Teodósio de Oliveira Ledo

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Capitão-Mor das Fronteiras dos Espiranhas, Cariris e Piancós, Teodósio de Oliveira Lêdo
Nascimento 1650
Proximidades do Rio São Francisco
Morte 1731 ou 1732
Olivedos-PB
Nacionalidade  Português
Ocupação Capitão-Mor de Infantaria de Ordenanças

Teodósio de Oliveira Lêdo (1650—1731 ou 1732) foi Capitão-Mor das Fronteiras dos Piranhas, Cariris e Piancós. Foi um nobre português miliciano das Ordenanças Portuguesas no Brasil, promoveu a exploração e ocupação dos sertões paraibanos. Fundador de vários povoados, arrais e vilas que posteriormente se tornaram municípios, entre eles Campina Grande, Olivedos, Pombal. Pertenceu à linhagem dos Oliveira Lêdo, família de origem incerta, mas que promoveu a exploração de gado e povoamento dos sertões da Paraíba, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte.

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Teodósio de Oliveira Lêdo foi Capitão-Mor das fronteiras dos Espiranhas, Cariris e Piancós, sucedendo seu irmão, Constantino de Oliveira Lêdo, filhos de Custódio de Oliveira Lêdo. Em 1664, Teodósio de Oliveira Lêdo e sua família saíram da região são-franciscana da Bahia, que hoje faz parte do estado de Sergipe, para explorar a sesmaria que lhe tinha sido entregue. Essa sesmaria ficava ao longo do Rio Paraíba e media 275 km (50 léguas) de comprimento por 55 km (10 léguas) de largura. Seu tio, Antônio de Oliveira Lêdo, foi o primeiro capitão-mor da Infantaria de Ordenanças do Sertão da Paraíba.

Títulos e concessões[editar | editar código-fonte]

Oliveira Lêdo foi o 3º Capitão-Mor das Fronteiras dos Espiranhas, Cariris e Piancós, sucedendo seu irmão, Constantino de Oliveira Lêdo de quem herdou o título por carta patente se Sua Majestade D. Pedro II de Portugal. Em 1664, Teodósio de Oliveira Lêdo e sua família saíram da região são-franciscana da Bahia, que hoje faz parte do estado de Sergipe, para explorar a sesmarias que lhe tinham sido entregues por empreendimentos com outros nobres por postos de milícia. Teodósio recebeu várias cartas de mercê para datas e sesmarias cuja ocupação empreendeu sozinho ou com consorciados, inclusive em uma destas datas edificou seus currais vizinhos à fazenda do Herói da Batalha dos Guararapes e Cavaleiro da Ordem de Cristo André Vidal de Negreiros. Seu tio, Antônio de Oliveira Lêdo, foi o primeiro capitão-mor da Infantaria de Ordenanças do Sertão da Paraíba e posteriormente o 1º Capitão-Mor das Fronteiras dos Espiranhas, Cariris e Piancós, título de posto de milícia que foi herdado por Constantino de Oliveira Lêdo, irmão de Teodósio e Filho de Custódio de Oliveira Lêdo.

Tais títulos conferem à Teodósio de Oliveira Lêdo a condição de Nobre da Casa Real Portuguesa, sendo os títulos de postos de milícia (capitão-mor, sargento-mor, alferes) para Ordenanças, constituem para o possuidor os mesmos privilégios de Cavaleiro Fidalgo da Casa Real Portuguesa[1].

Teodósio foi muitas vezes elogiado por seus empreendimentos e feitos militares contra os índios Janduís, aliados dos Holandeses após a expulsão dos mesmos. Estes elogios vieram principalmente do Governador Geral de Pernambuco e do Governador Geral do Brasil, tendo suas proezas chegado aos ouvidos do Rei de Portugal e imortalizados no livro do Visconde de Taunay "A Guerra dos Bárbaros".

A Guerra dos Bárbaros[editar | editar código-fonte]

O Capitão-Mor com seu Terço de Ordenanças e a Tribo dos Ariús.

A partir de 1688 a Guerra dos Bárbaros consistiu na mobilização de tribos de índios tapuias, em especial os Janduís aliados dos holandeses que queriam expulsar os portugueses do sertão paraibano, empreendendo vários massacres de colonos, expulsando-os e ateando fogo nas vilas. Teodósio herdou o título de Capitão-Mor das Fronteiras dos Espiranhas, Cariris e Piancós do seu irmão Constantino de Oliveira Lêdo, morto em combate pelos índios Janduís durante o conflito. Posto isso, acredita-se que o português tenha adentrado na guerra com bastante bravura e sagacidade para honrar a morte do irmão.

Durante esta guerra Teodósio combateu ao lado de Domingos Jorge Velho, o paulista, expulsando o último resquício dos holandeses na Paraíba que armavam os Janduís com arcabuzes e pólvora. Ele aliou-se ao Cacique Cavalcanti, fundador da tribo dos Índios Cavalcantis, mais conhecidos como Ariús, os quais participaram da sua tropa de Ordenanças. Muito elogiado por sua campanha tanto de expulsão dos índios como de repovoamento do sertão com criações de gado e armamento da população colona, Teodósio de Oliveira Lêdo ganhou a simpatia do Capitão General de Pernambuco, Fernão Martins Mascarenhas de Lencastro, Do Governador Geral do Rio Grande do Norte, Bernardo Vieira de Melo e do Governador Geral do Brasil, Dom João de Lencastre. Posteriormente, já durante o Império do Brasil, Teodósio de Oliveira Lêdo foi imortalizado, sendo citado várias vezes nas páginas de "A Guerra dos Bárbaros", obra do militar, nobre e imortal Academia Brasileira de Letras Alfredo D'Estragnolle Taunay, o Visconde de Taunay.

Casamentos e falecimento[editar | editar código-fonte]

Teodósio de Oliveira Lêdo foi casado duas vezes, a primeira com Isabel Pais, a segunda com Cosma Tavares Leitão. E morou na cidade de Olivedos, fazendo lá uma casa que ainda hoje está de pé, na entrada da cidade, próximo ao Mercado Santo Expedito. No fim da vida, o capitão-mor ficou cego devido à idade. Ao falecer, entre novembro de 1731 e agosto de 1732, deixou seis filhos, quatro do primeiro casamento e dois do segundo.

Os Oliveira Lêdo[editar | editar código-fonte]

Monumento em homenagem a Teodósio de Oliveira Lêdo, em Campina Grande - PB

A família Oliveira Lêdo teve grande importância para a penetração de gado no sertão da Paraíba e a habitação em geral do Estado, pois foram os primeiros a adentrarem na Paraíba a uma distância de mais de 77 km de distância (14 léguas) do mar, em direção ao interior. O primeiro lugar onde se fixaram foi em Carnoió, hoje Boqueirão, onde residiam ferozes índios Cariri. A fazenda dos Oliveira Lêdo se tornou centro importante de ocupação do Sertão Paraibano. Um grande número de cidades do sertão foram fundadas tendo origem uma fazenda pertencente a um membro da família dos Oliveira Lêdo, como Brejo do Cruz e Catolé do Rocha, Campina Grande, Pombal, Olivedos entre outras.

Acredita-se que sua origem tenha se dado da união dos filhos de Bartolomeu Lêdo e Manuel de Oliveira, portugueses casados com índias que receberam a visita do Tribunal do Santo Ofício, a Inquisição, por adotarem em demasia costumes de suas esposas ou por viverem em concubinato com elas, ainda não se sabe ao certo.

A família deu origem a muitas outras linhagens de pessoas nobilitadas e importantes, entres as famílias que são originadas dos Oliveira Lêdo se pode citar:Os Farias Leite , Os Félix Araújo, Os Henriques de Castro, Os Dinoá, Os Felintos, Os Pereira de Almeida, Os Porto de Campina Grande, tendo sido o seu pentaneto Cel João Lourenço Porto prefeito de Campina Grande, entre muitas outras que conservam o prestígio e em alguns casos até mesmo a sua fidalguia de nascimento devido à Teodósio de Oliveira Lêdo.

Referências

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