São Romão (Minas Gerais)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Município de São Romão
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 23 de outubro
Fundação 23 de outubro de 1668 (348 anos)
Gentílico são-romanense
Prefeito(a) Lúcio José Rezende Dos Santos (PMN)
(2009–2012)
Localização
Localização de São Romão
Localização de São Romão em Minas Gerais
São Romão está localizado em: Brasil
São Romão
Localização de São Romão no Brasil
16° 22' 08" S 45° 04' 08" O16° 22' 08" S 45° 04' 08" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Norte de Minas IBGE/2008 [1]
Microrregião Pirapora IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Pintópolis, Urucuia, Riachinho, Santa Fé de Minas, Ponto Chique, Ubaí, Icaraí de Minas
Distância até a capital 529 km
Características geográficas
Área 2 431,658 km² [2]
População 10 285 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 4,23 hab./km²
Altitude 480 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,649 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 53 923,533 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 5 651,77 IBGE/2008[5]
Página oficial

São Romão é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Localiza-se a uma latitude 16º22'07" sul e a uma longitude 45º04'10" oeste, estando a uma altitude de 480 metros. Sua população tem 10.288 habitantes, segundo o senso de 2010, e suas principais atividades econômicas são a pesca e a agricultura.

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

São Romão foi fundada em 1668, sob o nome de Santo Antônio da Manga, tendo como primeiros habitantes os índios caiapós que viviam numa ilha que divide o rio São Francisco à altura do que seria mais tarde o arraial, fundado às margens esquerdas do rio São Francisco, entre os rios: Urucuia, Paracatu e Ribeirão da Conceição.

Essa ilha foi palco de violentas batalhas travadas entre foragidos da justiça de todo Brasil e de Portugal, índios nômades ou aldeados, escravos fugidos e elementos desgarrados de antigas bandeiras, tendo como combatente principal Manuel Francisco de Toledo, designado para o policiamento do local pelo governo da província. [6] Manuel Francisco de Toledo era sobrinho de Januário Cardoso de Almeida. [7]

"Fronteira ao arraial está uma ilha, que se diz a de São Romão, com meia légua de comprido e quase 400 passos geométricos de largo, onde consta, por tradição constante e não controvertida, que houve uma aldeia de índios, os quais a desampararam, depois de destroçados por Januário Cardoso de Almeida, paulista, e Manuel Pires Maciel, português, em dia de "São Romão". Não havendo certeza do ano desse fato, sabe-se contudo que fora antes de 1712...".[8]

Motins do Sertão[editar | editar código-fonte]

Mais tarde, em 1736, marcada pelo inconformismo perante o jugo colonial, explodiram os motins do sertão transformando o arraial mais uma vez em cenário de lutas tendo desta feita, como principal combatente o comandante Pedro Cardoso (procurador do povo), filho de Maria da Cruz.

Este movimento foi o primeiro, contra a cobrança de impostos e a liberdade destes para o povo do sertão do São Francisco e das minas. Era a guerra contra a cobrança de impostos. O palco foi o Arraial de São Romão, porque era o primeiro porto e Entreposto Comercial do médio São Francisco e a sede de Judicatura, portanto, no arraial tinha promotoria, era a sede da justiça no sertão das Gerais e pertencia a comarca do Rio das Velhas, com sede em Sabará. Estes movimentos aconteceram 53 anos antes da inconfidência mineira e abalou os governantes da capital da colônia e o Rei em Portugal.

Após a conquista, empório comercial e ponto de ligação dos sertões com o litoral, o arraial viveu os seus dias de glória tendo sido porto de escoamento de ouro e de cunho de moedas bem como de pedras preciosas e minerais oriundos em sua grande maioria de Goiás e Mato Grosso.

Em 1831, o arraial passa a condição de vila, com o peculiar nome de Vila Risonha de Santo Antônio da Manga de São Romão, homenagem do Santo do dia de sua fundação. Elevado à condição de Município em 1924, pela Lei Estadual nº 843 de 7 de Setembro de 1923, com o nome de São Romão, faziam parte de seu território os distritos de Capão Redondo (hoje Santa Fé), Arinos, Formoso e Buritis. São Romão possui atualmente dois distritos, a sede e o distrito da Ribanceira, a 12 km de distância, situado a margem esquerda do rio São Francisco.

Mito da Casa da Moeda[editar | editar código-fonte]

Em São Romão existiam três casarões com brasões da Republica Federativa do Brasil (de forma irrregular) em suas fachadas, construídos entre os anos de 1890 a 1930. Dois pertenciam aos irmãos republicanos Francisco José Leite e Joaquim José Leite. O outro, pertenceu a Toniquinho Guedes.

O único ainda preservado, é localizado no nº 78 da Avenida Newton Gonçalves Pereira e hoje é sede da Secretaria de Cultura e Turismo, construído no início da Década de 30 por Francisco Leite. Este casarão ganhou o status de Casa da Moeda do Brasil no final da Década de 90, porém é sabido que Francisco José Leite usou o brasão da República de forma não oficial na fachada do casarão, simplesmente porque era republicano.

Os outros dois casarões, que tinham em suas fachadas o mesmo brasão, apesar de arquiteturas diferentes, foram derrubados na enchente de 1979. Estavam localizados, o pertencente a Joaquim José Leite, na Rua Major Saint Clair Valadares, esquina com Manoel Jovino Filho e o outro, que pertenceu a Toniquinho Guedes, entre a antiga Avenida Quintino Vargas, (ex Rua dos Umbuzeiros) e a Rua dos Oliveiras,(ex Rua das Pedrinhas). Todos os três casarões, eram residências e comercio.

Hoje, o grande desafio da Secretaria de Cultura é desfazer o mito que algum dia São Romão teve casa da moeda ou de fundição.

Distâncias[editar | editar código-fonte]

Distâncias rodoviárias dos principais polos:

São Paulo (cidade): 1127 km

Rio de Janeiro (Cidade): 957 km

Brasilia: 419 km

Belo Horizonte: 529 km

Pirapora: 186 km

Uberlândia: 603 km

Montes Claros: 112 km

Januária: 215 km

Janaúba: 334 km

São Francisco: 83 km

Brasília de Minas:108 km

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  6. Dicionário Histórico Geográfico de Minas Gerais, Waldemar de Almeida Barbosa, Ed. Itatiaia Ltda, 1995)
  7. Dicionário Histórico Geográfico de Minas Gerais, Waldemar de Almeida Barbosa, Ed. Itatiaia Ltda, 1995)
  8. Memórias Históricas da Província de Minas Gerais, Rev. A. P. M, XIII, 622
Ícone de esboço Este artigo sobre municípios do estado de Minas Gerais é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.