Rio Gota (Suécia)

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Rio Göta
Göta älv
Uma catarata do rio Gota em Trollhättan
O Gota
O Gota
Comprimento 93 (746 incluindo curso de água a montante) km
Nascente Vener
Altitude da nascente 44 m
Foz Categate
Área da bacia 50 229 km²
Afluentes
principais
Lerje
Säve
Molndal
País(es) Suécia

Rio Gota ou Göta (em sueco: Göta älv; Nuvola apps arts.svg ouça a pronúncia) é um rio da Suécia, que flui do lago Vener, passando pelas cidades de Venersburgo, Trollhättan, Kungälv e Gotemburgo antes de desaguar no estreito de Categate.[1] O rio propriamente dito tem comprimento de 93 quilômetros, enquanto o rio incluindo o curso de água a montante desde a sua nascente em Härjedalen tem extensão de 746 quilômetros. Em conjunto, o Gota, o Vener e o rio Clar, um afluente que deságua no Vener, constituem o maior "rio" da Escandinávia - o chamado "rio Gota-Clar" (Göta älv-Klarälven), com 200 quilômetros na Noruega e 520 na Suécia.[2][3]

O Gota tem uma bacia hidrográfica de 50 038 quilômetros quadrados (incluindo Vener e os seus afluentes), dos quais 42 468 estão na Suécia e o restante na Noruega. Seu fluxo médio na foz é de aproximadamente 611 metros cúbicos por segundo.[3][2] É notável por seu papel na navegação fluvial, produção de energia elétrica e fornecimento de água potável.[4] De realçar ainda, o Gota dá acesso ao lago Vener, onde começa o Canal de Gota, permitindo a viagem de barco de Gotemburgo a Estocolmo, através do interior do país.[5]

Etimologia e uso[editar | editar código-fonte]

O hidrônimo Göta deriva da palavra sueca antiga Götar (plural de göt/göte, nome do grupo étnico habitante da região), enquanto o substantivo comum que o acompanha, älv, designa "rio", e derivou de ælf. Significa, literalmente, "rio dos Gotas" (götarnas älv).[6][7][8]

Foi mencionado em nórdico antigo como Elfina (século XIII) pelo historiador islandês Snorri Sturluson, em sueco como Gautelfr (século XIII), Elfr (1325), Stora Elffwan (1644) e Giötha Ellf (1686), e ainda em latim como Albis fluvius e Gothelba (1070) na obra Atos dos Bispos da Igreja de Hamburgo do historiador Adão de Bremen.[9][10][11]

Referências

  1. Ernby 2001, p. 230.
  2. a b Mæhlum 2019.
  3. a b SMHI.
  4. Miranda 2007, p. 355.
  5. Canal de Gota.
  6. Hellquist 1922a, p. 218.
  7. Hellquist 1922b, p. 1210.
  8. Wessén 1969, p. 19.
  9. Wessén 1969, p. 19, nota 10.
  10. Wahlberg 2003, p. 103.
  11. Larsen.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • «Göta älv». Enciclopédia Nacional Sueca (em sueco). Gotemburgo: Universidade de Gotemburgo. 2018 
  • Ernby, Birgitta; Gellerstam, Martin; Malmgren, Sven-Göran; Axelsson, Per; Fehrm, Thomas (2001). «Västmanland». Norstedts första svenska ordbok (em sueco). Estocolmo: Norstedts ordbok. p. 767. ISBN 91-7227-186-8 
  • Hellquist, Elof (1922a). «göt el. göte». Svensk etymologisk ordbok (Dicionário etimológico sueco). Lunda: C. W. K. Gleerups förlag 
  • Hellquist, Elof (1922b). «Älv». Svensk etymologisk ordbok (Dicionário etimológico sueco). Lunda: C. W. K. Gleerups förlag 
  • Wahlberg, Mats (2003). «Piteå». Svenskt ortnamnslexikon (Dicionário das localidades suecas) (em sueco). Upsália: Språk- och folkminnesinstitutet e Institutionen för nordiska språk vid Uppsala universitet. ISBN 91-7229-020-X 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]