Nicanor Parra

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Nicanor Parra
Nascimento 5 de setembro de 1914 (102 anos)
San Fabián de Alico
Residência Las Cruces, no Chile
Nacionalidade Chile Chileno
Ocupação Matemático e poeta
Prémios Prêmio Nacional de Literatura do Chile (1969)

Prémio Rainha Sofia de Poesia Iberoamericana (2001)
Prêmio Cervantes (2011)

Magnum opus Sermones y prédicas del Cristo de Elqui

Nicanor Parra (San Fabián de Alico (próximo à Chillán), 5 de setembro de 1914) é um matemático e poeta chileno[1] e irmão mais velho de Violeta Parra.

Em 1932, mudou-se para Santiago, onde cursou o último ano do ensino médio no Internato Barros Arana, onde iniciou uma amizade com outros estudantes como: Jorge Millas, Luis Oyarzún e Carlos Pedraza. Os dois primeiros seriam escritores e Pedraza pintor.

Em 1933, ingressou no Instituto Pedagógico da Universidade do Chile, onde estudou matemática e física. Enquanto era estudante, trabalhou como inspetor no Internato onde estudou, onde também eram inspetores Millas e Pedraza, circunstância que o ajudou a manter laços com seus antigos colegas de estudos.

Em 1935, começou a circular a "Revista Nueva", entre os inspetores, professores e alunos do Internato.

Em 1937, publicou seu primeiro livro: "Cancionero sin nombre", com 29 poemas. Nessa época o autor tinha grande afinidade com a obra de Federico García Lorca.

No início da década de 1940, leu obras de Walt Whitman, outro autor pelo qual teve grande afinidade.

Em 1943, viajou para os Estados Unidos e realizou estudos de pos-graduação em física na Universidade Brown, localizada em Providence (Rhode Island), de onde retornou em 1945 para passar a ensinar na Universidade do Chile.

Também em 1943, escreveu uma obra de 20 poemas, que seria publicada como "Ejercicios retóricos", em 1954.

Em 1949, viajou para a Inglaterra para assistir a cursos de cosmologia na Universidade de Oxford, de onde retornou em 1952.

Em 1954, publicou: "Poemas y antipoemas". Dentre as obras que o influenciaram para escrever os "antipoemas", pode-se citar: os filmes de Charles Chaplin, obras surrealistas e os escritos de Franz Kafka, Thomas Stearns Eliot, Ezra Pound, John Donne e William Blake.

Pode-se dizer que o "antipoema" é subversivo, mas não militante, pois não toma partido ideológico, sendo, pelo contrário, um instrumento para fazer acusações contra as deformações das ideologias. O sistema antipoético inclui entre seus elementos: uma personagem antiheróica que observa no interior das casas ou se desloca por locais públicos de espaços urbanos; o humor, a ironia, o sarcasmo, que permitem perceber o que está oculto. Sua entonação e sintaxe não obedecem a um modelo literário, prefere a linguagem prosaica, falada todos os dias e em todos os cantos. Tem uma construção fragmentada e apresenta uma dissonância que evoca montagem ou colagem.

Nas suas obras posteriores, predominaram os antipoemas[2].

Em 2011, ele recebeu o Prêmio Cervantes, oferecido pelo Ministério da Cultura da Espanha[3].

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Cancionero sin nombre, 1937.
  • Poemas y antipoemas, 1954.
  • La cueca larga, 1958.
  • Versos de salón, 1962.
  • Manifiesto, 1963.
  • Canciones rusas, 1967.
  • Obra gruesa, 1969.
  • Los profesores, 1971.
  • Artefactos, 1972.
  • Sermones y prédicas del Cristo de Elqui, 1977.
  • Nuevos sermones y prédicas del Cristo de Elqui, 1979.
  • El anti-Lázaro, 1981.
  • Plaza Sésamo, 1981.
  • Poema y antipoema de Eduardo Frei, 1982.
  • Cachureos, ecopoemas, guatapiques, últimas prédicas, 1983.
  • Chistes para desorientar a la policía, 1983.
  • Coplas de Navidad, 1983.
  • Poesía política, 1983.
  • Hojas de Parra, 1985.
  • Nicanor Parra: Poems and Antipoems, ed. David Unger(New Directions), 1985.
  • Poemas para combatir la calvicie, 1993.
  • Páginas en blanco, 2001.
  • Lear Rey & Mendigo, 2004.
  • Obras completas I & algo +, 2006.
  • Discursos de Sobremesa, 2006

Referências

  1. «Nicanor Parra» (em espanhol) 
  2. PARRA, NICANOR, em espanhol, acesso em 24 de fevereiro de 2017.
  3. Nicanor Parra vence Prémio Cervantes 2011. Correio da Manhã, 1 de dezembro de 2011

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