Movimento Humanos Direitos

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Movimento Humanos Direitos é uma organização não-governamental formada sobretudo por artistas brasileiros. Seu propósito é a defesa de direitos humanos no Brasil, além de ser, em virtude da inversão da expressão "direitos humanos", uma conclamação para que os humanos sejam direitos (decentes).[1][2]

História[editar | editar código-fonte]

A entidade foi fundada[3] pelo padre Ricardo Resente, a partir de um e-mail que recebeu do ator Marcos Winter em 5 de dezembro de 2002. Nele, Marcos propunha reunir artistas que se manifestassem em defesa dos direitos humanos em suas entrevistas. Eles negociariam com os jornalistas, concedendo entrevistas somente se pudessem abordar o tema proposto.

Dessa forma, eles fariam denúncias de violações aos direitos humanos como o trabalho escravo contemporâneo e, baseados em informação segura de outras ONG's, apresentariam as soluções viáveis. A iniciativa foi tomada pelo cantor Djavan, que fez um espetáculo no sul do Pará, em prol da luta contra a impunidade no campo, no qual compareceram diversos convidados, que mais tarde se engajariam na causa: Paulo Betti, Letícia Sabatella, Ângelo Antônio, Sergio Mamberti e Cristina Pereira. Estes, como outros depois deles (Osmar Prado, Pepita Rodrigues, Leonardo Vieira, Camila Pitanga, Chico Diaz, Dedina Bernadelli, Vic Militello, Vanessa Giácomo, Carla Marins, Otto etc.) colocariam sua visibilidade à disposição de algumas causas sociais e nesse sentido viajariam pelo país.

Nas palavras do padre, estes são os crimes que ainda proliferam no Brasil:

O Movimento Humanos Direitos atua da seguinte forma: cria mobilizações para reivindicar mudanças nas políticas públicas; cria vinhetas informativas para a televisão; participa de julgamentos; visita regiões de ameaças e violências, assim como as vítimas e seus parentes; discute projetos; faz parcerias. E instituiu um prêmio, o João Canuto, que é outorgado a pessoas ou instituições que mais se destacaram no ano por alguma causa necessária.

Entre as questões mais recentes[4] em que o grupo se envolveu, está um caso de violência sexual contra menores na cidade de Sapé, Estado da Paraíba, em que o movimento pronunciou seu apoio à Promotora de Justiça do município, que está sendo ameaçada de morte.

Outra campanha atual da entidade é o repúdio à construção da barragem de Estreito, na divisa entre o Maranhão e o Tocantins. O empreendimento, que já está em fase de início das obras, alagará uma área de quatrocentos quilômetros quadrados. Além disso, afetará doze municípios e três terras indígenas, desalojando cerca de vinte mil pessoas.

O grupo se mobiiza atualmente para aprovar a Emenda Constitucional 438, que trata da expropriação de terras usadas para trabalho escravo. Eles estiveram em Brasília, pressionando o Senado para a aprovação do projeto, que se encontra travado. Tentaram também, sem sucesso, paralisar[5] o andamento do projeto de transposição do rio São Francisco, considerado por eles um benefício apenas para latifundiários do Nordeste.

O Movimento Humanos Direitos é presidido por Marcos Winter. Para ser filiado, é necessário abraçar a causa, ser indicado por algum dos componentes do movimento e ser aprovado pelos demais em uma de suas reuniões.

Manifesto em Eldorado[editar | editar código-fonte]

Manifesto do movimento por justiça em Eldorado dos Carajás, em 2004[6]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]