Reynaldo Hahn

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Reynaldo Hahn
Nome nativo Reynaldo Hahn
Nascimento 9 de agosto de 1874
Caracas
Morte 28 de janeiro de 1947 (72 anos)
Paris
Cidadania França, Venezuela
Alma mater Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris
Ocupação maestro, compositor, coreógrafo, crítico de música, pianista
Prêmios Comandante da Legião de Honra
Movimento estético música clássica
Reynaldo Hahn por Nadar.

Reynaldo Hahn foi um maestro, crítico musical e compositor francês (naturalizado em 1912), nascido em Caracas no dia 9 de agosto de 1874 e morto em Paris no dia 28 de janeiro de 1947.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Reynaldo Hahn, por Lucie Lambert (1907).

Nascido de uma mãe venezuelana Elena Maria Echenaguera (1831-1912) e de um pai procedente de Hamburgo, Carlos Hahn, Reynaldo Hahn é o caçula de quatro irmãos (Herman, Federico, Carlos, Edouardo) e de cinco irmãs (Elisa, Elena, Isabel, Maria, Clavita). Carlos Hahn, tendo se estabelecido na Venezuela para fazer fortuna, tornou-se amigo e conselheiro do presidente Antonio Guzmán Blanco. Após o fim do mandato deste, sentindo-se ameaçado por seus inimigos, Carlos parte para Paris com toda sua família, em 1878; Reynaldo tem apenas três anos.

Com pendores musicais, ingressa no Conservatório de Paris em outubro de 1885 tornando-se aluno de Albert Lavignac e de Jules Massenet em composição. Com treze anos, compõe jà ume célebre melodia Si mes vers avaient des ailes (Se meus versos tivessem asas). A partir de 1890, passa a freqüentar a família Daudet; é em sua casa que serão interpretadas pela primeira vez as Chansons grises na presença de Paul Verlaine.

Importunado por sua origem judaica, precisou deixar Paris em 1940, transladando-se para Cannes e, em seguida Monte-Carlo. Em 1945, de volta a Paris, é eleito membro da Académie des Beaux-Arts e torna-se diretor da Ópera de Paris.

Com sua música voltada para o passado, é, para muitos, o músico da Belle Époque, o autor de encantadoras melodias e de operetas. Mas uma grande parte de sua obra está ainda por se descobrir, apresentando outras facetas de seu talento.

Proust escreveu em suas Crônicas : …este " genial instrumento da música " chamado Reynaldo Hahn consterna todos os corações, molha todos os olhos, no arrepio de admiração que propaga e que nos faz tremer, nos curva todos um após o outro, numa silenciosa e solene ondulação dos trigais sob o vento. » (Le Figaro, 11 mai 1903)

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