Pietro Parente

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Pietro Parente
Cardeal da Santa Igreja Romana

Título

Cardeal-diácono de Santa Maria in Via Lata
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 22 de Maio de 1869
Cardinalato
Criação 27 de Novembro de 1911 por Pio X
Lema Veritatem Facientes In Caritate
Dados pessoais
Nascimento 16 de fevereiro de 1891
Morte 29 de dezembro de 1986
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Pietro Parente (16 de fevereiro de 1891, Casalnuovo Monterotaro, Itália - 29 de dezembro de 1986, Roma, Itália) foi um cardeal arcebispo teólogo italiano. Foi o chefe do Santo Ofício. Foi feito um cardeal em 26 de junho de 1967.[1] Em seu auge, ele foi considerado como um dos mais importantes teólogos italianos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Parente cursou o seminário Metropolitano de Benevento em 1906-1909 e em seguida, no Pio Seminário de Roma e na Pontifícia Universidade de São Apolinário, onde recebeu seu doutorado em filosofia. Recebeu depois o doutorado em teologia na Pontifícia Universidade Lateranense e também estudou na Universidade de Nápoles. Ele foi um discípulo inicialmente de Louis Billot.[2]

Foi ordenado sacerdote em 18 de Março de 1916 em Roma[1] e teve imediatamente o cargo de reitor do Seminário Arquidiocesano de Nápoles, que ele manteve até 1926, quando se mudou a Roma como professor na Pontifícia Universidade Lateranense. De 1934 a 1938 foi reitor da Pontifícia Universidade Urbaniana. Em 1938, voltou a Nápoles, onde fundou as faculdades de teologia e direito canônico, mas já em 1940 ele retornou a Roma, ainda como professor na Pontifícia Universidade Lateranense.

Em 15 de setembro de 1955, foi nomeado arcebispo de Perugia e foi consagrado bispo em 23 de outubro do mesmo ano. Em 23 de outubro 1959, tornou-se Arcebispo titular de Ptolemaida na Tebaida, com o cargo de comissário do Santo Ofício.[1]

Ele participou do Concílio Vaticano II, e inicialmente aderiu às posições da ala conservadora do Coetus Internationalis Patrum, mas em setembro de 1964, durante o debate sobre a colegialidade na Igreja, ele tomou posição em favor do esquema do teólogo Giuseppe Alberigo, que havia se aliado com a ala mais progressista. Essa posição causou uma profunda impressão, porque Parente era um consultor do Santo Ofício, que se situou em posições conservadoras.[3]

Foi secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, a partir de 07 de dezembro de 1965 a 1967.[1]

O Papa Paulo VI o elevou ao posto de cardeal no consistório de 26 de Junho 1967 e 29 de junho do mesmo ano, ele recebeu o título de São Lourenço em Lucina.[1]

Ele morreu em 1986 aos 95 anos e foi sepultado no Santuário da Virgem do Rochedo de Casalnuovo Monterotaro.

Pensamento[editar | editar código-fonte]

Considerado o maior expoente da escola romana de teologia do século XX[4], ele em particular, usou a metodologia de sua escola neotomista para o campo da reflexão teológica contemporânea, colocando em dúvida o pensamento várias vezes pós-conciliar, que enfatizava como frágil. Porém ele entendia as doutrinas de São Tomás de Aquino "não como um dogma inviolável, mas como uma conquista laboriosa que deixa em aberto a evolução, ela nos convida a segui-la, seguindo seu método".[5].

Ele dedicou-se principalmente a estudos cristológicos e eclesiológicos, e suas principais obras são Teologia di Cristo e L'Io di Cristo.[6].

Na eclesiologia foi um dos principais defensores da colegialidade dos bispos, trazendo sua tese no Concílio Vaticano II.

Referências

  1. a b c d e «Pietro Cardinal Parente». Catholic Hierarchy. Consultado em 10 de outubro de 2014 
  2. «Louis Billot: o cardeal que renunciou à púrpura». Unisinos. Consultado em 09 de outubro de 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  3. Roberto de Mattei, Il Concilio Vaticano II. Una storia mai scritta, Torino 2010, pp. 433-435
  4. Dizionario dei teologi di Battista Mondin, pag. 461
  5. B. Matteucci, voce Mons. Pietro Parente in La Pontificia Università lateranense: profilo della sua storia, dei suoi maestri e dei suoi discepoli a cura di Antonio Piolanti, Roma 1963
  6. Unità ontologica e psicologia dell'Uomo-Dio, in Euntes docente, 5 (1952) pagg. 357-401