Mino Carta

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Mino Carta
Nome completo Demetrio Carta
Nascimento 6 de setembro de 1933 (82 anos)
Gênova, Itália Itália
Ocupação Jornalista, Editor, Empresário, Escritor e Pintor
Nacionalidade italiano
[blogdomino.com.br [ligação inativa][1] Site oficial]

Demetrio Carta[2] (Gênova, 6 de setembro de 1933), conhecido como Mino Carta, é um jornalista, editor, escritor e pintor italiano, naturalizado brasileiro.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido na Itália, chegou a São Paulo em 1946 e escreveu sobre esse período:

Carreira[editar | editar código-fonte]

Em 1951, prestou vestibular e ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, constando de sua ficha de matrícula ter nascido em 3 de setembro de 1933. Cursou os primeiros anos, mas abandonando o curso, não chegou a se formar.

Carta dirigiu as equipes de criação de publicações que fizeram história na imprensa brasileira, como Quatro Rodas, o Jornal da Tarde, Veja, IstoÉ e CartaCapital, da qual ainda é diretor de redação. Dos jornais que ajudou a fundar, apenas um não prosperou: o Jornal da República, fundado junto com Cláudio Abramo, foi fechado por problemas financeiros.[5]

Mantinha um blog pessoal, que desativou por discordância com as políticas econômica e ambiental do governo, e por causa da atuação no caso Cesare Battisti,[1] do qual era um dos mais ferrenhos opositores.[6]

No ano de 2016, Mino Carta continua sua obra, que se confunde a própria democracia Brasileira. "Não me refiro ao já desfraldado desastre do governo interino do seu pomposo vice, soberano apenas no uso da mesóclise. Governo desastrado até aos olhos de Congresso disposto a rasgar a Constituição de 1988, a sacramentar o enterro dos modestos avanços sociais conseguidos nos últimos 13 anos e de embarcar na aventura golpista comandada por um bando de corruptos."[7]

Livros publicados[editar | editar código-fonte]

Em 2000, lançou o livro O Castelo de Âmbar,[8] em que emprega sua verve num projeto literário-biográfico cuja personagem principal, Mercúcio Parla (um "homem extraordinário", segundo sua secretária Camomila), pode ser seu alter ego e no qual relata, de modo cáustico, o que considera o relacionamento promíscuo entre governantes, jornalistas e "barões da imprensa" durante quase meio século da história recente brasileira. Escrito como um romance de ficção, permite vislumbrar-se a realidade; assim Ausônia seria a Itália e a rua Áurea na Capital da Comarca seria a rua Augusta em São Paulo.

Em 2003, publicou A Sombra do Silêncio, continuação de O Castelo de Âmbar,[8] no qual Mercúcio Parla se encontra, na Rua Áurea, com Cuore Mio, "a moça mais risonha do bairro", iniciando assim um romance que seria o "único e autêntico amor de suas vidas".

Publicações[editar | editar código-fonte]

(lista parcial)

  • O Castelo de Âmbar. São Paulo: Editora Record, 2000. ISBN 8501060208 (romance)
  • Histórias da Mooca, com as bençãos de San Gennaro. São Paulo, Editora Berlendis & Vertecchia, 1ª edição.
  • O Restaurante Fasano e A Cozinha de Luciano Boseggia, em parceira com FASANO, Rogério. São Paulo: Editora DBA. 2ª edição, 1996.
  • A Sombra do Silêncio. São Paulo: Editora Francis, 2003. ISBN 8589362191 (romance)
  • O Brasil . São Paulo: Editora Record, 2013.

Prêmios e títulos[editar | editar código-fonte]

É doutor honoris causa pela Faculdade Cásper Líbero.

Em novembro de 2006 Mino recebeu o prêmio de Jornalista Brasileiro de Maior Destaque no Ano da Associação dos Correspondentes da Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE). [9]

Referências

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