Menápios

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Povo Germano-gaulês
Menápios
Mapa das tribos na Gália
Descendiam dos

Belgas, Gauleses, Germânicos

Região que habitavam
Gante e Antuérpia, na Gália Belga
Idioma

Gaulês

Grupo Étnico Indo-europeu
Localização atual

(Flandres Oriental (França), Luxemburgo

Os Menápios (em latim), Menapii, foram um povo germânico que habitava, na Gália Belga, um território compreendido entre os rios Sena e o Reno (atuais territórios da Bélgica, Luxemburgo, norte da França, sul dos Países Baixos e oeste da Alemanha).

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Existem duas teorias:[1]

  • Origem celta: Das palavras mel e apa, que significam água. Se explica pelo fato de que os territórios ocupados pelos menápios eram pantanosos.
  • Origem germânica: Das palavras mesnil, que era uma grande casa onde as pessoas do povoado [ou tribo] se reuniam, e aap que significa imitador, o que segue.

Origem[editar | editar código-fonte]

Seu território se estendia entre os rios Aa, no norte da França e o Reno. Antes da chegada dos romanos estavam estabelecidos ao redor de Gante e Antuérpia (território que corresponde atualmente à província belga da Flandes Oriental).

Sua primeira capital foi Castelo dos Menápios (Castellum Menapiorum; Cassel), depois de haver expulsado aos Morinos, outro povo belga, para o oeste.

Também houve assentamentos menápios na região de Wesel (Alemanha), na margem direita do rio Reno.[2]

Conquista romana[editar | editar código-fonte]

As legiões romanas, comandadas por Júlio César, conquistaram a Gália Belga entre 57 e 53 a. C. Em 57 a. C., devido à progressão das tropas romanas, os Eburões, Atuátucos, Morinos, Menápios e Condrusos se coligaram para fazer frente ao avanço devastador do exército romano. Sem embargo, apesar da resistência oferecida, foram derrotados. Três anos depois os povos da Gália Belga se sublevaram e em 53 a. C. Os menápios foram forçados à rendição, após nova derrota.[3]

Modos de vida[editar | editar código-fonte]

Reconstrução de uma choça dos menápios em Destelbergen.

Os menápios eram um povo já sedentário que vivia do pastoreio e da agricultura em suas aldeias e granjas.[1]

Época imperial[editar | editar código-fonte]

Uma unidade auxiliar do exército romano, a coorte I Menapiorum, foi recrutada em fins do século I, dentre os menápios, sendo destinada à Britânia.

O usurpador romano do final do séc III, Caráusio, comandante da frota romana no Mar do Norte que se proclamou imperador da Britânia e do norte da Gália, era um menápio nascido em Betuwe (Batávia).[4]

No séc V , a Notitia Dignitatum chama uma legião de Menapii seniores.[5]

Localização[editar | editar código-fonte]

Quando os romanos chegaram, várias tribos foram localizados na região dos Países Baixos, que residiam nas partes habitáveis mais altas, especialmente no leste e sul. Essas tribos não deixaram registros escritos. Todas as informações conhecidas sobre elas durante este período pré-romano é baseada no que os romanos, mais tarde, escreveram sobre as mesmas.

O local aproximado (hoje Holanda) onde as tribos germânicas se assentaram no séc. I. Os limites exatos são desconhecidos entretanto, e H a M em particular, não devem ser considerados como representações exatas.

As tribos mostrado no mapa à esquerda são:

Outros grupos tribais não mostrados neste mapa, mas associado com a Holanda são:

Referências

  1. a b Sppedylook: Ménapiens (www.speedylook.com).
  2. Friedrich Engels, 1882: Zur Urgeschichte der Deutschen.
  3. La conquête romaine de la Gaule Belgique 57 à 53 AJC (users.skynet.be).
  4. Aurelio Víctor, Lib. de Caes. 39,20
  5. Notitia dignitatum, occ. 5.

Bibliografía[editar | editar código-fonte]