Romeu Tuma Júnior

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Romeu Tuma Júnior
Romeu Tuma Júnior em 2010
Deputado Estadual de São Paulo São Paulo
Período 1 de fevereiro de 2003
até 31 de janeiro de 2007
Dados pessoais
Nascimento 13 de agosto de 1960 (57 anos)
São Paulo, SP
Partido PTB
Profissão Delegado de Polícia
linkWP:PPO#Brasil

Romeu Tuma Junior (São Paulo, 13 de agosto de 1960)[1] é um político brasileiro.

Policial[editar | editar código-fonte]

Descendente de sírios, Romeu Tuma Júnior iniciou a carreira policial aos 18 anos como investigador, em 1978. Foi Delegado de Polícia concursado da Polícia Civil do Estado de São Paulo, e em 2002 era delegado da Seccional de Taboão da Serra, quando foi o primeiro delegado responsável pelas investigações do assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), além de ser a segunda pessoa a ver o corpo do prefeito em Itatiba[2]. Foi também deputado estadual paulista e ocupou o cargo de Secretário Nacional de Justiça (2007-2010) durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidindo, à época, o Conselho Nacional de Combate à Pirataria.[3][4] Filho do falecido político Romeu Tuma e irmão de delegados e políticos, Tuma Júnior aposentou-se do cargo de Delegado Classe Especial (topo da carreira) em 2013, com 35 anos de serviço.[5]

Político[editar | editar código-fonte]

Formado em Direito, foi deputado estadual entre os anos de 2003 e 2007. Ocupou o cargo de corregedor parlamentar e foi presidente das comissões de Segurança Pública e de Defesa dos Direitos do Consumidor na Assembléia Legislativa paulista.

Denúncias[editar | editar código-fonte]

Como denunciado[editar | editar código-fonte]

Diálogos interceptados pela Polícia Federal indicavam uma suposta articulação do Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, para burlar um concurso público. Irritado com a reprovação do namorado da filha para escrivão da Polícia Civil do Estado de São Paulo, fazia lobby em favor do "futuro genro", com o policial Paulo Guilherme ‘Guga’ Mello, seu braço direito no Ministério da Justiça.[6]

Investigações da PF indicavam que o gabinete de Tuma Júnior supostamente funcionava como "central de favores" para parentes, amigos e aliados do próprio Secretário Nacional de Justiça e também de seus assessores mais próximos. Segundo matéria do Estadão, "diálogos e documentos colhidos ao longo da investigação mostram que Tuma Júnior e assessores usaram a secretaria para, por exemplo, agilizar processos de naturalização de estrangeiros ilegais e obter na PF a emissão a jato de passaportes para atender pedidos que chegavam diariamente por telefone". Inquérito policial também apontou provável lobby do próprio Tuma Júnior para a aprovação de um pedido de indenização em favor do pai de um dos seus assessores.[7]

Outras gravações revelam que Romeu Tuma Júnior, então presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria do governo Lula, mantinha contatos com Li Kwok Kwen, o chinês apontado como controlador do contrabando de produtos piratas na região da Rua 25 de Março, na capital paulista, acusado em inquérito de chefiar a máfia chinesa no Estado. Li foi preso com mais 13 pessoas, sob acusação de comandar quadrilha especializada no contrabando de telefones celulares falsificados. Tuma Júnior demonstra ter negócios com Li já que dividiu um quarto de hotel e comprou vídeojogos.[8]

Resultado das investigações[editar | editar código-fonte]

Foi inocentado em diversos inquéritos de todas as acusações.[9]

Como denunciante[editar | editar código-fonte]

Tuma Júnior escreveu com o jornalista Claudio Tognolli o livro (Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado - Editora Topbooks) em que denuncia o que ele considera como aparelhamento do governo pelo Partido dos Trabalhadores para cometer crimes, em especial pedidos heterodoxos feitos a ele quando Secretário no Ministério da Justiça, e que Luís Inácio Lula da Silva teria sido informante do governo militar.[10]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Tuma Júnior, Romeu (2013). Assassinato de Reputações (PDF). Um Crime de Estado. 1 Primeira ed. Brasil: [s.n.] 323 páginas. 666. Consultado em 2 de julho de 2013 
  • Tuma Júnior, Romeu (2016). Assassinato de Reputações II. Muito Além da Lava-Jato. 1 Primeira ed. Brasil: [s.n.] 264 páginas 

Referências

  1. «Eleições», O Estado de S. Paulo, 2012, consultado em 10 de dezembro de 2013 
  2. «Exclusivo: Romeu Tuma Jr, responsável pela investigação inicial do caso Celso Daniel, fala sobre os desdobramentos da 27° fase da Operação Lava Jato», Radioatividade (Blog da Jovem Pan), 01 de Abril de 2016, consultado em 2017 mai 24  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  3. «Empresa doou R$ 50 mil para Tuma Júnior», Folha de S.Paulo, 27 de março de 2009, consultado em 2013 dez 11  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  4. «Tuma Júnior é exonerado do cargo de secretário nacional de Justiça», Folha de S.Paulo, 14 de junho de 2010, consultado em 2013 dez 11  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  5. Azevedo, Reinaldo (10 de dezembro de 2013), «Tuma Jr. nasceu em 1960, não em 1963, e já era policial em 1980», BR: Abril, Veja, consultado em 2013 dez 11  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  6. «PF mostra lobby de Tuma Jr. em favor de 'genro'», SP, BR, Estadão, 6 de maio de 2010, consultado em 10 de dezembro de 2013 
  7. «PF vê gabinete como 'central de favores'», Estadão, 11 de maio de 2010, consultado em 10 de dezembro de 2013 
  8. «O caso Tuma Júnior nas páginas do 'Estadão' e nas gravações da PF», Estadão, 10 de maio de 2010, consultado em 10 de dezembro de 2013 
  9. Azevedo, Reinaldo (10 de dezembro de 2013), «Tuma Jr. nasceu em 1960, não em 1963, e já era policial em 1980, ano em que Lula foi preso; em foto, ele aparece escoltando o petista no Dops. Ou: Quanto ao denunciante, vamos aos fatos. Só aos fatos», BR: Abril, Veja, consultado em 2013 dez 10, FATO UM – A Comissão de Ética Pública da Presidência da República concluiu que nada havia contra ele (veja documento); FATO DOIS – A sindicância feita pelo Ministério da Justiça concluiu que nada havia contra ele (veja documento); FATO TRÊS – Inquéritos da PF — houve mais de um pelo mesmo fato — foram arquivados sem resultar em indiciamento. E olhem que ele já era um maldito; FATO QUATRO – O Ministério Público nunca ofereceu denúncia sobre nada; FATO CINCO – Uma acusação de improbidade administrativa por conta de uma apreensão de dólares no aeroporto de Cumbica foi arquivada pelo Ministério Público por falta de evidência de que se tivesse cometido algum crime. Qual é o mea-culpa? Eu explico. Nem eu e, até onde sei, quase ninguém (e escrevo o “quase” para a hipótese de que alguém o tenha feito) noticiamos os FATOS — apenas fatos — que eram favoráveis a ele.  line feed character character in |quote= at position 119 (ajuda); Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  10. Azevedo, Reinaldo (7 de dezembro de 2013), «O Livro-Bomba – Tuma Jr. revela os detalhes do estado policial petista. Partido usa o governo para divulgar dossiês apócrifos e perseguir adversários. Caso dos trens em SP estava na lista. Ele tem documentos e quer falar no Congresso. Mais: diz que Lula foi informante da ditadura, e o contato era seu pai, então chefe do Dops», BR: Abril, Veja, consultado em 10 de dezembro de 2013 .

Ver também[editar | editar código-fonte]