Manuel Domingos Xavier Francisco Eugénio Pio Teles da Gama

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Manuel Domingos Xavier Francisco Eugénio Pio Teles da Gama, D. (Lisboa, Beato, 5/6 de Outubro de 1840 - Vila Franca de Xira, Cachoeiras, 10 de Outubro de 1910), 1.° Conde de Cascais, foi um militar português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho segundo de D. Domingos Vasco Xavier Pio Teles da Gama Castro e Noronha Ataíde Silveira e Sousa, 9.° Marquês de Nisa de juro e herdade, 13.° Conde da Vidigueira de juro e herdade, 13.° Almirante da Índia de juro e herdade e 9.° Conde de Unhão e de sua mulher D. Maria Constança de Saldanha da Gama.[1][2][3]

Fez a Campanha de África da Guerra do Marrocos, onde combateu no Exército da Espanha, sob as ordens e como Ajudante de Ordens do General Joan Prim i Prats e, pelo seu valor, conquistou e foi condecorado com a Laureada Cruz de São Fernando de Espanha, etc.[1][2][3]

Casou em Oliveira de Azeméis, Vila Chã, Capela do Covo, a 19 de Novembro de 1874 com Maria Isabel de Castro e Lemos de Magalhães e Meneses (Porto, Cedofeita, 12 de Agosto de 1850 - Lisboa, Santa Isabel, Rua do Jardim à Estrela, N.° 13, na sua casa, 25 de Abril de 1932), irmã do 1.° Conde do Covo, filha de Sebastião de Castro e Lemos de Magalhães e Meneses, Senhor da Casa do Covo, etc, e de sua mulher Emília Maria Pamplona Carneiro Rangel Veloso Barreto de Miranda e Figueiroa ou Emília Antónia Pamplona de Sousa Holstein, sobrinha paterna do 1.° Visconde de Beire e sobrinha materna dum tio paterno do 1.º Conde de Palmela, 1.º Marquês de Palmela e 1.º Duque do Faial, logo 1.º Duque de Palmela, de ascendência Alemã e Italiana, com geração.[1][2][3]

Era grande amigo de José Maria de Eça de Queirós.[4]

No último quartel do século XIX, adquiriu o Convento de Santo António da Castanheira ou Quinta de Santo António, em Vila Franca de Xira, Vila Franca de Xira.[5]

O título de 1.° Conde de Cascais foi-lhe concedido por Decreto de D. Carlos I de Portugal de data desconhecida de 1898, por ocasião das festas comemorativas da Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia, pelo seu glorioso antepassado D. Vasco da Gama, e como filho segundo da Casa Representante do Título de Marquês de Cascais. Usou as Armas e o timbre dos Condes da Vidigueira e Marqueses de Nisa com Coroa de Conde.[6]

Fez parte da Sociedade por Acções constituída em 1900 e responsável pela edificação em 1901 da Praça de Touros Palha Blanco, em Vila Franca de Xira, Vila Franca de Xira.[7]

Referências

  1. a b c Domingos de Araújo Affonso e Ruy Dique Travassos Valdez (2.ª Edição, Lisboa, 1988). Livro de Oiro da Nobreza. [S.l.]: J.A. Telles da Sylva. pp. Tomo II. 306  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  2. a b c Fernando de Castro da Silva Canedo (2.ª Edição, Braga, 1993). A Descendência Portuguesa de El-Rei D. João II. [S.l.]: Fernando Santos e Rodrigo Faria de Castro. pp. Volume II. 118  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  3. a b c Direcção de Afonso Eduardo Martins Zúquete (2.ª Edição, Lisboa, 1989). Nobreza de Portugal e do Brasil. [S.l.]: Editorial Enciclopédia, L.da. pp. Volume Segundo. 494  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  4. José Maria de Eça de Queirós (1948). Eça de Queirós Entre os Seus: Cartas Íntimas / Apresentado por sua Filha. [S.l.]: Porto: Lello & Irmão; Lisboa: Aillaud & Lellos. 53 
  5. «Convento de Santo António da Castanheira / Quinta de Santo António». Monumentos.pt. Consultado em 22 de Outubro de 2015. 
  6. Direcção de Afonso Eduardo Martins Zúquete (2.ª Edição, Lisboa, 1989). Nobreza de Portugal e do Brasil. [S.l.]: Editorial Enciclopédia, L.da. pp. Volume Segundo. 495  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  7. «Praça de Toiros Palha Blanco». Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. Consultado em 22 de Outubro de 2015.