Tânia Martins

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Tânia Martins
Nascimento 23 de janeiro de 1957 (63 anos)
Cidadania Brasil
Ocupação escritora, poetisa, escritora de literatura infantil

Tânia Martins, nome artístico de Elvira Tânia Lopes Martins (Licínio de Almeida, 23 de janeiro de 1957) é uma poetisa brasileira. Nascida no distrito de Tauape (então pertencente a Urandi e que atualmente integra o território de Licínio de Almeida, emancipada daquela), desde a década de 1970 está radicada em Caetité, no estado da Bahia.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha de Edvardes Santana Martins e de sua esposa, Ana Evangelina Lopes Martins, fez os estudos primários em sua terra natal, vindo a Caetité para estudar o ginasial.[1] Desde os dez ou onze anos começou a versejar, e teve os seus trabalhos recitados nas datas cívicas e solenes de sua terra natal.

Em Caetité, cidade com secular tradição educacional, vivenciou a vida cultural, publicando a sua primeira poesia ("Sou") no jornal universitário de Salvador O Shalom. Tendo cursado o Magistério, graduou-se em 1975.

Retornou ao distrito onde nasceu, lecionando até 1985. Ali ajudou na fundação do Centro Educacional Cenecista Padre Anchieta (do qual foi vice-diretora), acumulando, de dezembro de 1976 a 1982, os trabalhos do correio local.

Em 1986 transferiu-se definitivamente para Caetité, por razões familiares. Lecionou por breve período no Instituto de Educação Anísio Teixeira (IEAT) e no G. E. Monsenhor Bastos.

Começou a publicar os seus poemas nos jornais Tribuna do Sertão, O Tibagi (de Telêmaco Borba, no Paraná) e O Impacto (de Vitória da Conquista).

A partir da década de 1990 colaborou no jornal Imagem, com seus poemas e também na redação e revisão.

Obra poética[editar | editar código-fonte]

  • Em 1993 lançou o seu primeiro livro de poemas – Folha Solta[1] – com apoio de Francisco Adauto R. Prates. Ali reuniu algumas das poesias escritas ao longo de sua vida, num primeiro vôo solo.
  • Em agosto de 2000 publicou o livro Velas, que chegou a ser adotado como paradidático em atividades pedagógicas na cidade de Caetité.[1]
  • Em 2002 lançou o seu terceiro livro poético: Questão de Escolha, expondo a maturidade de seu verbo lírico.
Outros trabalhos:
  • Verso Natural, 2004
  • Pura Beleza, 2004
  • O Medo e a Ternura, 2005.

Ativismo cultural[editar | editar código-fonte]

Sempre envolvida em movimentos culturais, por diversas vezes planejou a criação de uma academia de letras em Caetité, semente que finalmente veio a germinar no ano de 2001, junto a outros entusiastas do ideal. Tomou posse, assim, na cadeira número 3 da Academia Caetiteense de Letras, cujo patrono é o educador Anísio Teixeira, integrando a sua primeira diretoria como secretária. Ali também atua na secretaria editorial, trazendo a lume neste labor a revista Selecta Acadêmica, colaborando quer com os seus versos, quer no labor de editoração.

Em outubro do mesmo ano participou da produção do livro Talhos e Retalhos, da Secretaria Municipal de Educação, obra pioneira na divulgação e incentivo da arte de escrever na rede pública de ensino de Caetité.

Em 2005, após uma campanha de quase quatro anos, conseguiu capitanear a edição do primeiro livro coletivo da Academia Caetiteense, intitulado Broto.

Referências

  1. a b c d Secretaria da Cultura e Turismo do Estado da Bahia. Dicionário de Autores Baianos. Verbete: Martins, Elvira Tânia Lopes. Salvador: [s.n.] 203 páginas. ISBN 978-85-7505-151-1 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]