Pietro Parente

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Pietro Parente
Cardeal da Santa Igreja Romana
Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé
Atividade Eclesiástica
Diocese Diocese de Roma
Nomeação 7 de dezembro de 1965
Predecessor Dom Alfredo Cardeal Ottaviani
Sucessor Dom Paul-Pierre Cardeal Philippe, O.P.
Mandato 1965 - 1967
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 18 de março de 1916
Nomeação episcopal 15 de setembro de 1955
Ordenação episcopal 23 de outubro de 1955
por Dom Federico Cardeal Tedeschini
Nomeado arcebispo 15 de setembro de 1955
Cardinalato
Criação 26 de junho de 1967
por Papa Paulo VI
Ordem Cardeal-presbítero
Título São Lourenço em Lucina
Lema Veritatem Facientes In Caritate
Dados pessoais
Nascimento Casalnuovo Monterotaro
16 de fevereiro de 1891
Morte Roma
29 de dezembro de 1986 (95 anos)
Nacionalidade Italiano
dados em catholic-hierarchy.org
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Pietro Parente (16 de fevereiro de 1891, Casalnuovo Monterotaro, Itália - 29 de dezembro de 1986, Roma, Itália) foi um cardeal arcebispo teólogo italiano. Foi o chefe do Santo Ofício. Foi feito um cardeal em 26 de junho de 1967.[1] Em seu auge, ele foi considerado como um dos mais importantes teólogos italianos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Parente cursou o seminário Metropolitano de Benevento em 1906-1909 e em seguida, no Pio Seminário de Roma e na Pontifícia Universidade de Santo Apolinário, onde recebeu seu doutorado em filosofia. Recebeu depois o doutorado em teologia na Pontifícia Universidade Lateranense e também estudou na Universidade de Nápoles. Ele foi um discípulo inicialmente de Louis Billot.[2]

Foi ordenado sacerdote em 18 de Março de 1916 em Roma[1] e teve imediatamente o cargo de reitor do Seminário Arquidiocesano de Nápoles, que ele manteve até 1926, quando se mudou a Roma como professor na Pontifícia Universidade Lateranense. De 1934 a 1938 foi reitor da Pontifícia Universidade Urbaniana. Em 1938, voltou a Nápoles, onde fundou as faculdades de teologia e direito canônico, mas já em 1940 ele retornou a Roma, ainda como professor na Pontifícia Universidade Lateranense.

Em 15 de setembro de 1955, foi nomeado arcebispo de Perugia e foi consagrado bispo em 23 de outubro do mesmo ano. Em 23 de outubro 1959, tornou-se Arcebispo titular de Ptolemaida na Tebaida, com o cargo de comissário do Santo Ofício.[1]

Ele participou do Concílio Vaticano II, e inicialmente aderiu às posições da ala conservadora do Coetus Internationalis Patrum, mas em setembro de 1964, durante o debate sobre a colegialidade na Igreja, ele tomou posição em favor do esquema do teólogo Giuseppe Alberigo, que havia se aliado com a ala mais progressista. Essa posição causou uma profunda impressão, porque Parente era um consultor do Santo Ofício, que se situou em posições conservadoras.[3]

Foi secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, a partir de 07 de dezembro de 1965 a 1967.[1]

O Papa Paulo VI o elevou ao posto de cardeal no consistório de 26 de Junho 1967 e 29 de junho do mesmo ano, ele recebeu o título de São Lourenço em Lucina.[1]

Ele morreu em 1986 aos 95 anos e foi sepultado no Santuário da Virgem do Rochedo de Casalnuovo Monterotaro.

Pensamento[editar | editar código-fonte]

Considerado o maior expoente da escola romana de teologia do século XX[4], ele em particular, usou a metodologia de sua escola neotomista para o campo da reflexão teológica contemporânea, colocando em dúvida o pensamento várias vezes pós-conciliar, que enfatizava como frágil. Porém ele entendia as doutrinas de São Tomás de Aquino "não como um dogma inviolável, mas como uma conquista laboriosa que deixa em aberto a evolução, ela nos convida a segui-la, seguindo seu método".[5].

Ele dedicou-se principalmente a estudos cristológicos e eclesiológicos, e suas principais obras são Teologia di Cristo e L'Io di Cristo.[6].

Na eclesiologia foi um dos principais defensores da colegialidade dos bispos, trazendo sua tese no Concílio Vaticano II.

Referências

  1. a b c d e «Pietro Cardinal Parente». Catholic Hierarchy. Consultado em 10 de outubro de 2014 
  2. «Louis Billot: o cardeal que renunciou à púrpura». Unisinos. Consultado em 09 de outubro de 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  3. Roberto de Mattei, Il Concilio Vaticano II. Una storia mai scritta, Torino 2010, pp. 433-435
  4. Dizionario dei teologi di Battista Mondin, pag. 461
  5. B. Matteucci, voce Mons. Pietro Parente in La Pontificia Università lateranense: profilo della sua storia, dei suoi maestri e dei suoi discepoli a cura di Antonio Piolanti, Roma 1963
  6. Unità ontologica e psicologia dell'Uomo-Dio, in Euntes docente, 5 (1952) pagg. 357-401