Steven Levitsky

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Steven Levitsky
Nascimento 17 de janeiro de 1968 (53 anos)
Brookline
Residência Brookline
Cidadania Estados Unidos
Alma mater Universidade Stanford, Universidade da Califórnia em Berkeley
Ocupação cientista político
Empregador Universidade Harvard, Pontifícia Universidade Católica do Peru

Steven Levitsky (nascido em 17 de Janeiro de 1968) é um cientista político americano e professor de governo na Universidade de Harvard. Um cientista político comparativo, seus interesses de pesquisa se concentram na América Latina e incluem partidos políticos e sistemas partidários, autoritarismo e democratização, e instituições fracas e informais.[1] É conhecido por seus trabalhos sobre regimes autoritários competitivos e instituições políticas informais.[2]

Levitsky identifica líderes autoritários tanto à esquerda quanto à direita, incluindo Adolf Hitler, Benito Mussolini, Juan Domingo Perón, Alberto Fujimori, Slobodan Milošević, Vladimir Putin, Hugo Chávez, Rafael Correa, Evo Morales, Daniel Ortega, Rodrigo Duterte, Recep Erdogan, Viktor Orbán, Donald Trump e Jair Bolsonaro.[3][4][5]

Em Harvard, Levitsky também atua nos Comitês Executivos do Centro Weatherhead para Assuntos Internacionais[6] e do Centro David Rockefeller para Estudos Latino-Americanos.[7] Ele ensinou na Pontifícia Universidade Católica do Peru.[8]

Educação[editar | editar código-fonte]

Levitsky é bacharel em Ciências Políticas pela Universidade de Stanford em 1990 e Ph.D, também em Ciências Políticas, pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, em 1999.[2]

Mundo Acadêmico[editar | editar código-fonte]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Depois de obter seu Ph.D. em 1999, Levitsky foi um Visiting Fellow no Instituto Kellogg de Estudos Internacionais da Universidade de Notre Dame.[9]

Ele ingressou na Universidade de Harvard como Professor Assistente de Governo em 2000. Lá, ele passou a servir como Professor Associado de Ciências Sociais (2004-2008) antes de receber o cargo de Professor de Governo em 2008.[2][9] Em Harvard, Levitsky também participa dos Comitês Executivos do Centro Weatherhead para Assuntos Internacionais e do Centro David Rockefeller para Estudos Latino-Americanos.[6] Levitsky é assessor de várias organizações estudantis, incluindo a Associação Harvard Cultivando a Democracia Interamericana (HACIA Democracy)[10] e a Associação Civil POLITAI na Pontifícia Universidade Católica do Peru.[11]

Trabalho[editar | editar código-fonte]

Levitsky é conhecido por seus trabalhos com Lucan Way sobre regimes "autoritários competitivos", isto é, tipos híbridos de governo nos quais, por um lado, as instituições democráticas são geralmente aceitas como meios para se obter e exercer o poder político, mas, por outro lado, os titulares violam as normas dessas instituições tão rotineiramente, e de tal forma, que o regime não cumpre os padrões básicos para a democracia; Sob esse sistema, os titulares quase sempre mantêm o poder, porque controlam e tendem a usar o Estado para reprimir a oposição, prender ou intimidar os oponentes, controlar a cobertura da mídia ou fraudar as eleições.[12] Escrevendo sobre o fenômeno em 2002, Levitsky e Way nomearam a Sérvia sob Slobodan Milošević e a Rússia sob Vladimir Putin como exemplos de tais regimes.[13]

Levitsky também é especialista na revolução nicaraguense.

Brasil[editar | editar código-fonte]

Levitsky identificou a eleição de Jair Bolsonaro pra presidente em 2018 como um risco à democracia do Brasil. Ele classifica Bolsonaro como autoritário, mas refuta sua imagem de "fascista". Ele diz que, entre os candidatos que disputaram o Segundo Turno, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, quem mais se assemelha a Hugo Chávez é Bolsonaro: "Ele não vai implementar a mesma política econômica [de Chávez], mas é uma ameaça populista para a democracia. Muito frequentemente, quando um populista chega ao poder, você vê rapidamente uma crise institucional entre um presidente e o Congresso, o Judiciário, a imprensa. E isso leva ao colapso da democracia. (...) Haddad está longe do populismo. Você pode discordar das suas políticas econômicas, mas ele não representa um projeto populista".[5]

Levitsky, no entanto, não enxerga autoritarismo no Partido dos Trabalhadores, : "Mas o PT é um partido institucionalizado, estabelecido e democrático. Nasceu em 1979 (sic) e, por quase 40 anos, jogou dentro das regras democráticas. O PT governou o Brasil por 14 anos (sic) e, se você olhar para qualquer medida de democracia, o Brasil se mantém igualmente democrático, se não mais democrático do que antes. O PT respeita a independência da Justiça e da imprensa. As eleições sempre foram livres. Se você olhar para o registro do PT no poder, verá que há muito erros, como a política fiscal e os casos de corrupção. Mas [daí a] chamar o PT de chavista, ou de autoritário... ". [5]

Por outro lado, Levitsky afirma que o Impeachment de Dilma Rousseff não pode ser chamado de golpe, e que o Congresso Nacional agiu legalmente durante o processo.[3]

Vida Pessoal[editar | editar código-fonte]

Levitsky vive com sua esposa e sua filha em Brookline, Massachusetts.

Bibliografia Selecionada[14][editar | editar código-fonte]

Artigos de Jornal[editar | editar código-fonte]

2009. “Variation in Institutional Strength: Causes and Implications” (com María Victoria Murillo). Annual Review of Political Science. 12: 115-133.

2007. "Organizacion Informal de los Partidos en America Latina" [Informal Party Organization in Latin America] (com Flavia Freidenberg). Desarrollo Económico (Argentina) 46, No. 184: 539-568.

2007. “Linkage, Leverage and the Post-Communist Divide” (com Lucan A. Way). East European Politics and Societies 27, No. 21: 48-66.

2006. Forthcoming. “The Dynamics of Autocratic Coercive Capacity after the Cold War” (com Lucan Way). Communist and Post-Communist Studies 39, No. 3: 387-410.

2006. “Organized Labor and Democracy in Latin America” (com Scott Mainwaring). Comparative Politics 39, No. 1 (October): 21-42.

2006. “Linkage versus Leverage: Rethinking the International Dimension of Regime Change” (com Lucan Way). Comparative Politics 38, No. 4 (July): 379-400.

2005. “International Linkage and Democratization” (com Lucan Way). Journal of Democracy. 16, No. 3 (July): 20-34.

2004. “Informal Institutions and Comparative Politics: A Research Agenda” (com Gretchen Helmke). Perspectives on Politics 2, No. 4 (December): 725-740.

2003. “Argentina Weathers the Storm” (com M. Victoria Murillo). Journal of Democracy 14, No. 4 (October): 152-166.

2003. “From Labor Politics to Machine Politics: The Transformation of Party-Union Linkages in Argentine Peronism, 1983-99.” Latin American Research Review 38, No. 3: 3-36. [Also published in Desarrollo Económico, Argentina]

2003. “Explaining Populist Party Adaptation in Latin America: Environmental and Organizational Determinants of Party Change in Argentina, Mexico, Peru, and Venezuela” (com Katrina Burgess). Comparative Political Studies 36, No. 8 (October): 859-880.

2003. “Democracy without Parties? Political Parties and Regime Change in Fujimori's Peru” (com Maxwell Cameron). Latin American Politics and Society 45, No. 3 (Fall): 1-33. [Also published in Instituciones y Desarrollo, Spain]

2002. “Elections Without Democracy: The Rise of Competitive Authoritarianism” (com Lucan Way). Journal of Democracy 13, No. 2 (April): 51-66. [Also published in Estudios Políticos, Columbia, Vol. 24, July 2004]

2001. “Organization and Labor-Based Party Adaptation: The Transformation of Argentine Peronism in Comparative Perspective.” World Politics 54, No. 1 (October): 27-56.

2001. “Inside the Black Box: Recent Studies of Latin American Party Organizations.” Studies in Comparative International Development 36, No. 2 (summer): 92-110.

2001. “An ‘Organized Disorganization’: Informal Organization and the Persistence of Local Party Structures in Argentine Peronism.” Journal of Latin American Studies 33, No. 1 (February): 29-66. [Also published in Revista de Ciencias Sociales, Argentina, October 2001]

2000. “The ‘Normalization’ of Argentine Politics.” Journal of Democracy 11, No. 2 (April): 56-69.

1999. “Fujimori and Post-Party Politics in Peru.” Journal of Democracy 10, No. 3 (July): 78-92.

1998. “Crisis, Party Adaptation, and Regime Stability in Argentina: The Case of Peronism, 1989-1995.” Party Politics 4, No. 4: 445-470. [Also published in Revista de Ciencias Sociales, Argentina, September 1997]

1998. “Between a Shock and a Hard Place: The Dynamics of Labor-Backed Adjustment in Argentina and Poland” (com Lucan Way). Comparative Politics 30, No. 2 (January): 171-192.

1998. “Institutionalization and Peronism: The Case, the Concept, and the Case for Unpacking the Concept.” Party Politics 4, No. 1 (January): 77-92.

1997. “Democracy with Adjectives: Conceptual Innovation in Comparative Research” (com David Collier), World Politics 49, No. 3 (April): 430-51. [Also published in Rivista Italiana di Scienza Politica, December 1997; Agora, Buenos Aires, January 1998; and La Politica, Barcelona, October 1998]

1991. “FSLN Congress: A Cautious First Step.” Journal of Communist Studies 7, No. 4 (December): 539-544.

Livros[editar | editar código-fonte]

2018. Como as Democracias Morrem. (com Daniel Ziblatt). New York: Crown. NDR Kultur Sachbuchpreis 2018

2010. Competitive Authoritarianism: Hybrid Regimes after the Cold War. (com Lucan A. Way). New York: Cambridge University Press.

2006. Informal Institutions and Democracy: Lessons from Latin America. (editado com Gretchen Helmke). Baltimore: Johns Hopkins University Press.

2005. Argentine Democracy: The Politics of Institutional Weakness. (editado com M. Victoria Murillo). University Park: Penn State University Press.

2003. Transforming Labor-Based Parties in Latin America: Argentine Peronism in Comparative Perspective. New York: Cambridge University Press. [Published in Spanish as Transformación del Justicialismo: Del Partido Sindical al Partido Clientelista. Buenos Aires: Siglo XXI, 2005]

Referências

  1. "Steve Levitsky, Professor of Government". Harvard University. Retrieved 2016-10-23.
  2. a b c Balakrishna, Aditi (December 12, 2007). "Popular Levitsky Awarded Tenure". Harvard Crimson. Retrieved 2016-10-23.
  3. a b O Globo (18 de Fevereiro de 2018). «Steven Levitsky: 'Democracia está em risco nos EUA e no Brasil'». Consultado em 27 de Dezembro de 2018 
  4. Folha de S.Paulo (28 de Setembro de 2018). «Três mitos sobre uma presidência de Bolsonaro». Consultado em 27 de Dezembro de 2018 
  5. a b c BBC (19 de Outubro de 2018). «Steven Levitsky: Por que este professor de Harvard acredita que a democracia brasileira está em risco». Consultado em 27 de Dezembro de 2018 
  6. a b "Senior Advisers and Executive Committee". Weatherhead Center for International Affairs. Harvard University. Retrieved 2016-10-23.
  7. "Faculty Governance". David Rockefeller Center for Latin American Studies. Harvard University. Retrieved 2016-10-23.
  8. "Classes". "PCUP: Taller [Workshop] Levitsky", summer 2013. Steve Levitsky faculty page. Harvard University. Retrieved 2016-10-23.
  9. a b Steven Levitsky curriculum vitae, 2009. Via Harvard University website. Retrieved 2016-10-23.
  10. HACIA: XXII Summit of the Americas: Faculty advisor guide (2016). p. 2. Available as a PDF file at the HACIA Democracy website. Retrieved 2016-10-23.
  11. "Consejo Consultivo" (em castelhano). Politai: Asociación Civil. Retrieved 2016-10-23.
  12. Levitsky Steven; Way, Lucan A. (2002). "The Rise of Competitive Authoritarianism.". Journal of Democracy, Vol. 13, No. 2, p. 51-66; here: p. 52-53. Available as PDF file via Harvard faculty page. Retrieved 2016-10-23.
  13. Levitsky & Way (2002), p. 52.
  14. "Publications". Steve Levitsky faculty page. Harvard University. Retrieved 2016-10-23.

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]