Movimento dos Trabalhadores Sem Teto

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Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
(MTST)
MTST - ABr-Masp 2014.jpg
Ativistas do MTST em um protesto para reivindicar moradias populares, no vão livre do MASP, na Avenida Paulista.[1]
Tipo Movimento social
Fundação 1997
Estado legal Ativo
Propósito Direito à moradia e reforma urbana
Línguas oficiais Português
Organização Guilherme Boulos
Sítio oficial mtst.org

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) é um movimento de caráter social, político e popular fundado em 1997 que advoga principalmente pelo direito à moradia, pela reforma urbana e pela diminuição da desigualdade social.[2] Inicialmente organizado como um setor urbano do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) numa época em que a população brasileira se concentrava cada vez mais nas cidades, o MTST surgiu em decorrência das dificuldades encontradas com a falta de moradia adequada nas periferias dos grandes centros urbanos.[3] Sua forma de atuação principal é a ação direta através da ocupação de bens imóveis[2] que não atendem à sua função social[4], tendo também consolidado seu protagonismo entre os movimentos sociais através de manifestações e protestos a partir das Jornadas de Junho.[3] Atualmente o movimento organiza 55 mil famílias em 14 estados do Brasil.[5]

Há uma divergência sobre a legalidade das ocupações, muitas vezes sendo classificadas como invasões pela grande mídia e autoridades locais.[6] O movimento sofreu repressão em diversos momentos durante sua trajetória, como em 2003 durante a ocupação de um terreno da Volkswagen em São Bernardo do Campo[7][8] e na desocupação do Pinheirinho onde um dos coordenadores nacionais do MTST foi espancado e detido pela GMC.[9]

A coordenação do movimento criticou o desempenho do governo Temer no programa Minha Casa, Minha Vida em 2017 que deixou de cumprir a meta de entrega de 170 mil casas.[10]

Em abril de 2018, o MTST ocupou o triplex que foi atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Guarujá. A ocupação visava mostrar que tal imóvel não pertencia ao mesmo.[11]

Referências

  1. «Manifestantes tomam o vão livre do Masp e pedem moradias populares». 11 de dezembro de 2013. Consultado em 6 de novembro de 2018 
  2. a b «As linhas políticas do MTST». Consultado em 6 de novembro de 2018 
  3. a b «Duas análises sobre o papel do MTST na agenda política atual». Nexo Jornal. 23 de janeiro de 2017. Consultado em 6 de novembro de 2018 
  4. «Propriedade e função social: perspectivas do ordenamento jurídico e do MST» (PDF). Jeaneth Nunes Stefaniak. Consultado em 6 de novembro de 2018 
  5. «Boulos: 'Num momento de crise, é preciso fazer com que a voz de indignação chegue à política'». Jornal Sul21. 20 de abril de 2018. Consultado em 6 de novembro de 2018 
  6. Lie, Kjersti Kanestrøm (2015). The Roofless Movement in São Paulo, Brazil : Root Causes, Characteristics and Challenges (Dissertação de Mestrado) (em inglês). Norwegian University of Life Sciences 
  7. Crocitti, John J. (2012). Brazil Today: An Encyclopedia of Life in the Republic, Volume 2 (em inglês). [S.l.]: ABC-CLIO. p. 331. ISBN 9780313346729 
  8. Miagusko, Edson (2012). Movimentos de moradia e sem-teto em São Paulo: experiências no contexto do desmanche. [S.l.]: Alameda. p. 35. ISBN 9788579390845 
  9. «Espancado, líder dos sem-teto critica GCM de São José dos Campos (SP)». Folha de S.Paulo. 25 de janeiro de 2012. Consultado em 6 de novembro de 2018 
  10. Gadelha, Igor (14 de janeiro de 2018). «Governo cumpre só 13,5% da meta do Minha Casa para os mais pobres». Exame 
  11. Redacao RBA (16 de janeiro de 2018). «Imprensa internacional repercute ocupação do MTST em tríplex atribuído a Lula». Rede Brasil Atual 

Ver também

Ligações externas