Maria Adelaide de Bragança

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Pretendente
Maria Adelaide de Bragança
Nascimento 31 de janeiro de 1912
Saint-Jean-de-Luz  França
Morte 11 de outubro de 1927 (74 anos)
Caparica  Portugal
Nome completo Maria Adelaide Manuela Amélia Micaela Rafaela de Bragança
Título(s) reivindicados Infanta de Portugal
Período 1949 - 2012
Monarquia abolida em 1910
Último monarca D. Manuel II de Portugal
Ligação com o último monarca Prima em 5º grau
Casa Casa de Bragança
Pai Miguel Januário de Bragança
Mãe Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg
Cônjuge Nicolaas van Uden
Filhos Adriano Sérgio
Nuno Miguel
Francisco Damiano
Filipa Teodora
Miguel Inácio
Maria Teresa
Predecessor(a) Miguel Januário de Bragança
Successor(a) Duarte Nuno de Bragança

Maria Adelaide de Bragança (de seu nome completo: Maria Adelaide Manuela Amélia Micaela Rafaela de Bragança GO M; Saint-Jean-de-Luz, 31 de janeiro de 1912  — Caparica, Almada, 24 de fevereiro de 2012) foi uma pretendente ao estatuto de infanta de Portugal, filha do também pretendente ao trono Miguel Januário de Bragança e de Maria Teresa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg.

Casou com Nicolaas Johannes Maria van Uden, no dia 13 de outubro de 1945, em Viena, Áustria. Do casamento, nasceram seis filhos:

  1. Adriano Sérgio de Bragança van Uden (1946-), casado com D. Maria de Jesus de Saldanha de Sousa e Menezes
  2. Nuno Miguel de Bragança van Uden (1947-), casado com D. Maria do Rosário Cayolla Bonneville
  3. Francisco Xavier Damiano de Bragança van Uden (1949-), casado com D. Maria Teresa Henriques Gil
  4. Filipa Teodora de Bragança van Uden (1951-), casada com António Manuel d' Atouguia da Rocha Fontes
  5. Miguel Inácio de Bragança van Uden (1954-), casado com D. Maria do Carmo Leão Ponce Dentinho
  6. Maria Teresa de Bragança van Uden (1956-) casada com João Ricardo da Câmara Chaves

Viveu em Viena, Áustria, trabalhando como enfermeira e assistente social. Durante a Segunda Guerra Mundial, quando havia bombardeamentos, deslocava-se durante a noite para os locais atingidos, para prestar ajuda às vítimas. Integrou um movimento de resistência à Gestapo, tendo sido condenada à morte. O então presidente do Conselho de Ministros, António de Oliveira Salazar, interveio junto dos alemães, afirmando que Maria Adelaide era cidadã nacional. Esta intervenção da diplomacia portuguesa resultou na sua libertação e deportação imediata, tendo-se estabelecido na Suíça, onde vivia o seu irmão Duarte Nuno de Bragança. Após a guerra, a família finalmente voltou para a Áustria e casou-se com Nicolaas Johannes Maria van Uden, estudante de medicina holandês, que conhecera quando ambos socorriam as vítimas dos bombardeamentos em Viena.

Em 1949, Maria Adelaide voltou para Portugal. Enquanto isso, o marido formou-se em medicina na Universidade de Viena, especializando-se em doenças de pele. Todavia, quando Nicolaas van Uden chegou a Portugal, não lhe foi dada equivalência, pelo que não pôde exercer a profissão. Vai então trabalhar num pequeno laboratório de pesquisa na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, até que chega a oportunidade para trabalhar em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian. Assim nasceu o Instituto Gulbenkian de Ciência, que promove a investigação científica em diversas áreas desde os anos 50.

Originalmente, a família Van Uden instalou-se na Quinta do Carmo, em Almada. Maria Adelaide começou a trabalhar como assistente social em algumas iniciativas locais, dado que a Trafaria e o Monte da Caparica eram locais muito pobres.

Alguns círculos monárquicos em Portugal consideram que a Maria Adelaide, por ser neta de um antigo rei (D. Miguel), era o único membro da Família Bragança que poderia reclamar um direito ao trono de Portugal, de acordo com as leis tradicionais de sucessão, em representação dos direitos dinásticos de seu pai, Miguel Januário de Bragança, que os legitimistas reconheciam como "D. Miguel II". A maioria dos monárquicos reconhece, no entanto, ao pretendente Duarte Pio de Bragança, bisneto do ex-infante D. Miguel e sobrinho da Maria Adelaide, o direito ao trono de Portugal, caso a Monarquia venha a ser restaurada.

Em 31 de Janeiro de 2012, data do centenário do seu nascimento, foi agraciada pelo presidente da República Aníbal Cavaco Silva com a medalha da Ordem do Mérito. Morreu na Quinta do Carmo, na Caparica, concelho de Almada, a 24 de Fevereiro de 2012.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • OCHOA, Raquel; A Infanta Rebelde. Lisboa, Oficina do Livro.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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