão localizado em uma casa na Rua Principal, a decoração era igual às das grandes caixas de salão Coulongea, e a escadaria tinha o perfil e a forma dada por Louis d'Estissac ao Coulonges. Tudo levava a crer quew era o trabalho de um artista que trabalhara naquele castelo. Como provaria M. B. Fillon, documentalmente, havia em Fontenay, uma escola de artes, dirigida por Louis de Liénard e Robin, cujo legado ficou registrado nas esculturas da abadia da igreja Nossa Senhora, na fonte da cidade e nas contribuições que deixaram nas caixas de teto do Coulonge. Mas aos poucos as tradições, legadas pelo Renascimento, foram desaparecendo nos castelos de Poiré, de Citardièrc, de la Baugisière não mais se lembrariam da mais bela arquitetura, tão brilhantemente inaugurada nas fachadas e nos ricos tetos do Coulonges-les-Royaux. Ass. ROCHEBRUNE, Octave de,
  19. O Coulonge-sur-l'Autize, agora em ruínas, teve , no séc XIX, a maior parte de sua decoração transportada para o Castelo de Terre-Neuve, em Fontenay-le-conte.
  20. O fato de que Louis tenha se servido da arquitetura (escultura, gravura, lapidação) pode encontrar resposta no fato de que o rei Francisco I, tenha, em 1537, proibido as atividades de imprensa.
  21. *A Sala de Jantar é uma das mais ricas peças ornamentos, importada igualmente do Coulonges: possui uma porta soberba, entalhada em madeira, emoldurada por colunas e encimada por um frontispício, acima, com o brasão de armas Louis Estissac datada de 1551; enquanto que o teto, em caixas, é todo esculpido de um modo único. Uma enorme chaminé, sustentada por dois grifos e adornada por símbolos inspirados na Lenda da Fada Melusina.
  22. A lenda da fada Melusina um pretexto para ornamentação. Nesta região, perto de Lusignan, de fato, desenvolveu o mito de Melusina, a fada-cobra, um construtor incansável de Poitevin imaginário. Em 1387, o cronista Jean d'Arras, em nome de Jean, duque de Berry, é uma compilação de várias versões da vida da Fada na Luzignen História Noble.
  23. O teto é feito de sumptuosas caixas de pedra esculpida, lareira monumental é coberto com um ambiente fantástico e conta com duas belas grifos.
  24. Esta chaminé figura entre outros legados arquitetônicos e emblemas enigmáticos, tais como os encontrados nos vinte e quatro quadros, que formam os caixotões do teto da Sala dos Guardas, no Castelo de Plessis-Bourré, no Vale do Loire e cujo autor é desconhecido; ou como o Palácio de Jacques-Cœur, em Bourges; ou como o Hôtel Lallemant, em Bourges com seus trinta caixotões de teto; ou como o Castelo de Dampierre sur Boutonne e seus 93 caixotões de teto. E ainda como as esculturas do belga (de Liege) Thomas Tollet; ainda como a arquitetura do convento, do monastério de Cimiez, a famosa Porta alquímica de Roma, etc.[30]
  25. Esta rara e monumental peça, de traços profundamente herméticos, fora posteriormente comprada por Etienne-Octave Guillaume, conde de Rochebrune e, reconstruída no castelo de Terre-Neuve, em março de 1884.
  26. Octave Rochebrune, em 1866, fez desmontar e transportar os principais elementos ornamentais do Coulonges, as peças de excaixe do teto, os arcos da lanterna da grande escadaria, o pórtico de entrada do "Grande Salão", a escada e a "Chaminée" ou lareira, chamada de alquímica, para o castelo de Terre-Neuve em Fontenay-le-Comte. O Castelo de Terre-Neuve é mencionado por muitos como o mais belo castelo em Vendeia. Ele foi criado entre 1515 e 1600 pelo arquiteto Jean Morrison para o seu amigo Nicolas Rapin.
  27. Foi neste salão, Georges Simenon, quando viveu em Terre-Neuve, entre1941 e 1943, encontrou inspiração para a criação de inúmeros romances.
  28. Limojon de Saint-Didier, ou Alexandre-Toussaint de Limojon, senhor de Saint-didier, foi além de um autor político, autor igualmente do "Triomphe Hermétique ou la Pierre Philosophale Victorieuse", livro editado em 1699 e que fala extensivamente sobre a alquimia.
  29. "le mobilier, les porches, les pierres sculptées, les plafonds, et jusqu'aux tourelles d'angle, tout a été dispersé"

Referências

  1. Arch. du chât, de Fayolles.
  2. Fonds Périg., 132, f. 15, r. Assim os Madaillan foram substituídos pelos d'Estissac.
  3. Produção de 1603 et Carrés de d'Hozier, 92, f. 23.
  4. Revue de Saintonge, t. XII, septembre 1892, p. 370.
  5. Yvon Pierron "Histoire de Coulonges sur l'Autize" publié en 1974 et Maurice Rat in le Bulletin de la Société Internationale des Amis de Montaigne, p. 8, numero de janvier-juin 1956 (IIè série, n° 18), "Les deux Louise de la Béraudière, Mme d’Etissac et Mme de Combault, ou les pièges de l’homonymie".
  6. Lettres de la Reine de Navarre, p. 140, note de l'éditeur Génin.
  7. Hist de la Maison d'Harcourt, t. 11, pp. 1564,1565, - Beauchet-Filleau. Le fief de Daillon était situé dans la paroisse de Cerqueux de Maulevrier, arrondissement de Cholet (Maine-et-Loire).
  8. Jurades, t. 11, p. 367.
  9. Marquise de Cumont. - M. de Rochebrune le célèbre aquafortiste a acquis différentes parties sculptées de ce château, notamment un escalier et les a transportées dans son habitation de Fontenay-le-Comte. (Note du comte de Saint Saud.)
  10. "de l'affection des pères aux enfants"
  11. a b Fulcanelli (cf. Las Moradas Filosofales, secc. Luis d’Estissac; tomo I, p. 400 de la tercera edición francesa)
  12. V M Samael Aun Weor - Série de programas de TV, Acuarius 1999 - Canal 13, San Luís Potosí, México - 1976.
  13. «La Naissance de Coulonges-sur-l'Autize». Coulonges sur l'Autize. Consultado em 6 de fevereiro de 2010. 
  14. Julien Rémy Pesche, Dictionaire topographique, historique et statistique du département de la Sarthé, tome III, p.121, Monnoyer Imprimeur du Roi, Le Mans 1834
  15. [1]
  16. Jacques Heers, Louis XI p.216, Perrin, Paris 2003 ainsi que Jean Favier, Louis XI p.596, Fayard, Paris 2001
  17. Lettres patentes de Louis XI, Coulanges-lèz-Réaux, le 18 septembre 1469, in Ordonnances des Rois de France de la 3e Race, par Eusèbe de Laurière, tome XVII, 1820.
  18. Joseph Vaesen et Étienne Charavay, Lettres de Louis XI, tome XI "itinéraire", Librairie Renouard, Paris 1909
  19. Benjamin Fillon, Lettres écrites de la Vendée à M. Anatole de Montaiglon p.10, Librairie Tross, Paris 1861 ainsi que Jean Favier, Louis XI, p.596, Fayard, Paris 2001
  20. Jacques Heers, Louis XI, p.68-69, Perrin, Paris 2003
  21. Jacques Heers, Louis XI, p.71, Perrin, Paris 2003
  22. "Gardez que de ce s'esmoye Estissac."http://books.google.fr/books?id=EMMDAAAAYAAJ&pg=PA10 ainsi que "Jean d'Estissac, seigneur dudit lieu, conseiller et chambellan du feu duc de Guienne, et par lui commis à la garde du chasteau et ville de Mussiden, d'après une quittance par lui donnée le 10 février 1472, à Jean Gaudete, trésorier des guerres du duc, de 240 livres tournois pour l'entretenement et soulde de trente hommes de guerre ... ordonnez pour la seurete et deffense desdiz chasteau et ville pendant ledit mois de fevrier et le mois de mars suivant. (après Bibliothèque nationale, Pièces originales, vol. 1080. Dossier Estissac 24873, n°20 ; Joseph Vaesen et Étienne Charavay, Lettres de Louis XI tome V p.94-95 note n°3, Libraire Renouard, Paris 1895)"
  23. Jean Favier, Louis XI p.121, Fayard, Paris 2001
  24. [2]
  25. "Coulonges-les-Bois-Royal et du Pouvreau"
  26. «La Famille d'Estissac». Coulonges sur l'Autize. Consultado em 6 de fevereiro de 2010. 
  27. Archives Historiques du Poitou - Société des archives historiques du Poitou (Poitiers). 1872, Vol. 38, Pág 337
  28. (em francês) Texte de Pantagruel sur Athena.unige.ch.
  29. V M Samael Aun Weor - Série de programas de TV, Acuarius 1999 - Canal 13, San Luís Potosí, México -1976.
  30. VAN LENNEP, Jacques. — Alchimie. Contribution à l'histoire de l'art alchimique. Segunda edição revista e ampliada com 1.015 ilustrações e repertório dos símbolos alquímicos. Bruxelas, Crédit Communal, 1985. In-4° sous reliure et jaquette d'éditeur, 501 p., Numerosas ilustrações em preto e coloridas.
  31. SÉNECA, Lúcio Aneu. Epistulae Morales ad Lucilium, nº 24: “nascendo quotidie morimur”.
  32. LENNEP, Jacques. Alchimie: contribution à l'histoire de l'art alchimique. Crédit Communal. Belgique; 1985; 501 pages, pag 269
  33. Fulcanelli, do livro Moradas Filosofais, cap. Louis d'Estissac, gobernador del Poitou y de la Saintonge, gran oficial de la corona y filósofo hermético, I, p. 339
  34. Fulcanelli, do livro Moradas Filosofais, cap. Louis d'Estissac, gobernador del Poitou y de la Saintonge, gran oficial de la corona y filósofo hermético, sec. IV.
  35. "MONTAIGNE, Michel de. Essais; 1818; Vol. 2; Pág. 314. "De l'affection des Pères aux Enfants", À madame d'Estissac..."

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Histoire de la Maison de Madaillan [6] par Maurice Campagne.
  • Charles Samaran. Histoires de « Croquants », Journal des savants, 1975, vol. 2, n° 1, pp. 141–146.[7]
  • PIERRON, Yvon. Histoire de Coulonges-s

Ancestrais[editar | editar código-fonte]