Novas mídias

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Novas mídias é um termo amplo que normalmente se refere à soma de novas tecnologias e métodos de comunicação para se diferenciar dos canais de comunicação tradicionais como TV, radiodifusão, imprensa, etc.

Midiatização[editar | editar código-fonte]

Segundo Pedro Telles, as novas mídias teriam sua origem na transformação do computador, que passou de uma máquina que apenas computava dados para uma “mídia dinâmica pessoal”. O computador teria passado por um processo de “midiatização”, que o permitia remidiar tecnologias anteriores. Assim, para Manovich, o computador seria “como um guarda-chuva, uma plataforma para todas as mídias artísticas expressivas então existentes”[1] . Através da remidiação, a sociedade “busca tanto multiplicar suas mídias quanto apagar todos os traços da mediação: idealmente, ela quer apagar suas mídias no próprio ato de multiplica-las”[2] .Como exemplo de novas mídias Telles cita, o arquivo de pdf., os memes, enfim, as fontes digitais. Portanto, elas seriam mais do que o meio ou a plataforma que as sustentam. Alguns critérios que diferenciam os objetos das novas mídias, baseadas no computador, das mídias analógicas, são: sua possibilidade de manipulação devido a sua linguagem binária; sua modularidade, referente às diferentes formas de se apropriar dessas mídias; sua variabilidade, já que esta perde a espacialidade; e por fim, sua capacidade de transcodificação, que se relaciona as diferentes possibilidades de visualização destes objetos ou fontes. 

Comunicação[editar | editar código-fonte]

O termo pode ser entendido como um novo canal de distribuição de conteúdo ou como um novo canal de comunicação. As principais novas mídias no momento são internet, celular e IPTV. Para a área de comunicação, convém ressaltar que os avanços nessa área podem ser benéficos e lucrativos visto que a partir dessas novas mídias, as empresas podem interagir com seus consumidores de maneira nunca antes conseguida: elas podem ver o que seus consumidor realmente quer, seja através de sites de relacionamento, de blogs e podcasts, ou ainda através de seus próprios sites; desde que os mesmos atraiam seus consumidores.

Ao pensar as relações entre as novas mídias e a comunicação é possível fazer referência ao que Manuel Castells chama de “sociedade em rede”. Essa sociedade, que se desenvolve a partir das novas tecnologias, cria novas formas de sociabilidade e de coordenação ativa. Com a ampliação e popularização do uso da internet, principalmente após o ano 2000, quando houve a convergência da internet com os meios de comunicação sem fio, há um aumento da capacidade comunicativa, através da conectividade constante, criando uma horizontalidade nos diálogos, o que contribuiu para a construção de espaços sociais na internet. Segundo Castells, “o desenvolvimento de redes horizontais de comunicação interativa que conectam o local e o global no momento escolhido intensificou o ritmo e ampliou o espectro da tendência que identifiquei há mais de uma década: a formação de um sistema de comunicação digital multimodal e multicanal que integra todas as mídias” [3]

Digitalização[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Sinal digital

Como exemplo de novas mídias, temos a “Sinalização Digital”. Esta se trata de uma mídia digital na qual são veiculados em telas eletrônicas (displays, LCD e Plasma) os mais variados conteúdos e anúncios publicitários, podendo ser em diversos tamanhos, que assim, comunicarão e transmitirão informações diversas aos usuários. Comumente estes monitores são instalados em pontos estratégicos, ou seja, lugares em que haja um alto fluxo de pessoas e que estas sejam obrigadas a permanecem por certo tempo em tal lugar. Sendo exemplo: elevadores, rodoviárias, shopping, ou mesmo em PDV- ponto de venda. A programação exibida nestes monitores é em tempo real, trazendo notícias das mais variadas ao usuário. Com relação a sua exposição em PDV, transmite uma mídia segmentada para cada área, possibilitando um maior retorno de vendas e mantém um entretenimento com os clientes.

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. TELLES, Pedro. As fontes digitais no universo das imagens técnicas: Crítica documental, novas mídias e o estatuto das fontes históricas digitais. Disponível em: https://www.academia.edu/18165409/As_fontes_digitais_no_universo_das_imagens_t%C3%A9cnicas_Cr%C3%ADtica_documental_novas_m%C3%ADdias_e_o_estatuto_das_fontes_hist%C3%B3ricas_digitais
  2. BOLTER; GRUSIN, 2000, p. 5 apud TELLES, Pedro. As fontes digitais no universo das imagens técnicas: Crítica documental, novas mídias e o estatuto das fontes históricas digitais. Disponível em: https://www.academia.edu/18165409/As_fontes_digitais_no_universo_das_imagens_t%C3%A9cnicas_Cr%C3%ADtica_documental_novas_m%C3%ADdias_e_o_estatuto_das_fontes_hist%C3%B3ricas_digitais
  3. Castells, Manuel (2010). A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999. v. 1, p.XII, [S.l.: s.n.]