Museu do Antigo Oriente Próximo

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Vista parcial da Porta de Ishtar
Detalhe de painel de tijolos esmaltados mostrando guerreiros aquemênidas

O Museu do Antigo Oriente Próximo (Vorderasiatisches Museum) é um museu de Berlim, na Alemanha, dedicado à cultura antiga do Oriente Próximo. Equipara-se ao Louvre e ao Museu Britânico na importância de sua coleção arqueológica, que cobre seis mil anos de história daquela região. Está instalado na ala sul do Museu de Pérgamo (Pergamonmuseum), e exibe em 14 salas exemplos de arquitetura, relevos e pequenos objetos oriundos das antigas Suméria, Babilônia, Assíria e Anatólia.

História[editar | editar código-fonte]

A coleção berlinense está intimamente associada à evolução da ciência da Assiriologia e com os primeiros resultados positivos na decifração da escrita cuneiforme pelo lingüista Georg Friedrich Grotefend. Tais avanços, junto com a fundação da Sociedade Alemã do Oriente (Deutsche Orient-Gesellschaft) em 1898, estimularam o interesse internacional pelas culturas da Babilônia e Assíria.

A partir da fundação da coleção em 1899 novas escavações alemãs trouxeram à luz muitas outras peças que enriqueceram o acervo original. Até 1929 os objetos estavam depositados no antigo Museu Kaiser Friedrich (hoje o Museu Bode), quando foram transferidos para o Museu de Pégamo, sendo exibidos ao público quando este museu abriu suas portas em 1930.

Durante a II Guerra Mundial os itens instalados permanentemente no museu não foram removidos, e afortunadamente sofreram pouco, mas os objetos móveis foram confiscados pela União Soviética, só voltando para a Alemanha em 1958, cinco anos após a reorganização e abertura do Museu do Antigo Oriente Próximo.

A coleção[editar | editar código-fonte]

Dentre as atrações principais do acervo estão as famosas Porta de Ishtar, a Via Processional e a fachada da sala do trono de Nabucodonosor II, com a reconstrução de parte dos edifícios em suas dimensões originais, com um efeito impactante. Outras peças importantes são o modelo da Torre de Babel, dedicada a Marduk, deus da Babilônia, e uma cópia do Código de Hamurabi.

Os inícios da escrita são documentados com achados de Uruk, na Suméria do 4º milênio a.C., compostos de selos e tabuletas de argila. Também de Uruk são seções reconstruídas de templos monumentais do 3º milênio a.C.

Outras salas mostram relevos e fachadas do palácio assírio de Kalchu, do 9º milênio a.C., e vasos, joalheria, ferramentas e esculturas mais recentes.

Pesquisa[editar | editar código-fonte]

O Museu do Antigo Oriente Próximo mantém programas de escavações arqueológicas, a saber:

  • Projeto Tell Halaf, dedicado ao restauro de artefatos inestimáveis remanescentes do Museu berlinese Tell Halaf, que foi seriamente danificado na guerra, e inclui escavações no sítio arqueológico de Tell Halaf, na Síria, em parceria com outras instituições.
  • Projeto Tell Knedig, de escavações na região de Habur, na Síria, onde já se conseguiu descobrir a estrutura de um vilarejo do século III a.C. e esclarecer aspectos ligados à topografia da Mesopotâmia superior na Idade do Bronze.
  • Siria, que inclui o estudo dos resgates do Museu Tell Halaf e de outros achados realizados em expedições nas décadas de 70 e 80 na área do rio Eufrates e trazidos à Alemanha.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]