Movimento dos Trabalhadores Sem Teto

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Militantes ligados ao MTST realizam protesto em frente ao prédio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, em São Paulo, em 2014 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Uma ocupação de 2014 do MTST em Carapicuíba, próximo a São Paulo.

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) é um movimento de caráter social, político e popular organizado em 1997 pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para atuar nas grandes cidades com o objetivo de lutar pela reforma urbana, por "um modelo de cidade mais justa e pelo direito à moradia".

É uma organização autônoma, desvinculada do próprio MST, com princípios, programa e forma de funcionamento próprios. Além do trabalho organizado de luta por moradias, o MTST mobiliza pessoas que não conseguem pagar aluguel, moradores de rua, desempregados além de famílias e mães solteiras que não conseguem se sustentar, organizando lutas e ocupações. Guilherme Boulos é um dos líderes mais destacados do MTST e é atualmente candidato a presidência da república pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)[1].

O MTST vê uma transformação profunda da sociedade, como única maneira de atender aos interesses dos trabalhadores. Aposta na ação direta, em especial, através de ocupações de terrenos urbanos abandonados. As ocupações de áreas urbanas promovidas pelo MTST já reúnem cerca de 40 mil famílias nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Amazonas, Roraima, Ceará, Pará, Pernambuco e Rio Grande do Sul. [2]

Segundo o coordenador do movimento, João Pedro Stédile, as áreas e construções ocupadas pelo movimento são as que não atendem à sua função social[3]

Atualmente compõe a Frente Povo Sem Medo, junto com movimentos e organizações como as Brigadas Populares (BPs), o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), o RUA Juventude Anticapitalista, a Esquerda Marxista, o Polo Comunista Luiz Carlos Prestes e entidades ligadas ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), além de outras inúmeras outras entidades[4].

Em abril de 2018, o MTST ocupa então o Triplex que foi atribuído ao ex-presidente Lula no Guarujá, a ocupação visava mostrar que tal imóvel não pertencia ao mesmo [5].

O problema de moradia se agravou ainda mais, quando Michel Temer assumiu a Presidência da República e deixou de cumprir a meta de entrega de 170 mil casas do Minha casa Minha Vida [6]

Após o incêndio no Edifício Wilton Paes Almeida, a relatora especial da ONU Leilani Faiha para o Direito à Moradia Adequada, o colapso do prédio de 24 andares, ocupado por 150 famílias após quase duas décadas de abandono, mostra que "a relação entre a falta de moradia e a morte é muito próxima". "É isso o que tiramos deste episódio: quando governos em nível federal e local fracassam em implementar o direito de moradia, grandes tragédias e mortes acontecem."[7]

Referências

  1. «PSOL lança Guilherme Boulos como pré-candidato à presidência». VEJA.com 
  2. Movimento de sem-teto reúne 40 mil famílias. Por Cleide Carvalho. O Globo, 18 de outubro de 2013.
  3. «Propriedade e função social: perspectivas do ordenamento jurídico e do MST» (PDF). Jeaneth Nunes Stefaniak. Consultado em 1 de outubro de 2018. 
  4. Frente Povo Sem Medo, Carta convocatória de lançamento da frente Povo Sem Medo, Esquerda Socialista, 08 de outubro de 2015
  5. Redacao RBA (16 de janeiro de 2018). «Imprensa internacional repercute ocupação do MTST em tríplex atribuído a Lula». Rede Brasil Atual 
  6. Gadelha, Igor (14 de janeiro de 2018). «Governo cumpre só 13,5% da meta do Minha Casa para os mais pobres». Exame 
  7. Senra, Ricardo (3 de maio de 2018). «É claro que vão entrar em prédios abandonados. É melhor que viver na rua', diz relatora da ONU». BBC Brasil. Consultado em 12 de maio de 2018. 

Ver também

Ligações externas

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