Roberto Sant'Ana

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Roberto Sant'Ana (Irará, 19 de abril de 1943)[1] é um produtor musical e folclorista brasileiro, responsável pelo lançamento de diversos artistas como Elomar ou Fafá de Belém e por ações como ter apresentado Gilberto Gil a Caetano Veloso,[2] e ser um dos criadores do Tropicalismo e da axé music.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de tradicional família do Recôncavo baiano, seu pai foi prefeito da cidade natal,[1] seu tio foi o célebre comunista, mais tarde deputado federal, Fernando Sant'Anna,[2] e primo do músico Tom Zé, com quem teve diversas parcerias.[3]

Mudando-se para Salvador, ali cursa teatro na UFBA e participa do movimento estudantil na UNE, fundando com o primo Tom Zé, em 1961, um departamento de música.[3] Nesta mesma época apresenta Gil a Caetano, e incentiva-os a se dedicarem à arte, algo que ambos, assim como Tom Zé, não queriam fazer.[3] Foi um dos idealizadores do Teatro dos Novos, que renovou o cenário teatral soteropolitano.[2]

Tom Zé já compunha na cidade natal, mas foi o primo quem o fez apresentar-se a primeira vez na capital, num programa de televisão local chamado "Escada Para o Sucesso", onde ele apresentou uma canção que brincava com este título: "Rampa para o Fracasso".[4]

Neste mesmo ano criou o espetáculo "Nós, Por Exemplo..." em que os três amigos citados participaram, ao lado de Fernando Lona, Djalma Corrêa e Emanuel Araújo, que veio a se tornar o núcleo formador do movimento tropicalista,[1] e que inaugurou na capital baiana o Teatro Vila Velha.[5]

Em 1965 passou seis meses no sertão baiano, junto a Augusto Boal, recolhendo material folclórico.[6]

Em 1970 nasce o filho Lucas, que mais tarde se tornaria músico no meio tropicalista (vindo a revelar que o pai nega ter apresentado Gil a Caetano, algo que este último confirma).[7]

Na década de 1970 percorreu o país junto ao percussionista Djalma Corrêa, gravando manifestações folclóricas.[1] Na mesma década foi importante produtor musical da Philips/PolyGram, responsável por discos de artistas como Fafá de Belém (que foi por ele praticamente descoberta)[8], Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa, Quinteto Violado, Alcione, Emílio Santiago e Kleiton e Kledir, entre outros.[1]

Em 1977 produziu o disco "Refavela", de Gilberto Gil, junto a quem participaria da trilha sonora do filme "Eu, Tu, Eles", em 2000.[1] Neste ano, produziu e lançou o "CD-tributo 'Jorge Amado - letra e música'", do qual participam diversos artistas, inclusive antigos participantes do movimento tropicalista.[1]

Em 1993, foi homenageado por Gilberto Gil com a composição "Baião atemporal".[1]

Referências

  1. a b c d e f g h «Biografia». dicionariompb.com.br. Consultado em 15 de janeiro de 2014. 
  2. a b c Gilberto Gil,Regina Zappa (2013). Gilberto bem perto. [S.l.]: Nova Fronteira. ISBN 8520935745 
  3. a b c d Pedro Alexandre Sanches (17 de abril de 2000). «Roberto Sant'Ana, o último pau-de-arara de Irará». Folha de S. Paulo. Consultado em 15 de janeiro de 2014. 
  4. Marcos Roberto Martins dos Santos (25 de maio de 2007). «Tom Zé: um tropicalista e sua aldeia» (PDF). Cult (UFBA). Consultado em 28 de fevereiro de 2014. 
  5. «História - Teatro Vila Velha». Teatro Vila Velha. Consultado em 15 de abril de 2012. 
  6. Ana Oliveira (s/d). «Três trópicos da tropicália - brincadeira profissional». Tropicalia.com.br. Consultado em 28 de fevereiro de 2014.  Verifique data em: |data= (ajuda)
  7. Felipe Tadeu (s/d). «Tropicalia Yesterday and Today». Nova Cultura. Consultado em 28 de fevereiro de 2014.  Verifique data em: |data= (ajuda)
  8. Salvatore Carrozzo (5 de setembro de 2012). «Fafá de Belém mata saudades dos fãs de Salvador, onde estreou em 1975». Correio24horas. Consultado em 15 de janeiro de 2014. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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