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Maria Beatriz d'Este

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Não confundir com Maria Beatriz de Áustria-Este (condessa de Montizón).
 Nota: Não confundir com Maria de Módena (nascida Maria Beatriz Ana Margarida Isabel d'Este, Rainha Consorte da Inglaterra).
Maria Beatriz
Arquiduquesa Consorte da Áustria
Duquesa Consorte de Brisgóvia
Duquesa Soberana de Massa e Carrara
Princesa de Módena
Retrato por Anton von Maron, 1772
Duquesa de Massa e Carrara
1.º Reinado29 de dezembro de 1790
a 30 de junho de 1796
PredecessoraMaria Teresa Cybo-Malaspina
Sucessor(a)Monarquia abolida (República Cispadana)
2.º Reinado9 de junho de 1815
a 14 de novembro de 1829
PredecessorMonarquia restaurada
Sucessor(a)Francisco (integração ao Ducado de Módena e Régio)
Dados pessoais
Nascimento7 de abril de 1750
Palácio Ducal, Módena, Ducado de Módena e Régio
Morte14 de novembro de 1829 (79 anos)
Viena, Império Austríaco
Sepultado emCripta Imperial, Viena, Áustria
Nome completo
nome pessoal em italiano: Maria Beatrice Ricciarda
MaridoFernando Carlos, Arquiduque da Áustria-Este
Descendência
Maria Teresa da Áustria-Este
Maria Leopoldina da Áustria-Este
Francisco IV, Duque de Módena
Fernando Carlos da Áustria-Este
Maximiliano José da Áustria-Este
Carlos Ambrósio, Primaz da Hungria
Maria Luísa da Áustria-Este
CasaEste (nascimento)
Habsburgo-Lorena (casamento)
Habsburgo-Este (co-fundadora)
PaiHércules III, Duque de Módena
MãeMaria Teresa Cybo-Malaspina, Duquesa de Massa
ReligiãoCatolicismo
Brasão

Maria Beatriz Ricarda d'Este (nome pessoal em italiano: Maria Beatrice Ricciarda; Módena, 7 de abril de 1750Viena, 14 de novembro de 1829) foi a Duquesa Soberana de Massa e Carrara em duas ocasiões diferentes, primeiro de 1790 até ser privada do controlo das suas terras em 1796, e depois ao recuperar o trono em 1815 até sua morte. Além disso, tornou-se arquiduquesa da Áustria através do casamento com o arquiduque Fernando Carlos. A partir desse momento, passou também a ocupar o cargo de consorte do governador de Milão, função que desempenhou ao lado do marido até 1796.

Última descendente direta da antiga e prestigiosa Casa d'Este, Maria Beatriz era a única filha legítima sobrevivente do último duque de Módena e Régio, Hércules III. Apesar disso, nunca pôde herdar diretamente o trono, pois as leis dos Estados Estenses seguiam a Lei Sálica, que impedia a sucessão feminina. Essa restrição, no entanto, não se aplicava ao Ducado de Massa e Carrara, onde vigorava uma exceção determinada desde 1529, quando o imperador Carlos V concedera à marquesa Ricarda Malaspina o direito de transmissão hereditária também por via feminina.[1]

Casamento

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Antecedentes

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Filha de um casal em constante desentendimento, o futuro duque de Módena e Régio, Hércules III de Módena, e Maria Teresa Cybo-Malaspina, soberana de Massa e Carrara, a jovem logo se viu no centro de uma complicada trama familiar. A morte precoce de seu único irmão, ainda bebê, em 1753, deixou claro que ela seria filha única. Isso a colocou diretamente no coração de um delicado jogo dinástico, muito parecido com o que sua própria mãe havia enfrentado anos antes. As negociações para o casamento da menina foram conduzidas por seu avô, o duque Francisco III de Módena, tudo sem o conhecimento do pai. Ele cuidou de cada detalhe, desde as primeiras conversas até as mudanças posteriores nos acordos. Em busca de apoio e prestígio, Francisco chegou a consultar o rei Jorge II da Grã-Bretanha, que, além de ter cinco filhos, era visto como uma espécie de patriarca da família, já que, assim como os Este, também descendia da Casa de Guelfo. Com a aprovação inglesa, o avô voltou-se então para Viena, onde reinava a influente e prolífica imperatriz Maria Teresa da Áustria.[2]

Acordos matrimoniais

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Maria Beatriz

Francisco III tinha um objetivo muito claro: evitar que o Ducado de Módena tivesse o mesmo destino que o de Ferrara quase dois séculos antes, sendo declarado feudo imperial vago e incorporado, sic et simpliciter, ao Sacro Império Romano, assim como Ferrara fora absorvida pelo Estado Pontifício. Para garantir a continuidade dos Estados de Este como uma entidade autônoma, e, ao mesmo tempo, assegurar o futuro da neta e a sobrevivência do nome da família, as negociações começaram já em 1752. Naquele ano, o monsenhor Giuliano Sabbatini, bispo de Módena e antigo ministro de Estado com experiência diplomática nas cortes europeias, enviou secretamente Marianna Hercolani di Marsciano a Viena. Sua missão: negociar com a imperatriz o casamento da pequena Maria Beatriz com o segundo filho do casal imperial. Por um momento, tudo pareceu perdido. Em 5 de janeiro de 1753, a duquesa Maria Teresa Cybo-Malaspina deu à luz um menino, o nascimento de um herdeiro tornava desnecessário qualquer acordo matrimonial. Mas o destino interveio: o bebê morreu apenas alguns meses depois, em 6 de maio de 1753, abrindo novamente o caminho para as negociações.[3][4]

Com o apoio de Jorge II da Grã-Bretanha, Francisco III firmou então dois acordos simultâneos com a Casa de Habsburgo, que detinha a coroa imperial. O primeiro, público, prometia a jovem Maria Beatriz, então com apenas três anos, em casamento ao terceiro filho do casal imperial, o arquiduque Pedro Leopoldo da Áustria. O segundo, secreto, era bem mais ambicioso: Francisco III nomeava o próprio Pedro Leopoldo como sucessor dos Este, caso a linhagem masculina da casa se extinguisse. Em troca, o arquiduque se comprometia a adotar o sobrenome "d’Este", manter os estados separados dos territórios austríacos e fixar residência em Módena. Caso viesse a reinar em Viena, deveria renunciar aos domínios estenses em favor de seu filho ou de outro membro não reinante da família imperial. Enquanto isso, Francisco III, e, na hipótese de sua morte, seu filho Hércules, assumiria interinamente o governo de Milão, cargo reservado tradicionalmente ao terceiro filho da casa imperial, e o manteria até o casamento se concretizar. Assim, da mesma forma que o Grão-Ducado da Toscana garantira sua sobrevivência após o fim da dinastia Médici ao tornar-se uma "segunda linhagem" dos Habsburgo, Módena, pelos acordos de 1753, transformava-se em algo inédito: uma verdadeira "terceira linhagem" da poderosa dinastia austríaca.[5]

Noivado e casamento

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Em 1761, a morte repentina do arquiduque Carlos José, segundo filho homem da família imperial, mudou completamente o cenário. Com sua ausência, Pedro Leopoldo subiu um degrau na linha de sucessão: tornou-se herdeiro do Grão-Ducado da Toscana e, junto com isso, passou a ser cogitado para um casamento com a infanta Maria Luísa, filha do rei Carlos III da Espanha. Essa nova posição tornava, porém, totalmente ultrapassadas as cláusulas dos acordos firmados em 1753. Mesmo assim, Francisco III e a corte austríaca não hesitaram. Apesar da forte oposição de Hércules, pai da noiva, um novo tratado foi assinado em 1763. O conteúdo era praticamente idêntico ao anterior, apenas o nome do noivo foi trocado: saía Pedro Leopoldo e entrava o irmão mais novo, Fernando Carlos, que nem sequer havia nascido quando o primeiro acordo fora firmado e, portanto, era bem mais jovem que sua prometida.

Maria Beatriz e Fernando

Pouco depois, Maria Beatriz, recém-recuperada de um grave surto de varíola, foi levada a Milão, a pedido da corte de Viena. Lá, foi educada sob a tutela do avô Francisco III, então governador da cidade, e de sua companheira e depois esposa morganática, a Condessa von Harrach, viúva Melzi (1721–1788). A própria imperatriz Maria Teresa da Áustria havia escolhido a condessa como governanta da menina, confiando-lhe a formação da futura arquiduquesa. O casamento por procuração foi celebrado com grande pompa em 26 de abril de 1766, no então Palácio Ducal de Milão. Entre os presentes estavam o duque Francisco III, o plenipotenciário austríaco na Lombardia, Carlo Giuseppe di Firmian, e os pais da noiva. Em um gesto simbólico, a Condessa von Harrach prendeu ao peito da jovem o retrato de seu futuro marido, sinal da "palavra dada e aceita", marcando oficialmente o compromisso.[6]

Em 18 de janeiro de 1771, a Dieta Perpétua de Ratisbona reconheceu oficialmente Fernando como sucessor de todos os feudos da Casa d'Este,[7] e, em 30 de janeiro, o imperador José II promulgou o diploma de investidura.[8] Com isso, no dia 15 de outubro, finalmente, o arquiduque e a jovem duquesa, já maduros o suficiente para contrair matrimônio, se casaram presencialmente, dando origem à nova Casa da Áustria-Este. Para celebrar a união, naquele mesmo dia foi encenada a ópera Il Ruggiero, de Johann Adolf Hasse, e, em 17 de outubro, ocorreu a estreia de Ascanio in Alba, de Mozart, com libreto de Giuseppe Parini.

Em Milão

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Efígie de Fernando e Maria Beatriz, 1771

Francisco III devolveu a Fernando o governo de Milão, onde a família se estabeleceu permanentemente; entre 1773 e 1778, Fernando supervisionou a reforma do Palácio Ducal com Giuseppe Piermarini e, após o incêndio do Teatro Regio Ducale em 1776, promoveu a construção do Teatro alla Scala e do Teatro della Cannobiana. Em 1777, por ordem de Maria Teresa, foi construída a Villa Real de Monza como residência de verão, enquanto Fernando buscava afirmar seu prestígio criando uma pequena corte pessoal. Nomeado marechal de campo em 1772, sua função era essencialmente representativa, sem interferir na administração, já que a imperatriz se preocupava com sua fraca aptidão política e enviou centenas de cartas a ele e à nora Maria Beatriz, incentivando-os a servir de exemplo e influência positiva para o povo.[carece de fontes?]

Duquesa de Massa e Carrara

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Em 1790, com a morte da mãe, Maria Teresa Cybo-Malaspina, Maria Beatriz herdou o Ducado de Massa e Carrara, após seu pai renunciar aos direitos de coregência que lhe cabiam segundo os protocolos matrimoniais de 1738, relativos ao seu casamento.[9]

Maria Beatriz

Maria Beatriz mostrou-se extremamente diligente: interessava-se por todos os assuntos do ducado e exigia estar plenamente informada. De Viena, onde residia habitualmente, enviava instruções detalhadas ao delegado, o conde Pietro Ceccopieri, relegando o marido e herdeiro a um papel secundário.[10] Dava, por exemplo, ordens precisas sobre o restauro do Palácio Ducal de Massa, residência de seus antepassados, e regulava as relações com o bispo de Sarzana e com o Granducado da Toscana. Ceccopieri limitava-se a executar a vontade da duquesa, que, de facto, "reinava e governava". Quanto a Pellegrino Rossi, primeiro-ministro do Estado Pontifício, Maria Beatriz ordenou ao governador de Lucca que, caso ele entrasse em seu ducado, não autorizaria sua extradição, desejando mantê-lo sob custódia.[11]

Após sete anos de governo direto, as turbulências revolucionárias e Guerras Napoleônicas a privaram do controle de suas terras por quase duas décadas. O Congresso de Viena restituiu-lhe o ducado, acrescido dos antigos feudos imperiais da Lunigiana, que não haviam sido reconstruídos. Desabituada ao governo direto e acostumada à corte de Viena, Maria Beatriz confiou a administração dos territórios cybo-malpascianos a governadores dotados de amplos poderes, enquanto seu filho Francisco, herdeiro do Ducado de Módena e Régio como sucessor legítimo de Fernando, aguardava para assumir os ex-feudos imperiais. (Fernando havia falecido em 1806, sem jamais exercer efetivamente o trono ducal estense).

Maria Beatriz

Retornada ao governo do ducado ancestral, Maria Beatriz revogou todas as reformas introduzidas durante o período napoleônico pela princesa de Lucca e Piombino, Elisa Bonaparte Baciocchi, restaurando os estatutos antigos e formando um corpo nobre ao redor do trono ducal, embora tentasse ao mesmo tempo proteger as classes menos favorecidas.[carece de fontes?]

Na esfera econômica, suas políticas retomaram as reformas do século XVIII, autorizando obras públicas significativas, como a retificação do leito do rio Frigido. Também se destacou no campo social e cultural, incentivando artistas e restaurando o serviço educacional. Todavia, sua atuação teria sido ainda mais eficaz se Maria Beatriz tivesse residido diretamente no ducado, em vez de governar à distância desde Viena.[12]

A última representante da Casa d'Este morreu em 14 de novembro de 1829, aos 79 anos. Seu corpo foi sepultado na Cripta Imperial de Viena. Seu filho Francisco a sucedeu como Duque de Massa e Carrara, empreendendo imediatamente uma política de assimilação de seus novos domínios e transformando-os definitivamente, em 1836, em uma simples província administrativa do Estado Estense, como o Ducado de Módena e Régio era oficialmente chamado.

Descendência

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Arquiduque Ferdinando da Áustria com sua esposa Maria Beatriz d'Este segurando a arquiduquesa Maria Leopoldina da Áustria-Este (futura eleitora da Baviera) com a arquiduquesa Maria Teresa da Áustria-Este (futura rainha da Sardenha), vestindo um vestido rosa, por Gaetano Perego em 1776.
Nome Pintura Nascimento Morte Observações[13]
José Francisco da Áustria-Este 1 de janeiro de 1772 1 de janeiro de 1772 Morreu ao nascer.
Maria Teresa da Áustria-Este 1 de novembro de 1773 29 de março de 1832 Casou-se com Vítor Emanuel I da Sardenha, com descendência.
Josefina da Áustria-Este 13 de maio de 1775 20 de agosto de 1777 Morreu na infância.
Maria Leopoldina da Áustria-Este 10 de dezembro de 1776 23 de junho de 1848 Casou-se com Carlos Teodoro, Eleitor da Baviera, sem descendência.
Casou-se com Conde Ludwig von Arco, com descendência.
Francisco IV, Duque de Módena 6 de outubro de 1779 21 de janeiro de 1846 Casou-se com a Maria Beatriz de Saboia, com descendência.
Fernando Carlos José da Áustria-Este 25 de abril de 1781 5 de novembro de 1850 Comandante-em-chefe do exército austríaco durante as Guerras Napoleônicas.
Maximiliano José da Áustria-Este 14 de julho de 1782 1 de junho de 1863 Grão-Mestre da Ordem Teutônica.
Maria Antonia da Áustria-Este 21 de outubro de 1784 8 de abril de 1786 Morreu na infância.
Carlos Ambrósio da Áustria-Este 2 de novembro de 1785 2 de setembro de 1809 Arcebispo de Esztergom, Primaz da Hungria.
Maria Luísa da Áustria-Este 14 de dezembro de 1787 7 de abril de 1816 Casou-se com Francisco I da Áustria, sem descendência.

Ancestrais

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Referências

  1. Stefano Calonaci, «MALASPINA, Ricciarda» (em italiano). Dizionario Biografico degli Italiani - Volume 67 (2006) 
  2. Raffo, Olga (2003). «Maria Teresa Cybo-Malaspina d'Este: sovrana illuminata, donna triste». Il tempo delle donne, le donne del tempo. Lucca: Pacini Fazi editore. p. 7 
  3. Rossi di Marsciano (a cura), Uberto (2018). «Alla corte di Vienna». Epistolario di Marianna Hercolani di Marsciano (1739-1787). Warsaw: Amazon Distribution. pp. 143–170 
  4. Bortolotti (a cura Armeno Fontana), Pietro (2016). «Capitolo XIX (1749)». Memorie di mons. Giuliano Sabbatini Vescovo e Ministro di Stato modenese per servire alla patria cronaca de' suoi tempi (1720-1760). Modena: Edizioni Artestampa. pp. 349–353 
  5. Valsecchi, Franco (1975). «Il matrimonio estense e la «terzogenitura» asburgica a Modena». L'Italia nel Settecento dal 1714 al 1788 II edizione economica ed. Milano: Arnoldo Mondadori. pp. 212–215 
  6. «Spigolature e notizie». Giornale storico della Lunigiana (em italiano). V (III). La Spezia: Zappa. 1914. p. 235. Consultado em 23 de outubro de 2023 
  7. Phipps, I marchese di Normanby, Constantine Henry (1862). «Nota 30 (pag. 85) [n.d.t.]». Difesa del Duca di Modena contro le accuse del Sig. Gladstone [...]. Venetia: Tipografia Emiliana. p. 229 
  8. Bayard de Volo, Teodoro (1878). Vita di Francesco V. duca di Modena (1819-1875). I. Modena et al: Tipografia dell'Imm. Concezione, et al. p. 22 
  9. Giorgio Viani (1808). Memorie della famiglia Cybo e delle monete di Massa di Lunigiana (em italiano). Pisa: Ranieri Prosperi. p. 63 
  10. AA. VV (1980). Massa e Carrara nella Restaurazione : il governo di Maria Beatrice Cybo d'Este. Modena: Aedes Muratoriana. p. 16 
  11. AA. VV (1980). Massa e Carrara nella Restaurazione : il governo di Maria Beatrice Cybo d'Este. Modena: Aedes Muratoriana. p. 17 
  12. AA. VV (1980). Massa e Carrara nella Restaurazione : il governo di Maria Beatrice Cybo d'Este. Modena: Aedes Muratoriana. p. 74 
  13. Lundy D. R. "Ferdinand Karl Erzherzog von Österreich". The Peerage (em inglês)

Ver também

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Precedido por
Maria Teresa Cybo-Malaspina
Duquesa Soberana de Massa e
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1790 - 1796 (1.ª vez)
Sucedido por
República Cispadana
Precedido por
Elisa Bonaparte
Duquesa Soberana de Massa e
Princesa Soberana de Carrara

1814-1829 (2.ª vez)
Sucedido por
Francisco IV de Módena
(integração ao Ducado de Módena e Régio)