Rosoboronexport

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Rosoboronexport
Rosoboronexport logo.png
Empresa de capital aberto com controle estatal
Atividade Indústria bélica
Sede 27, Rua Stromynka 107076, Moscou, Federação Russa
Pessoas-chave Anatoly Isaikin[1]

Igor Sevastyanov[2]
Viktor Komardin
Alexander Mikheev

Produtos Munição, Armas, Helicópteros de ataque, carros de combate, acessórios
Renda líquida $12.7 bilhões de dólares (2012)
Website oficial http://www.roe.ru

Empresa de capital aberto Rosoboronexport (em russo: AO Рособоронэкспорт, Rosoboroneksport) é a única empresa estatal da Rússia que realiza exportações e importações de produtos, tecnologias e serviços militares e defesa (tecnologia de dupla utilização). A corporação foi fundada por um decreto do presidente da Rússia que modificou e implementou a política de estado sobre cooperação tecnológico-militar entre a Rússia e outros países.

A Rosoboronexport possui garantia oficial e suporte do governo russo para todas as suas operações de exportação. Possui competência exclusiva para suplementar o mercado internacional com armamentos russos que são admitidos para exportação.

A empresa está ranqueada entre as primeiras operadoras no mercado internacional de indústria bélica. A condição de ser a agência intermediária estatal promove cooperação entre oportunidades únicas, expansão e fortalecimento a longo prazo em cooperação com parceiros internacionais. A Rosoboronexport coopera diretamente com a Finmeccanica da Itália, Navantia da Espanha, Thales Group da França, entre outros.[3]

Fatos relacionados[editar | editar código-fonte]

Sede da Rosoboronexport em Moscou

Rosoboronexport:

  • responde por mais de 90% das vendas de armas anuais da Rússia;
  • Representa o potencial intelectual e de produção de Defesa do Complexo Industrial Russo, o qual é constituído por mais de 1500 institutos de pesquisa, agências de design e fábricas;
  • Tem cooperado com mais de 60 países durante a sua história de 50 anos;
  • Sede central em Moscou, com escritórios de representação em 44 países e em 26 grandes regiões industriais na Rússia;
  • A Índia é um grande cliente, outros clientes principais incluem China, Argélia, Síria, Vietnã, Venezuela e, recentemente, o Iraque.[4]

Atividades básicas de trocas

  • Exportação / importação de equipamento militar / de dupla utilização e matérias-primas estratégicas;
  • Logística e manutenção, fornecimento de peças sobressalentes, ferramentas e acessórios, líquidos especiais, combustíveis e lubrificantes necessários para a operação adequada do material fornecido;
  • A assistência técnica na construção de infraestruturas de defesa, incluindo fábricas de armas, aeroportos, depósitos, campos de tiro, centros de formação, etc.;
  • Fornecimento de materiais, componentes e peças para a produção de armas licenciadas;
  • Modernização de sistemas de armas anteriormente fornecidas;
  • Formação de pessoal na Rússia e nas instalações de clientes;
  • Promoção de tecnologias inovadoras de uso civil desenvolvidas pelas indústrias de defesa russas.

História[editar | editar código-fonte]

Em 4 de agosto de 2006, a então Adm. Bush colocou sanções internacionais na Rosoboronexport acusando de fornecer materias ao Irã em violação ao Iran Nonproliferation Act de 2000. O ministro de defesa russo disse que tal ação refletia o fracasso dos EUA na negociação de venda de armas a Venezuela; A Rosoboronexport ficou proibida de realizar negócios com o Governo dos Estados Unidos de 2008 até 2010, quando os EUA já haviam retirado suas sanções em resposta ao suporte Russo na resolução sobre o programa nuclear iraniano.[5]

Em 19 de janeiro de 2007, o presidente Vladimir Putin assinou um decreto tornando a Rosoboronexport responsável por todas as exportações de armas.[6]

Foi relatado em 2007, que a Rosoboronexport poderia se unir, tornando-se uma holding chamada Rostec.[7][8]

Em 18 de setembro de 2008, foi relatado que a Rosoboronexport teria aceitado um contrato de vendas de S-300 para o Ira em resposta ao Estados Unidos fornecer a Israel GBU-39 SDB.[9][10][11]

Em 2012, a Rosoboronexport foi apontada como principal fornecedora de armamentos para a Síria, porém a Rússia mantém os acordos de armas com o governo Sírio baseado em contratos de longa duração entre os dois países. A Rússia apontou que a venda de armas para Síria possuem natureza puramente defensiva, não podendo ser utilizada contra civis, e que são primariamente para instalações de defesa aérea. [12] A atualização de helicópteros, além de entregue de S-300 causou atenção internacional de alguns países. Estados Unidos, Alemanha e Israel se opuseram a transferência de tais armas de defesa. [13]

Em julho de 2013, a Rosoboronexport conseguiu o recorde de 34 bilhões de dólares em encomendas para 66 países.[14]

Em 2017, o primeiro satélite de Angola será lançado. A Rosoboronexport serviu como líder de time no projeto.[15] O contrato começou que começou em 2009 possui valor estimado de 328 bilhões de dólares.[16]

Administração[editar | editar código-fonte]

O diretor de fundação da antiga Rosvooruzhenie, aprontado em 1993, foi Viktor I. Samoilov. Ele foi sucedido por Aleksandr Kotelkin. Sergey Chemezov foi o diretor geral da Rosoboronexport entre 2004 e 2007, sendo sucedido por Anatoly Isaikin.

Produtos[editar | editar código-fonte]

Veículos de combate terrestres[editar | editar código-fonte]

Aeronaves[editar | editar código-fonte]

Caças[editar | editar código-fonte]

Armas pequenas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. http://roe.ru/roe/eng_gd.html
  2. http://www.topnews.in/law/russia-continue-arms-supplies-syria-2105600
  3. «Cópia arquivada». Consultado em 25 de outubro de 2016. Arquivado do original em 8 de julho de 2015 
  4. Krasnoukhov, Sergei (23 de agosto de 2011). «Rosoboronexport says India remains Russia's largest strategic partner». Ria Novosti. Consultado em 8 de junho de 2012 
  5. Meyer, Henry (8 de junho de 2012). «Russian Trader Rosoboronexport Bids To Sell Ammunition To U.S.». Bloomberg News. Consultado em 14 de junho de 2012 
  6. Putin Putin taps state company as sole weapons exporter (The Globe and Mail)
  7. Kramer, Andrew E. (8 de julho de 2007). «The Kremlin Flexes, and a Tycoon Reels». NY Times. Consultado em 22 de maio de 2010 
  8. «High Tech». Kommersant. 20 de junho de 2007 
  9. «Russia to equip Iran with 'game changer'?». Press TV. 21 de setembro de 2008 
  10. «US plans to sell Israel 1,000 bunker-buster bombs». Associated Press. 21 de setembro de 2008. Arquivado do original em 19 de setembro de 2008 
  11. «Russia, Iran Negotiate Antiaircraft Means». Prensa Latina. 18 de setembro de 2008 
  12. http://en.rian.ru/military_news/20120612/173985454.html
  13. «US and Germany urge Russia not to arm Syria military». BBC News. 31 de maio de 2013 
  14. http://defense-update.com/20130703_russias-weaponry-exporter-reports-34bln-in-orders.html
  15. http://www.macauhub.com.mo/en/2012/11/30/launch-of-angolas-first-satellite-postponed-until-2014/
  16. «Cópia arquivada». Consultado em 25 de outubro de 2016. Arquivado do original em 2 de abril de 2015 

Fontes[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]