Pedra filosofal

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Obter uma pedra filosofal (Lapis Philosophorum) era um dos principais objetivos dos alquimistas em geral na Idade Média. Com ela, o alquimista poderia transmutar qualquer "metal inferior" em ouro, como também transmutar seres do reino científico-biológico Animalia (reino animal) sem sacrificar algo que dê um valor considerável em troca.[1][2] Com uma pedra filosofal, também seria possível obter o Elixir da Longa Vida,[3] que permitiria prolongar a vida "indefinidamente".[4][5]

Formato físico[editar | editar código-fonte]

As pedras filosofais não teriam formatos físicos definidos.[2]

Comparação ao Santo Graal[editar | editar código-fonte]

Busca por pedras filosofais são, em certo sentido, semelhantes à busca pelo Santo Graal das lendas arturianas. Em seu romance Parsifal, Wolfram von Eschenbach associa o Santo Graal não a um cálice, mas a uma pedra que teria sido enviada dos Céus por seres celestiais e teria poderes "inimagináveis".[6]

Magnum Opus[editar | editar código-fonte]

A atividade relacionada com a pedra filosofal era chamada pelos alquimistas de "A Grande Obra" (ou "Magnum Opus", em latim).[carece de fontes?]

Lenda & Atribuições[editar | editar código-fonte]

Ao longo da história, criações de pedras filosofais foram atribuídas a várias personalidades, como Paracelsus e Fulcanelli, porém é "inegável" que a lenda mais famosa refere-se a Nicolas Flamel, um alquimista real que viveu no Século XIV. Segundo o mito, Flamel encontrou um antigo livro que continha textos intercalados com desenhos enigmáticos. Porém, mesmo após muito estudá-lo, Flamel não conseguiria entender do que se tratava. Segundo a lenda, ele teria encontrado um sábio judeu em uma estrada em Santiago na Espanha, que fez a tradução do livro, que tratava de cabala e Alquimia, possuindo a fórmula para uma pedra filosofal. Por meio deste livro, Nicolas Flamel teria conseguido fabricar uma pedra filosofal. Segundo a lenda, esta seria a razão da riqueza de Flamel, que inclusive fez várias obras de caridade, adornando-as com símbolos alquímicos. Ao falecer, a casa de Flamel teria sido saqueada por caçadores de tesouros ávidos por encontrar pedras filosofais. A lenda conta que, na realidade, ambos, Flamel e sua esposa, não faleceram, e que em suas tumbas foram encontradas apenas suas roupas no lugar de seus corpos.[4]


Referências

  1. Série Fullmetal Alchemist.
  2. a b Exibições de Fullmetal Alchemist: Brotherhood, anime que segue o mangá da série Fullmetal Alchemist.
  3. Mundos Invisíveis. Série de documentários do programa Fantástico, apresentado por Marcelo Gleiser. 2007.
  4. a b Lenda de Nicolas Flamel.
  5. Série Harry Potter.
  6. Livro Parsifal, de Wolfram von Eschenbach.

Ver também[editar | editar código-fonte]