Rei dos Reis

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Rei dos Reis ou Rei de Reis (Shahanshah - em turco: Sehinsah; em persa: ???????) é uma posição de chefe-de-estado que foi utilizado ao longo da história por diversas monarquias, especialmente na antiguidade. Portanto quem detêm essa posição é um soberano, portanto ocupa também um trono. Teve sua origem no antigo Oriente Médio, e tinha vários significados históricos. Seu adjetivo é o real, e não o imperial.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Essa posição muito antiga, que é quase esquecida e que foi suplantada pela glória cultural proveniente de uma nação mais gloriosa e a mais famosa da história da humanidade, ou seja Roma, na verdade carrega pequenos erros, a de que na verdade rei dos reis, não é a mesma coisa que imperador, haja visto também que na língua e na história, ser imperador, rei, ou rei dos reis, não é a mesma coisa. Isso significa que rei dos reis não ocupa um trono imperial como já explicado acima, também haja visto que a Assíria, não foi Roma. Rei dos reis não reina, na verdade ele não governa um reino mas sim, um reino dos reinos. (Território monárquico em que o soberano é rei dos reis e não um rei soberano como por exemplo, o rei D.João V de Portugal.

A Nobiliarquia[1] , com seus tratados sobre a aristocracia que segue a nobiliarquia, definiu que a posição literal (não metafórica) de rei dos reis não entraria na nobiliarquia, e se entrasse segundo o espírito medieval da época, seria devido até mesmo por causa da religião seguida pela maioria dos criadores da mesma nobiliarquia, que ser rei dos reis seria ser inferior a um imperador, inclusive pela glória inesquecível que Roma teve com os seus imperadores, tanto na república, como no Dominato (monarquia romana), em que pela primeira vez na história, apareceu realmente um trono imperial, e portanto um império.

Ainda que um rei dos reis possa ser soberano de infinitos reis, ele por na verdade por não deter um título de nobreza, como o de próprio rei, que ele por ventura dominou, sua estética não é superior a de um Escudeiro por exemplo, haja visto que todos os tronos não provenientes da nobiliarquia, devem desaparecer, seja por anexação, de um império por exemplo (no qual o soberano realmente é imperador), ou por troca de forma de governo, como a proclamação de uma república por exemplo.

Um rei dos reis por exemplo também não pode conceder do nada o título nobiliárquico de rei, haja visto que rei dos reis não é título de nobreza, por exemplo é impossível ser rei dos reis, sem ter anexado nenhum rei, ao contrário de um imperador que pode conceder quantos títulos nobiliárquicos da posição de rei ele quiser, a qualquer hora que ele quiser; Por exemplo se todos os reis vassalos de um rei dos reis morrerem, e esse mesmo soberano real não tiver mais nenhum súdito que é rei, ele automaticamente deixa de ser rei dos reis.

Um rei dos reis pode ser súdito, de um imperador por exemplo, mas apenas por anexação (devido a sua natureza política), haja visto que rei dos reis não segue a nobiliarquia, assim como um faraó pode também ser anexado por um imperador e seguir sendo faraó, haja visto que um soberano que não seguia a nobiliarquia pode ser súdito de um que segue, como foi explicado pela lógica acima.

Mais um outro exemplo, o herdeiro de um trono imperial (literal), pode ser um rei dos reis, mas nesse caso para que isso ocorra é necessário a aplicação de várias lógicas políticas, haja visto que rei dos reis não é rei...

Por exemplo um império anexa um reino dos reinos, e o rei dos reis que virou súdito tem como sucessor nos seus "domínios" vassalos, o sucessor do imperador (literal), ou seja, resumindo, é simples assim: Rei dos reis e virou imperador, e não rei e virou imperador.

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro soberano que se tem conhecimento a ter a posição de "rei dos reis" (em acadiano: šar šarrani) foi Tuculti-Ninurta I, da Assíria, no século XIII a.C.. A posição era utilizada então de maneira literal, já que šar ou mlk era o título nobiliárquico dado a um rei de uma cidade-estado, e com a formação dos primeiros estados monárquicos governados por um rei dos reis no fim da Idade do Bronze Tardia, os soberanos assírios se instauraram como soberanos, governando as estruturas já existentes dos soberanos (reis) destas cidades-estados. Portanto esses reis que arrescém citamos a algumas palavras atrás foram anexados e se tornaram vassalos (súditos) desse novo detentor da então nova posição soberana chamada de rei dos reis; E Isso só aconteceu (o dos soberanos dessas cidades-estados, se tornarem súditos desse soberano de natureza não superior, devido a essa posição, a de rei dos reis, ser a de um soberano também), portanto esses mesmos reis, que antes eram ocupantes de tronos reais, se tornaram agora submetidos a autoridade de um outro trono real, mas agora a de um real, de natureza superior, a de rei dos reis. [2]

Uso em diversas nações em literalidade[editar | editar código-fonte]

A Posição persa de um 'rei dos reis' era shahenshah (AFI['????n'???][3] ), " dos xás", e esteve associado especialmente com o Império Aquemênida, referindo-se ao monarca que governava outros monarcas que estavam numa posição de vassalagem, tributários ou protetorados.

A Posição mencionada na Bíblia hebraica como ??? ?????, e é utilizado para se referir a Nabucodonosor e Artaxerxes I, em seus domínios mencionados na bíblia. Em Daniel 2:37, que o profeta Daniel interpreta o sonho de Nabucodonosor: "Tu, ó rei, és rei de reis; a quem o Deus do céu tem dado o reino, o poder, a força, e a glória."

Os soberanos etíopes adotavam o a posição de "rei dos reis" (n?gusä nägäst).

Obs: Nos 2 últimos parágrafos acima vemos que por mais que explicações modernas (mas incultas devido a várias contradições, impõe metáforas, a essa posição atribuindo a esses soberanos a natureza imperial, que eles nunca tiveram.

Uso pelo homem mais famoso da história[editar | editar código-fonte]

No cristianismo, "rei dos reis" (em grego: ßas??e?? t?? ßas??e???t??) é uma das designações políticas de Jesus, citado em I Timóteo 6:15 e Apocalipse 17:14 e novamente em Apocalipse 19:16. Portanto Jesus Cristo não detêm o título nobiliárquico de soberano imperante.

Obs: É importante lembrar que em diversas religiões essa posição real de Jesus Cristo (a de rei dos reis), tem sido confundida com a de imperador, como já mencionado acima devido a glória inesquecível da incrível civilização romana. O Adjetivo de um rei dos reis, não é o imperial como o de um imperador romano ou alemão por exemplo.

Explicação acerca da posição da anti-nobiliarquia[editar | editar código-fonte]

Diferente como se acha do que é a posição de rei dos reis, é diferente sim da de imperador, por vários motivos, inclusive aqueles que não se deve citar agora haja visto que isso levaria horas para preparar e digitalizar o texto, muito se fala acerca da posição antiga de imperador que na verdade era a de rei dos reis, mas que na verdade essa posição não era a do mesmo (a de imperador), inclusive porque na filologia e na etimologia (pelo menos antigamente), ser rei dos reis, significava ocupar um sólio real igual, mesmo sendo também apenas rei. Ser imperador ao invés de ser rei dos reis, não significa ocupar o trono de um reino, com reis vassalos, mas independente desse soberano imperante (estamos falando agora aqui do título nobiliárquico de imperador) ter reis vassalos ou não (como aconteceu em várias monarquias não tão antigas quanto a roma imperial antiga - que por consequência veio a ser realmente o primeiro império da história), se sabe que também pelas próprias lógicas dos idiomas, ser rei dos reis não significava na verdade ter a mesma posição que por exemplo o famigerado soberano babilônico Nabucodonosor.

É importante lembrar que para ser rei dos reis, realmente precisa, se impor sobre outros reis (que não são rei dos reis - ainda que ser rei dos reis possa se encaixar na metáfora que ser rei dos reis possa na verdade ser rei, haja visto que em metáforas, ser rei dos reis e simplesmente apenas significa na verdade apenas ser rei (nesse caso soberano), assim como a de imperador, também possa se encaixar nessa metáfora.)

Quando se fala de nobiliarquia, aí já não podemos falar de rei dos reis, haja visto que na nobiliarquia (Ciências Políticas), por acordos políticos assinados há séculos longínquos, é impossível ter na mesma nobiliarquia a posição de por exemplo Marques dos Marqueses, ou simplesmente de imperador dos imperadores, portanto quem é rei dos reis, não é imperador, e muito menos é um soberano que segue a nobiliarquia (estética política), haja visto que falar de estética na política de um povo - nação, significa que a sua aristocracia segue a nobiliarquia, e não simplesmente por também exemplo ter um trono, que não é de um adjetivo que não se relaciona a um título de nobreza.

Uso conjunto com uma posição da nobiliarquia[editar | editar código-fonte]

Seguindo a explicação da ciência política, de que no extinto (falecido) império otomano, os antigos soberanos turcos, até 1922. Ocupavam vários tronos no mesmo território (literalmente), isso pode explicar também o nosso objeto em explicação aqui, a de que por exemplo um rei dos reis pode ser ao mesmo tempo um Arquiduque, ou imperador, ou as 2 coisas ou mais ao mesmo tempo.

Agora voltamos um pouco mais atrás do nosso texto, e voltamos a explicar como isso foi possível no mesmo império já citado. Ou seja como era possível que o soberano de uma nação (um chefe-de-estado) com caráter monárquico, pudesse ter várias posições ao mesmo tempo no mesmo país.

O antigo império otomano, por exemplo era um sultanato, um califado, e ao mesmo tempo literalmente um império[4] .

Mas como isso foi possível? Isso só foi possível devido aos antigos soberanos otomanos, irem acumulando tronos ao longo dos séculos, até não adquirirem mais nada, e até por fim deixarem de existir; Ou seja no inicio os otomanos eram beis (chefe tribal turco) que adquiriram o título de sultão, depois um califado e por fim um império, ou seja, quando o sultão que ocupava um trono sultânico, se tornou ao mesmo califa, e depois esse califa que já era sultão, se tornou finalmente imperador, o mesmo ele (ou seja o soberano otomano), passou a ter essas 3 posições soberanas ao mesmo tempo tempo na mesma nação. Isso significou que os otomanos, eram um califado, um sultanato, e um império; Ou seja o soberano otomano tinha 2 posições soberanas da anti-nobiliarquia.

Isso não significa que ele era súdito dele mesmo, mas significa que ele era 3 coisas ao mesmo tempo, assim como uma pessoa pode ser lixeiro e arquiteto ao mesmo tempo.

Obs: Isso não significa metáforas, em relação a posição dos soberanos daquele antigo império, mas sim que aquela monarquia era um tanto difícil de explicar, por isso podia parecer explicação; O mesmo caso teve a rússia, quando ainda aquele país era uma monarquia, antes desse mesmo país ser literalmente um império, ele era um czarado, e depois a partir de certa data foi acrescentado aquele país um trono imperial, ao mesmo tempo que foi mantido o czarista[5] .

Ou seja o soberano do império russo foi czar e ao mesmo tempo imperador, ou seja como se fosse uma fusão de tronos de naturezas diferentes (lembrando que um trono czarista não segue a nobiliarquia), portanto não faz parte dela.

Por exemplo voltando a falar do império seu soberano era chamado de sultão imperante. devido a ele ser sultão e imperador ao mesmo tempo, isso é o mesmo caso da Rússia, já explicada.

Anti-estética do uso da posição em comunhão da nobiliarquia[editar | editar código-fonte]

Imagine uma impureza na sua casa, de tal modo que seria impossível imaginar tal coisa em vigor, assim é o caso por exemplo de um rei dos reis, que ao mesmo tempo é imperador como já foi explicado acima, assim como também é feio imaginar um califa sendo também ao mesmo um imperador, mas sem ser ao mesmo tempo sultão, como aconteceu com os otomanos.

Nunca se deve misturar a impureza política (Anti-nobiliarquia), com a verdadeira estética política (nobiliarquia), haja visto que na filosofia, tudo que é antiestético deve ser destruído.

Portanto um rei dos reis que impera (por ser imperador ao mesmo tempo) deve desaparecer, já que ele simplesmente não é um imperador - ou seja não apenas impera (apenas ocupa um trono imperial), haja visto que ao mesmo tempo ele ocupa um trono de rei dos reis (real)

Encerramento[editar | editar código-fonte]

É grave erro contra a história e todas as ciências humanas, dizer que um soberano que era rei dos reis era na verdade imperador, já que isso já foi explicado acima, e se deve deixar bem claro que qualquer crime contra a história por exemplo, deve resultar em guerra.

Portanto não se deve confundir um rei dos reis com um imperador, um persa com um romano, um etíope com um brasileiro; Rei dos reis não impera e também nem reinar essa soberano reina, rei dos reis não é um soberano reinante[6]

Reis de reis, graças a alta sorte não existem mais, mas vale apena lembrar que antes de encerrar, nunca se deve esquecer que todo aquele que não é apenas imperador (literalmente) ou seja por exemplo um grão-duque, só deve existir se ele for súdito de um imperador, e não deve seguir existindo um grão-ducado soberano, ainda que seja a maior potência do planeta, ou seja rei dos reis é súdito.

Referências

  1. Significado de Nobiliarquia (em Português) priberam.pt. Visitado em 03 de março de 2015.
  2. Lowell K. Handy, Among the host of Heaven: the Syro-Palestinian pantheon as bureaucracy, 1994, ISBN 9780931464843, p. 112.
  3. "Shahanshah, n.". Oxford English Dictionary Online. Março de 2011. Oxford University Press. 4 de junho de 2011 <http://www.oed.com/view/Entry/177290?redirectedFrom=shahanshah>.
  4. Significado de Império (em Português) dicio.com.br. Visitado em 03 de março de 2015.
  5. Significado de Czarista (em Português) dicio.com.br. Visitado em 03 de março de 2015.
  6. Significado de Reinante (em Português) priberam.pt. Visitado em 03 de março de 2015.