Megatsunami da Baía Lituya

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Megatsunami da Baía Lituya
Os danos causados pelo megatsunami da Baía Lituya em 1958 podem ser vistos nesta fotografia aérea oblíqua da Baía Lituya, no Alasca, com as áreas mais claras na costa onde as árvores foram arrancadas.
Epicentro Baía de Lituya
58° 37' 30" N 137° 37' 30" O
Magnitude 7,8 MW
Data 9 de julho de 1958
Zonas atingidas Estados Unidos Alasca
 Canadá

O megatsunami da Baía Lituya ocorreu em 9 de julho depois de um terremoto de magnitude de 7,8 e intensidade máxima na escala de Mercalli atingir a Baía de Lituya, no Alasca, Estados Unidos. O evento aconteceu na falha geológica Fairweather e provocou um deslizamento de terra que movimentou 30 milhões de metros cúbicos de rocha e gelo para a entrada estreita da baía.[1]

O deslocamento repentino de água resultou em um megatsunami que destruiu a vegetação até 525 m acima da altura da baía e produziu uma onda que viajou através da baía com uma crista relatada por testemunhas que chegava aos 30 m de altura.[1] Este é o mais significativo megatsunami já registrado. O evento forçou uma reavaliação dos eventos de ondas gigantes e o reconhecimento de eventos de impacto e de deslizamento de terra como uma das possíveis causas deste tipo de evento.

Baía Lituya[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Baía Lituya

A Baía Lituya é um fiorde situado na Falha de Fairweather na parte nordeste do Golfo do Alasca. É uma baía em forma de T com uma largura de 3,2 quilômetros (duas milhas) e um comprimento de 11,2 quilômetros (sete milhas).[2] A baía tem uma profundidade máxima de 20 metros. A estreita entrada da baía tem uma profundidade de apenas 10 metros.[2] Os dois ramos que criam o a forma em T da baía são as enseadas de Gilbert e Crillon e são parte de uma vala ao longo da Falha de Fairweather.[3] Nos últimos 150 anos, a Baía Lituya teve cinco megatsunamis. O último evento, antes do megatsunami de 1958, ocorreu em 27 de outubro de 1936. Esta onda chegou a uma altura de 10 metros e foi causada por outro grande deslizamento de terra das montanhas.

Próximo à Cordilheira Fairweather estão os glaciares de Lituya e do North Crillon. Eles têm cerca de 19 quilômetros (12 milhas) de comprimento e 1,6 quilômetros (uma milha) de largura, com uma altitude de 1.220 m (4000 pés). Os retiros destes glaciares formam a atual forma de T da baía, as enseadas de Gilbert e Crillon.[3]

Terremoto[editar | editar código-fonte]

Danos causados pelo megatsunami de 524 metros em 1958. Note as áreas onde a vegetação foi arrancada pela força da água.

O grande terremoto que atingiu a Falha Fairweather em 1958 alcançou uma magnitude de 7,9 na escala Richter, entretanto, algumas fontes relataram que ele tenha alcançado magnitude 8,3. O epicentro do terremoto foi na latitude 58.6N. e longitude 137.1W. próximo à Cordilheira de Fairweather, 7,5 quilômetros a leste da superfície da Falha de Fairweather e 13 quilômetros a sudeste de Baía Lituya. Este terremoto foi o mais forte dos 50 anos anteriores para esta região (o terremoto do Cabo Yakataga, com uma magnitude de 8,2 na escala Richter, ocorreu em 4 de setembro de 1899).[4] O abalo foi sentido em cidades do sudeste do Alasca em uma área de 400.000 quilômetros quadrados, até o sul de Seattle, Washington, e em Whitehorse, Yukon, Canadá.[3]

Avalanche[editar | editar código-fonte]

O terremoto causou a queda de rochas subaéreas na enseada de Gilbert.[3] Este deslizamento jogou 30 milhões de metros cúbicos de rochas na baía, criando o megatsunami.[2] O evento matou cinco pessoas, sendo que três foram mortas na ilha Khantaak e duas foram pegas pela onda na baía.[4] Em Yakutat, o único posto avançado permanente perto do epicentro na época, infraestruturas como pontes, docas e oleodutos foram destruídas. Uma torre de água entrou em colapso e uma cabine também foi danificada. Fissuras surgiram perto da costa sudeste e cabos submarinos do Sistema de Comunicação Alasca foram cortados.[4]Danos mais leves também foram relatados em Pelican e Sitka.

Depois do terremoto houve uma observação feita no lago subglacial, localizado a noroeste da curva do Glaciar de Lituya, na baía homônima Este lago subglacial tinha abaixado em 30 metros, o que poderia ser uma outra causa possível para a produção da onda de 30 m que causou destruição 524 m acima da superfície da baía com seu impulso. É possível que uma boa quantidade de água tenha sido drenada do lago glacial através de um túnel glacial que fluiu diretamente para a frente da geleira, embora nem a taxa de drenagem, nem o volume de água drenado poderia produzir uma onda de tamanha magnitude.[3] Portanto, a drenagem glacial não foi o mecanismo que causou a onda gigante.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Leonard, L J; Rogers, G C; Hyndman, R D (2010). «Open File 6552». Geological Survey of Canada. [S.l.]: Natural Resources Canada. p. 248 
  2. a b c «Cópia arquivada» (PDF). Consultado em 3 de dezembro de 2010. Arquivado do original (PDF) em 8 de fevereiro de 2012 
  3. a b c d e f http://www.drgeorgepc.com/Tsunami1958LituyaB.html
  4. a b c Coffman, Jerry L; von Hake, Carl A, eds. (1970). Earthquake History of the United States. [S.l.]: United States Department of Commerce/Department of the Interior. p. 108. Publication 41-1 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]