Maria Baderna

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Maria Baderna
Nascimento 1828
Castel San Giovanni
Morte 1892 (64 anos)
Cidadania Reino de Itália
Ocupação dançarina, bailarino

Marietta Baderna Giannini ou Maria Baderna (Castel San Giovanni, 1828Rio de Janeiro, 3 de janeiro de 1892[1]) foi uma bailarina italiana. Radicada no Brasil em 1849, suas apresentações tornaram-se populares no Rio de Janeiro; seu nome entrou para o vocabulário do português brasileiro como sinônimo de confusão.[2][3][4]

Anos iniciais[editar | editar código-fonte]

Baderna nasceu em 1828 na cidade de Castel San Giovanni. Desde cedo teve inclinação para a dança, incentivada pelo pai; aos doze anos fez sua estreia nos palcos em Piacenza. [5] Foi aluna do coreógrafo Carlo de Blasis e tornou-se membro do corpo de baile do Teatro Alla Scala de Milão.[6] Em 1847 apresentou-se na Inglaterra, tendo uma temporada de sucesso no Covent Garden.

Voltou para a Itália, mas o clima político obrigou-a a deixar o país. Ela e seu pai eram seguidores de Giuseppe Mazzini, líder do movimento republicano, derrotado pelos monarquistas e austríacos após a revolução de 1848.[6]

Vida no Brasil[editar | editar código-fonte]

Baderna desembarcou no Brasil em 1849, aceitando um convite para se apresentar com sua companhia no Teatro São Pedro de Alcântara (atual Teatro João Caetano). Suas apresentações foram incorporando danças afro-brasileiras, como o lundu, a umbigada e a cachucha, e apesar de serem consideradas "escandalosas" para a sociedade escravista brasileira, faziam sucesso, lhe garantindo um grupo de fãs ardorosos. As manifestações exaltadas desses fãs garantiram-lhes o nome de badernistas, e a palavra baderna tornou-se sinônimo de beleza e, mais tarde, de confusão ou tumulto.[3]

No Rio de Janeiro Baderna constituiu família, deixando quatro filhos quando de seu falecimento - Antonio, Henriqueta, Fanny e Mario; foi sepultada no Cemitério de São Francisco Xavier no dia 4 de janeiro de 1892.[7]

Wikcionário
O Wikcionário tem o verbete baderna.

Referências

  1. «Missas». Jornal do Brasil (9, ano 2): 2. 9 de janeiro de 1892. Consultado em 25 de novembro de 2018 
  2. «Folha de S.Paulo - Literatura: Marietta Baderna vai dos dicionários à biografia - 31/07/2001». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 8 de setembro de 2017 
  3. a b Pimenta, Reinaldo (2002). A casa da mãe Joana: curiosidades nas origens das palavras, frases e marcas. [S.l.]: Editora Campus. ISBN 9788535210514 
  4. «A origem e o mito da baderna - Cultura - Estadão». Estadão 
  5. Pimenta, Reinaldo (2002). A casa da mãe Joana: curiosidades nas origens das palavras, frases e marcas. [S.l.]: Editora Campus. ISBN 9788535210514 
  6. a b Avella, Aniello Angelo (1 de janeiro de 2014). Tereza Cristina de Bourbon: uma imperatriz napolitana nos trópicos 1843-1889. [S.l.]: SciELO - EDUERJ. ISBN 9788575114445 
  7. «Convite enterro (anúncio)». Jornal do Commercio (4, ano 65): 6. 4 de janeiro de 1892. Consultado em 25 de novembro de 2018