Piperina

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Piperina
Alerta sobre risco à saúde
Piperine1.png
Piperine crystals.jpg
Nome IUPAC 1-[5-(1,3-benzodioxol- 5-yl)-1-oxo-2,4-pentadienyl]piperidine
Outros nomes 5-(3,4-methylenedioxyphenyl)-2,4-pentadienoyl-2-piperidine
piperoylpiperidine
Identificadores
Número CAS 94-62-2
SMILES
Propriedades
Fórmula química C17H19NO3
Massa molar 285.32 g mol-1
Densidade 1.193 g/cm3
Ponto de fusão

130 °C, 403 K, 266 °F

Ponto de ebulição

decompõe

Riscos associados
MSDS MSDS for piperine
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

Piperina – composto orgânico, alcalóide[1], presente na pimenta preta (Piperis Nigri) derivado de piperidina. Encontra-se na camada superficial dos frutos de pimenta preta. Substância cristalina incolor, que também pode ser encontrada numa cor amarela creme. A piperina é solúvel em gasolina, clorofórmio, etanol, éter etílico e piridina. Tem um sabor picante-amargo.

Efeitos sobre a saúde humana[editar | editar código-fonte]

No ano 2012 foram publicados estudos, que indicavam, que a piperina pode bloquear a formação de novas células adiposas e reduzir o nível de gordura no sangue. O mesmo é resultado da perturbação da actividade dos genes, que controlam o surgimento de novas células adiposas[2][3]. Sob o efeito de piperina também é aumentada a secreção de sucos digestivos (gástrico, pancreático, intestinal) e melhora a digestão dos alimentos. A piperina também tem um efeito sobre a absorção de nutrientes: vitamina C, selénio, beta-caroteno, vitamina A, vitamina B-6 e coenzima Q[4].

Outro efeito da piperina é a estimulação da proliferação de melanócitos nas estruturas celulares. Ao aplicar piperina e fototerapia com radiação ultravioleta, a pele torna-se mais escura, o que é analisado do ponto de vista de tratamento de vitiligo[5].

Outro efeito benéfico e saudável da piperina pode ser a redução do efeito das substâncias químicas responsáveis pelas mutações no material genético das células. Os estudos in vitro sobre as células de ratos e ratazanas demonstraram, que a aplicação de piperina pode impedir o crescimento de tumores[6].

A piperina também tem um efeito antidepressivo através do crescimento da neurotransmissão de serotonina e dopamina – substâncias em défice entre as pessoas, que sofrem de depressão[7].

História[editar | editar código-fonte]

A piperina foi descoberta em 1819 pelo Hans Christian Ørsted, que identificou-a entre os frutos de Piper nigrum[8]. Na medicina chinesa e indiana foi aplicada no tratamento de problemas digestivos (obstipações, diarreias, indigestões), mas também em caso de dores de articulações, doenças do coração, angina e gangrena.

Acessibilidade da piperina[editar | editar código-fonte]

No comércio actualmente encontram-se vários preparados que contêm extractos de frutos de pimenta, com um teor de 50–90% de piperina (mais raramente 95%) e piperina pura.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Merck Index, 11th Edition, 7442
  2. Park, Ui-Hyun. Piperine, a Component of Black Pepper, Inhibits Adipogenesis by Antagonizing PPARγ Activity in 3T3-L1 Cells (em Inglês). 15 ed. [S.l.]: Journal of Agricultural and Food Chemistry, 2012. 3853-3860 p. vol. 60. doi:10.1021/jf204514a
  3. «Unmasking black pepper's secrets as a fat fighter» (em inglês). American Chemical Society. 2 de maio de 2012. Consultado em 21 de maio de 2015 
  4. Atal, Navin; Bedi, K. Bioenhancers: Revolutionary concept to market (em Inglês). 2 ed. [S.l.]: Journal of Ayurveda and Integrative Medicine, 2010. 96-99 p. vol. 1. doi:10.4103/0975-9476.65073
  5. «Piperine for the treatment of vitiligo» (em inglês). Consultado em 21 de maio de 2015 
  6. Singletary, Keith. Black Pepper: Overview of Health Benefits (em Inglês). 1 ed. [S.l.]: Nutrition Today, 2010. vol. 45. doi:10.1097/NT.0b013e3181cb4539
  7. Sriram Ramgopal (21 de outubro de 2013). «Benefits of Using BioPerine» (em inglês). Consultado em 27 de janeiro de 2015 
  8. H.C. Ørsted. Ueber das Piperidin, ein neues Pflanzenalkaloid (em de). [S.l.]: Journal für Chemie und Physik, 1820. 80-82 p. vol. 29.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]