Maurício da Saxônia (1696-1750)

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Maurício da Saxônia (1696-1750).

Hermano Maurício da Saxônia (Goslar, 28 de outubro de 1696 - Castelo de Chambord, 20 de novembro de 1750) - filho bastardo de um eleitor da Saxônia - iniciou sua carreira muito cedo, no exército austríaco, sob as ordens de Eugênio de Savoia (1709). Em 1719, graças a intervenção do pai, comprou o posto de coronel no exército da França, país ao qual serviria até a morte. Foi conde da Saxônia e Marechal da França em 1746, Duque da Curlândia.

Primeiros dados[editar | editar código-fonte]

Filho da condessa Maria Aurora von Königsmark, foi um dos mais ilustres capitães de sua época. Seu pai era o devasso Frederico Augusto I da Saxônia conhecido como Augusto II, rei da Polônia, nascido em Dresde em 1670 e morto em Varsóvia em 1733. Eleitor da Saxônia, conde palatino da Saxônia, marquês da Mísnia ou Meissen desde 1694, Rei da Polônia de 1697 a 1706 e em 1709. Deixou um filho legítimo e mais de 350 bastardos recenseados, sendo o mais célebre o Marechal da Saxônia de que nos ocupamos.

Durante a Guerra de Sucessão Austríaca, executou o espetacular assalto que resultou na captura de Praga (1741).

Feito marechal em 1744, disputou no ano seguinte [carece de fontes?] sua mais famosa batalha, em Fontenoy.[1] Fazendo uso de um terreno bem escolhido e de fortificações de campanha, resistiu ao ataque dos britânicos, comandados por Cumberland. A infantaria francesa mostrou sua inferioridade técnica mas a artilharia francesa e a capacidade de Maurício em reagrupar seus soldados assustados lhe deram a vitória que, estrategicamente, rendeu muitos frutos (captura de Gante, Bruxelas, Antuérpia, Mons e Namur). Foi governador de Flandres.

Sua obra sobre a arte da guerra, “Mes réveries”, foi muito valorizada em tática militar.[1]

Frederico o Grande, que esteve com Maurício em 1749, escreveu: “Eu vi aqui o herói da França, este saxão, este Turenne do século de Luís XV. Eu me instruí através dos seus discursos na arte da guerra. Este general poderia ser o professor de todos os generais da Europa”.

A historieta de seus amores[editar | editar código-fonte]

Apaixonou-se por uma Maria Rainteau de Verrières (1730-1775) filha de um vendedor de refrescos da rue Greneta, fazendo-a entrar com sua irmã Geneviève na tropa teatral que acompanhava seu exército. Tornando-se amante oficial do marechal, Maria Rainteau anexou a seu nome o de Verrières assim como a irm~. Infiel, ela se ligou ao jovem conde Louis de La Live d’Epinay, de 22 anos, casado, depois ao de Marmontel que ajudou a formá-la para o teatro, e ao Duque de Bouillon, príncipe de Turenne. Retomou La Live d’Epinay quando ele herdou a fortuna do pai, adquirindo o cargo de «fermier général». Epinay lhe ofereceu uma mansão enorme na rua da Chaussée d’Antin, onde ela vivia com a irmã, bonita e tão pouco inteligente que era apelidada «A bela e a fera».

Casamento[editar | editar código-fonte]

Teve dois filhos de sua esposa desde 1714, Joana Vitória Tugendreich von Loeben (1699-1747).

Sua filha mais famosa, tida de sua amante, foi Maria Aurora da Saxônia (setembro de 1748-1821), declarada filha de um certo Jean-Baptiste La Rivière, burguês de Paris et de Maria Rainteau (de Verrières), sua esposa. A delfina, mãe de Luís XVI, adotou a criança, pagou sua educação no convento de Saint-Cyr, e em 1766 providenciou seu casamento com o conde Antoine de Hornes (morto em 1768), filho bastardo do rei Luís XV, o qual, doente, só foi de nome seu marido. Aliás, morreu logo depois em duelo. Viúva, Aurora da Saxônia foi viver com a mãe, de quem fora afastada por ordem da Delfina, e se tornou a rainha das festas dadas por ela e pela tia, as demoiselles de Verrières. Casou por segunda vez em 1777 com o sedutor Claude Dupin de Francueil, viuvo há 22 anos, que tinha o dobro de sua idade. Tiveram um filho, Maurício Dupin, que foi o pai da famosa Aurora Dupin ou , como diz seu nome de pluma, a escritora ‘George Sand`.

Enxadrista amador[editar | editar código-fonte]

Maurício da Saxônia
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a7 preto rei
c7 branco rei
a6 preto peão
c6 preto peão
a5 preto peão
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a4 preto peão
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a3 branco torre
c3 branco torre
b2 branco peão
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As brancas dão mate em treze lances com o peão, sem capturar nenhum peão adversário
Maurício da Saxônia
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a8 branco torre
f8 branco cavalo
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c7 branco cavalo
e7 branco rainha
f7 preto peão
h7 preto peão
f6 preto peão
h6 preto peão
f5 preto peão
h5 preto peão
f4 preto peão
h4 preto peão
f3 branco bispo
h3 branco rei
e2 branco torre
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As brancas dão mate em quatrorze lances com o peão, sem capturar nenhum peão adversário

Ele também se interessou por xadrez, compondo dois problemas de mate bem engenhosos, em que as brancas tem que dar cheque-mate com um peão, sem capturar nenhum peão adversário.[1]

Referências

  1. a b c Le Palamède: revue mensuelle des échecs et autres jeux, Volume 2 (1837), Deux Mats du Maréchal de Saxe, p.41s [google books]