Praga biológica

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Designa-se como praga ou peste, ou mais especificamente praga biológica, o surto de determinadas espécies nocivas ao desenvolvimento agrícola ou que destroem a propriedade humana, perturbam os ecossistemas, ou que provocam doenças epidémicas no homem ou em outros animais.

O conceito de praga está geralmente, intimamente ligado a ideia de uma superpopulação, o que causa desequilíbrios ecológicos tais como, esgotamento dos alimentos, devastação de plantações, extinção de outras espécies, epidemias de doenças infecciosas, epidemias de doenças parasitárias etc.[1]

Embora se refira, geralmente, a animais (insectos e ratos, principalmente), também se pode aplicar a ervas daninhas, consideradas invasoras, prejudiciais à biodiversidade de alguns ambientes ou à produção agrícola. No primeiro caso, temos, por exemplo, os gafanhotos que nas suas migrações podem devastar campos; no segundo, o caso das acácias ou do eucalipto, que se propagam facilmente, não permitindo a existência de outras espécies de árvore.

O conceito oficial de praga é estabelecido pela FAO como sendo: "qualquer espécie, raça ou biótipo de vegetais, animais ou agentes patogênicos, nocivos aos vegetais ou produtos vegetais". Portanto, o termo praga compreende animais (insetos, ácaros e nematóides) e doenças (causadas por fungos, bactérias, vírus e viróides).

A maneira mais usada atualmente para combater as pragas na agricultura são os agrotóxicos, produtos químicos que têm a finalidade de exterminar pragas ou doenças que ataquem as culturas agrícolas. Entre eles, podemos encontrar os inseticidas, herbicidas, fungicidas, raticidas e outros. Além de serem tóxicas, essas substâncias se mantêm no solo por muitos anos e, pela cadeia alimentar, vão se acumulando no corpo dos animais e do ser humano, causando doenças graves até a morte.

Uma forma alternativa é a utilização de controle biológico.


Outras definições[editar | editar código-fonte]

  • Qualquer espécie que por um motivo ou por outro ficar sem predador algum e tendo fonte de alimentação em abundancia e espaço à sua disposição transforma-se numa praga biológica.
  • Se determinada espécie de ser vivo mantiver alta taxa de natalidade e baixa taxa de mortalidade constante, a quantidade de organismos aumenta em progressão geométrica e de forma anormal no ambiente passando então a ser designada por praga biológica.
  • O conceito oficial de praga foi estabelecido pela FAO como sendo: "Qualquer espécie, raça ou biotipo de vegetais, animais ou agentes patogênicos, nocivos aos vegetais ou produtos vegetais".

História das pragas biológicas[editar | editar código-fonte]

Desde a antiguidade o homem tem anotado até em livros sagrados a ocorrência de pragas biológicas, de acordo com a Torá, das Dez pragas do Egito sete foram pragas biológicas: Águas em sangue, uma superpopulação de algas pirrófitas chamada de Maré vermelha; citação de uma superpopulação de rãs; citação de uma praga de piolhos; uma praga de moscas; praga nos animais domésticos causada por tripanossomas, o Trypanosoma evansi, agente da doença fatal que acometia cavalos e camelos conhecida como “surra”, o Trypanosoma vivax e Trypanosoma congolense que atualmente ainda infectam 46 milhões de cabeças de gado bovino na África causando cerca de três milhões de mortes de bovinos por ano; citação de uma sarna que causava úlceras talvez a sarna causada pelo Sarcoptes scabiei ou algum outro parasita; nuvens de gafanhotos que formam enormes enxames que podem devastar grandes plantações. Em tempos mais recentes consta da história outras pragas como a Praga de ratos em Castela e Leão de 2007; a praga de coelhos na Austrália;[2] até praga de sapos[3] já aconteceu na Austrália; praga de caracóis[4] que atacam plantações de morangos; praga de moscas dos chifres, praga de carrapatos nos pastos, pragas diversas que atacam a pecuária e a agricultura.

Pragas urbanas[editar | editar código-fonte]

Filo: Arthropoda; Classe: Insecta; Ordem: Blattodea.

Filo: Arthropoda; Classe: Insecta; Ordem: Hymenoptera

Filo: Arthropoda; Classe: Insecta; Ordem: Isoptera.

Filo: Arthropoda; Classe: Insecta; Ordem: Coleóptera.

Filo: Arthropoda; Classe: Insecta; Ordem: Siphonaptera.

Filo: Arthropoda; Classe: Arachnida; Ordem: Acarina.

Filo: Arthropoda; Classe: Arachnida; Ordem: Scorpiones.

Filo: Arthropoda Classe: Arachnida; Ordem: Acarina.

Filo: Arthropoda; Classe: Insecta; Ordem: Díptera.

Filo: Arthropoda; Classe: Insecta; Ordem: Díptera.

Filo: Arthropoda; Classe: Insecta; Ordem: Hymenoptera.

Filo: Arthropoda; Classe: Insecta; Ordem: Thysanura.

Filo: Arthropoda; Classe: Insecta; Ordem: Hemíptera.

Filo: Arthropoda; Classe: Insecta; Ordem: Orthoptera.

Filo: Chordata; Classe: Aves; Ordem: Columbiformes.

Filo: Chordata; Classe: Mammalia; Ordem: Chiroptera.

Filo: Chordata; Classe: Mammalia; Ordem: Rodentia.

Filo: Mollusca; Classe: Gastropoda; Ordem: Stylommatophora.

Pragas infecciosas[editar | editar código-fonte]

As endemias, epidemias e pandemias causadas por agentes infecciosos também podem ser consideradas como pragas biológicas, são pragas de micróbios, praga de vírus, praga de bactérias e praga de protozoários patogênicos, nesses casos estamos considerando o aumento exagerado das populações desses micróbios causadores dessas doenças, superpopulações de micróbios patogênicos.

Quadro com os microrganismos mais frequentes relacionados com infecções em seres humanos.
Bactérias
Cocos Gram-positivos
Aeróbios

Estrafilococos

Estreptococos

Anaeróbios

Peptococos

Peptoetreptococos

Cocos Gram-negativos
Aeróbios

Acinobacter

Outros

Microaerófilos

Naesseria

Anaeróbios Veillonela
Bacilos Gram-positivos não-esporulados
Aeróbios

Corinebactérias

Listeria Lactobacilos

Micobactérias

Nocardia

Anaeróbios

Actinomyces

Bifidobactérias

Eubactérias

Lactobacillus

Propioniobactérias

Bacilos Gram-positivos não-entéricos
Aeróbios

Bordetella

Brucella

C. granulomatis

Franscisela

Hemophilus

Aneróbios Actinobacilos
Bacilos Gram-positivos entéricos
Aeróbios

Citrobacter

Escherichia coli

Klebsiella sp.

Proteus (ex. P. mirabilis)

Providencia

Anaeróbios

Bacteroides

Fusobacterium

Campylobacter (ex. C. jejuni)

Espirados

Treponema

Borellia

Leptospira

Formas "L" (sem parede celular)

Micoplasma

Bactérias na forma L

Fungos

Aspergillus

Blastomyces

Candida (ex. C. albicans, C. Tropicalis)

Coccoioides sp (ex. C. neoformans)

Histoplasma capsulatum

Paracoccidioides braziliensis

Zigomicoses (ex. Mucors e Rhizopus)

Protozoários

Leishmania

Trypanosoma

  • Doenças causadas por vírus:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]