Pirólise

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Pirólise - (do Grego pyr, pyrós = fogo + lýsis = dissolução) - Em sentido estrito é uma reação de análise ou decomposição que ocorre pela ação de altas temperaturas. Ocorre uma ruptura da estrutura molecular original de um determinado composto pela ação do calor em um ambiente com pouco ou nenhum oxigênio.

Entretanto, em sentido amplo, conceitua-se como pirólise todo e qualquer processo de decomposição ou de alteração da composição de um composto ou mistura pela ação de calor, nas condições acima descritas, como por exemplo a carbonização. Excetua-se talvez, as reações térmicas executadas em presença de catalisador, quando segundo certos autores, seriam melhor definidas como reações de reforma catalítica ou "cracking" catalítico.

Este sistema é bastante utilizado pela indústria petroquímica e na fabricação de fibra de carbono.

Outra aplicação da pirólise se dá no tratamento do lixo. O processo é auto-sustentável sob o ponto de vista energético, pois, a decomposição química pelo calor na ausência de oxigênio, produz mais energia do que consome.

O reator pirolítico para tratamento do lixo funciona com qualquer produto, desde o lixo doméstico até resíduos industriais e plásticos que inicialmente são triturados depois de ser previamente selecionados.

Através deste processo, são produzidos biocombustíveis.[1]

Após a seleção e trituração, o material segue ao reator pirolítico onde ocorre uma reação endotérmica e as conseqüentes separações dos subprodutos.

No entanto, a partir de 1980 houveram significativos avanços na tecnologia de pirólise tradicional, sendo anexadas ao processo original técnicas com catalisadores, técnicas a vácuo, de destilação fracionada, e equipamentos de tecnologias de recuperação térmica avançada da empresa Sílex[2], com desenvolvimento tecnológico de Luiz Gilberto Lauffer, onde os resíduos não precisaam mais serem previamente triturados. Também, estas novas tecnologias já separam três tipos de óleos, sendo um leve semelhante a gasolina, um óleo intermediário semelhante a óleo Diesel e um óleo combustível pesado.

O gás combustível gerado com as novas tecnologias da Sílex são utilizados parcialmente para manter a sustentabilidade térmica do processo, e o excedente é utilizado por microturbinas a gás de síntese especialmente desenvolvidas com as tecnologias da Sílex para este processo de pirólise e para o processo de Gaseificação, gerando energia elétrica proporcionalmente ao excedente de gás de síntese gerado, e ainda reutilizando a energia térmica residual de saída da microturbina (ou de motor a explosão se for o caso) e gerar mais energia elétrica através da tecnologia da Sílex no ciclo Rankine Orgânico, chegando a 49% de rendimento em energia elétrica, bastante acima dos processos térmicos de geração ou de cogeração tradicionais.

Com as novas tecnologias incorporadas gera-se carvão, óleo pesado, óleo leve, gasolina e energia elétrica, com tecnologia limpa e auto sustentável inédita.

Com as novas tecnologias da Sílex foram desenvolvidas unidades de processamento móveis em containers, podendo processar diversos tipos de resíduos no mesmo reator no local da deposição dos resíduos (agora sendo matérias primas) como lixo urbano novo ou já aterrado há muito tempo, pneus, solo contaminado e resíduos industriais diversos entre outros, ou ainda matérias primas tradicionais como madeira, serragem, resíduos frigoríficos, carvão mineral, cascas como de arroz e caroços como de Açaí entre outros resíduos.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Sílex tecnologias ambientais». Sílex. Consultado em 4 de janeiro de 2019 
  2. Lauffer, Luiz Gilberto. «Sílex – Tecnologias Ambientais». Luiz Gilberto Lauffer. Consultado em 4 de janeiro de 2019