Paulo de Tarso Alvim

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Paulo de Tarso Alvim
Nascimento 23 de fevereiro de 1919
Ubá
Morte 18 de fevereiro de 2011 (91 anos)
Nacionalidade  Brasileiro
Alma mater Universidade Cornell
Campo(s) Biologia

Paulo de Tarso Alvim (Ubá, 23 de fevereiro de 191918 de fevereiro de 2011) foi um engenheiro agrônomo brasileiro.[1][2]

Recebeu a Ordem Nacional do Mérito Científico em biologia.

Cientista de renome internacional, realizou as seguintes pesquisas: Fisiologia vegetal aplicada à agricultura; Estudo dos fatores ecofisiológicos que determinam a produtividade das plantas, especialmente cultivos tropicais como cacau e café e essências florestais; Sistemas de produção agrícola para regiões tropicais úmidas (especialmente Amazônia e Mata Atlântica).

Suas atividades de pesquisador estão relacionadas principalmente com a fisiologia vegetal aplicada à agricultura, mais especificamente aos fatores ecofisiológicos que determinam a produtividade das plantas, com atenção especial a cultivos tropicais, como cacau e café. Inventou o primeiro porômetro portátil para o estudo da abertura dos estômatos em condições de campo, o que é fundamental para o estudo das relações água/planta. Seu invento é conhecido como Porômetro de Alvim. Ainda na área das relações água/planta, aperfeiçoou o método tradicional de infiltração para avaliar o grau de abertura dos estômatos, tornando-o mais preciso. Demonstrou pela primeira vez, experimentalmente, que várias plantas tropicais necessitam de um "choque" de desidratação-hidratação (seqüência de período seco para um período úmido) para abrirem suas flores ou renovarem sua folhagem. Chamou o fenômeno de "hidroperiodismo". Inventou ainda um tipo de dendrômetro simples, utilizado não apenas para medir o crescimento em diâmetro das árvores, mas também para avaliar o grau de desidratação das plantas e determinar, ou não, o de irrigações. Decorreram de seus trabalhos as primeiras indicações sobre a possibilidade de se utilizar o solo do cerrado para fins agrícolas, utilizando-se fertilizantes e corretivos, o que é hoje uma realidade da agricultura brasileira. Na última década, conduziu uma série de trabalhos sobre problemas ecológicos e agrícolas da região amazônica. À frente do planejamento técnico-científico da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira - CEPLAC, foi o principal responsável pela organização e implantação dos departamentos técnicos da instituição, de maneira especial do Centro de Pesquisas do Cacau-CEPEC.

Foi diretor técnico-científico da CEPLAC por quase 25 anos e durante esse período a produção brasileira de cacau registrou o maior aumento de sua história e a produtividade média das fazendas baianas aumentou 60%. Na literatura botânica, foi homenageado com a descrição de 3 novos gêneros e 7 novas espécies da região cacaueira. Entre 1985 e 2011 foi membro da Academia Brasileira de Ciências. Em 1950 participou da fundação da Sociedade Botânica do Brasil, foi o primeiro presidente da Sociedade Latino-Americana de Fisiologia Vegetal e foi conselheiro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Membro da Sociedade Brasileira de Fisiologia Vegetal, American Society of Plant Physiologists, Sociedade Latino-Americana de Fisiologia Vegetal, American Society of Agronomy, International Society of Tropical Biology, American Association for the Advancement of Science, Sociedade Honorária Sigma Xi e Sociedade Honorária Phi Kappa. Presidiu a Fundação Pau Brasil, organização não governamental com sede nas dependências da CEPLAC e dedicada a atividades conservacionistas e a estudos sobre agricultura sustentável e diversificação agropecuária na região cacaueira da Bahia.

Títulos:

Engenheiro Agrônomo - Universidade Federal de Viçosa, UFV - 1940.

Ph.D.- Cornell University Ithaca, N.Y.- 1948.

Condecorações:

Comendador da Ordem do Mérito da Bahia - Governo do Estado da Bahia - 1975

Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico - Presidente da República do Brasil - Jun/1995

Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico - Presidente da República do Brasil - Ago/2002

Distinções:

Diploma de Honra ao Mérito - Sociedade Argentina de Fisiologia Vegetal - 1978

Diploma de Honra ao Mérito - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - 1978

Pesquisador emérito - Instituto Interamericano de Ciências Agrícolas - 1979

Homenagens:

"Gold Award" - Aliança dos Países Produtores de Cacau - Out/2002

Medalhas:

Medalha da Ordem do Mérito da Bahia

Medalha Jubileu de Prata - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - 1973

Medalha do Mérito Agronômico do Brasil - Federação de Engenheiros Agrônomos do Brasil - 1973

Medalha Agrícola Interamericana - Instituto Interamericano de Ciências Agrícolas - 1979

Medalha da Ordem do Mérito do Ex-aluno - Universidade Federal de Viçosa - 1980

Prêmios:

Prêmio "Frederico de Menezes Veiga" - Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias - 1973

Prêmio Agricultura de Hoje - Editora Bloch - 1976

Prêmio Álvaro Alberto de Ciência e Tecnologia - Governo Brasileiro - 1995

Prêmio Internacional de Ciências "Bernardo A. Houssay" - Organização dos Estados Americanos - 1995

Títulos Honoríficos:

Doutor honoris causa - Universidade Federal da Bahia - 1985

Publicações Selecionadas:

ALVIM, PAULO DE T. 1960. Moisture stress as a requirement for flowering of coffee. Science., vol. 32, no. 3423, p. 354.

ALVIM, PAULO DE T. 1964. Tree growth periodicity in tropical climates. In ZIMERMAN, A. H. Formation of Wood in Forest Trees., New York:Academic Press., p. 479-495.

ALVIM, PAULO DE T. 1975. A new dendrometer for monitoring cambium activity and changes in the internal water status of plants. Turrialba., vol. 25, p. 445-447.

ALVIM, PAULO DE T. and KOSLOWSKI, T. T. 1977. Ecophysiology of Tropical Plants. Edited by ALVIM, PAULO DE T. and KOSLOWSKI, T. T. New York:Academic Press, 502 p.

ALVIM, PAULO DE T. 1977. The balance between conservation and utilization in the humid tropics with special reference to Amazonian Brasil. In Extinction is Forever., p. 347-352.

ALVIM, PAULO DE T. 1999. In WORKSHOP ON TROPICAL SOILS. ACADEMIA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS., 1992, Rio de Janeiro. Soils of the humid tropics and their sustainable use., 192 p.

Referências

  1. «Paulo de Tarso Alvim - Biografia». Academia Brasileira de Ciências 
  2. «Morre Paulo Alvim» 

[1] Fonte de informações [2] Livro Biográfia: Paulo Alvim, Mestre e Amigo. Ceplac-2011.

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