Nêmesis (astronomia)

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Disambig grey.svg Nota: Se procura por outros significados de Nêmesis, veja Nêmesis.

Nêmesis seria uma hipotética estrela companheira do Sol, o que faria com que o Sistema Solar fosse um sistema binário de estrelas. Jamais observada, Nêmesis seria uma estrela escura e pequena, talvez uma anã marrom, com uma órbita dezenas, centenas ou até milhares de vezes mais distante que a de Plutão.[1] Ela foi provada falsa em 2015.

Uma outra hipótese levantada a respeito de Nêmesis é que a sua órbita ao redor do Sol teria um período de cerca de 26 milhões de anos e que periodicamente atravessaria a Nuvem de Oort e arremessaria de asteróides e cometas para todos os lados, muitos dos quais acabariam por atingir a Terra, causando assim grandes extinções da vida no planeta, como por exemplo a extinção KT que ocorreu há 65 milhões de anos.

Para alguns, Sedna poderia ser uma pista. O planeta anão Sedna, aquele mesmo que propiciou a discussão e o posterior rebaixamento de Plutão, é um objeto esquisito. Segundo Mike Brown, seu descobridor, ele não deveria estar onde está. Ainda segundo Brown, não há como explicar sua órbita, pois ele nunca está próximo o suficiente para ser afetado pelo Sol, mas também nunca está longe o suficiente para ser afetado pelas outras estrelas. Além disso, a maioria dos cometas que chegam ao Sistema Solar interior (para “dentro” da órbita da Terra) parece vir de uma mesma região da Nuvem de Oort.

Esses fatos deram força à hipótese de Nêmesis, que teria de ter entre 3 e 5 massas de Júpiter no mínimo. Para esse limite de massa, ou mesmo para algumas dezenas de vezes a massa de Júpiter, esse objeto seria um planeta massivo ou uma anã-marrom. Em ambos os casos, seria praticamente indetectável no visível, mas muito brilhante no infravermelho. Mesmo Brown já admitiu que esse objeto, se existir, seria muito pequeno, estaria muito longe e seria muito lento. Facilmente ele passaria despercebido nas suas observações.

Novas possibilidades[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2010 entrou em operação o satélite Wise da Nasa, que está mapeando o céu todo em infravermelho. Com um campo de visão bem amplo e uma sensibilidade fantástica, o satélite tem por objetivo detectar mil anãs-vermelhas a distâncias de até 25 anos-luz da Terra. O problema é que, para detectar Nêmesis, será preciso esperar por duas imagens do Wise para que se possa compará-las e identificar o objeto que se moveu de uma para outra. Isso tinha previsão para acontecer em meados de 2012 e, ainda assim, levaria um ano para analisar as imagens e pedir tempo em telescópios na Terra que possam fazer a confirmação.[2]

Em 2014, a partir dos resultados desse o satélite, foi descartada a existência de Nêmesis.[3] }}


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «A teoria da estrela da morte companheira do sol». Ciências e Tecnologia. Consultado em 23 de setembro de 2013. 
  2. g1.globo.com/ Procurando Nêmesis, por: Cassio Barbosa (Blog Observatório)
  3. {{citar web |url=http://www.nature.com/news/evidence-grows-for-giant-planet-on-fringes-of-solar-system-1.19182 |título=Evidence grows for giant planet on fringes of Solar System |autor=WITZE, Alexandra |publicado=Nature |data=20 de janeiro de 2016 |acessodata=24 de janeiro de 2016 |língua2=en

Ligações externas[editar | editar código-fonte]