Palacete de São Bento

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Palacete de São Bento
Residência Oficial do Primeiro-Ministro
Construção 1877
Proprietário inicial Joaquim Machado Cayres
Função inicial Residência particular
Proprietário atual Estado Português
Função atual Residência oficial do Primeiro-Ministro de Portugal
Geografia
País Portugal
Cidade Lisboa
Coordenadas 38° 42' 46.4" N 9° 9' 19" O
Geolocalização no mapa: Lisboa
Palacete de São Bento está localizado em: Lisboa
Palacete de São Bento

O Palacete de São Bento é um edifício do último quartel do século XIX, que é, actualmente, a residência oficial do Primeiro-Ministro de Portugal. Situa-se em Lisboa, na freguesia da Estrela, nas traseiras do Palácio de São Bento, sede da Assembleia da República.

História[editar | editar código-fonte]

Construção[editar | editar código-fonte]

A construção do edifício deu-se pelo bracarense Joaquim Machado Cayres, em 1877, para sua residência particular, num lugar com cerca de 2 hectares que integrava o Convento de São Bento desde 1598.[1]

Aquisição[editar | editar código-fonte]

Em 1928, o novo regime autoritário expropria o palacete para o tornar na residência oficial do Presidente do Concelho de Ministros. Concluídas as obras de adaptação, António de Oliveira Salazar instala-se no palacete em Maio de 1938, ainda que a inauguração só tenha tido lugar onze meses mais tarde, em Abril de 1939. Aquando das obras, construiu-se uma escadaria monumental, da autoria do arquitecto Cristino da Silva, ligando o terreno do palacete aos jardins do Parlamento.[1]

Com Marcello Caetano a tomar conta do governo, a Residência viu uma grande renovação e transformação. Pouco mais do que as fachadas foram mantidas. Estas obras incluíram ainda a edificação de um novo andar no lugar do antigo sótão.[1]

Modificações após 1974[editar | editar código-fonte]

Depois da Revolução dos Cravos, a moradia e o jardim sofreram algumas modificações, mas foi após 1986, com novas renovações, que o palacete e o jardim ganharam uma maior operacionalidade uma imagem mais moderna e adequada aos novos tempos. A garagem, existente até à altura, deu lugar a um edifício para receber visitantes estrangeiros. O antigo pavimento de alcatrão foi substituído por calçada portuguesa.[1]

Em 2007, com o fim de aumentar a eficiência energética da residência, foram instalados uma microturbina eólica de concepção nacional, com uma capacidade de produção de 3,5 MWh/ano, e painéis fotovoltaicos, capazes de produzir até 6,7 MWh/ano.[2]

Organização[editar | editar código-fonte]

António Costa recebe o Primeiro-Ministro da Itália, Paolo Gentiloni, na Sala de Audiências, em Janeiro de 2017

No rés-do-chão do edifício encontra-se, imediatamente à direita do vestíbulo, a Sala de Visitas. Esta comunica através de uma porta com a Sala de Audiências, que fica adjacente à Sala de Jantar, com vista sobre os jardins. Os jardins abrigam uma piscina, um parque arborizado, e uma pérgula.

O piso superior é destinado à actividade do executivo propriamente dito, com a Sala de Reuniões do Conselho de Ministros, e os gabinetes do Primeiro-Ministro.

Lista de ocupantes desde 1938[editar | editar código-fonte]

Referências