Mesorregião do Sertão Paraibano

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Mesorregião do Sertão Paraibano
Divisão regional do Brasil
Localização da Mesorregião do Sertão Paraibano
Características geográficas
Unidade federativa  Paraíba
Regiões limítrofes Borborema; Central Potiguar (RN); Oeste Potiguar (RN); Centro-Sul Cearense (CE); Sul Cearense (CE); Sertão Pernambucano (PE)
Área 22 720,482 km²
População 897 162 hab. est. IBGE/2015
Densidade 39,3 hab./km²
Indicadores
PIB R$ 4,776,788 IBGE/2010
PIB per capita R$ 5 533,95 IBGE/2010

A mesorregião do Sertão Paraibano é uma das quatro mesorregiões do estado brasileiro da Paraíba. Ela é composta por 83 municípios agrupados em sete microrregiões.

Com a nova divisão regional do Brasil, lançada pelo IBGE em junho de 2017, a mesorregião se dividiu em duas regiões geográficas intermediárias: Patos e Sousa-Cajazeiras. Diante isso, o termo “Sertão”, antes usado como divisão político-administrativa, ganha um caráter mais cultural, podendo ser relacionado, geograficamente, ao polígono do Semiárido brasileiro.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O processo de colonização do sertão Paraibano teve início no século XVIII e coube ao capitão Teodósio de Oliveira Ledo, Capitão-Mor das Piranhas, Cariris e Piancós, a função de fundar um arraial no sertão e desenvolver a agropecuária local.

Então a 27 de julho de 1698 no sertão das Piranhas, no lugar denominado povoação do Piancó, o capitão-mor Teodósio de Oliveira Ledo fundou o Arraial de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Piancó, que depois viria a ser Vila e então cidade com o nome de Pombal, que é a terceira cidade mais antiga da Paraíba e primeira do Sertão.[2]

Subindo pelo vales dos Rios Piancó e Piranhas outras povoações surgiram consequentemente, como Catolé do Rocha, a noroeste de Pombal, Patos, na entrada do sertão, Sousa e Cajazeiras, a oeste. Entre o final do século XVIII e início do século XIX as bandeiras atingiram os Cariris de Princesa, além da Serra do Teixeira e concluiu-se então a colonização do Sertão da Paraíba.[3]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Os principais reservatórios de água do Sertão Paraibano são os seguintes: Barragem Doutor Estevam Marinho, também conhecido por Açude Coremas (591 646 222 m³) e o açude Mãe d'Água (640 000 000 m³), localizados em Coremas; Cachoeira dos Cegos (71 887 047 m³), em Catingueira; Capoeira (53 450 000 m³), em Santa Teresinha; Engenheiro Arcoverde (36 834 375 m³), em Condado; e Farinha (25 738 500 m³) e Jatobá (17 516 000 m³), localizados em Patos.[4]

Regiões metropolitanas[editar | editar código-fonte]

Atualmente na Mesorregião do Sertão Paraibano existe 4 regiões metropolitanas oficialmente, com destaque para a Região Metropolitana de Patos, com 238.023 habitantes, a mais importante dessa mesorregião. Abaixo segue as 4 regiões metropolitanas, com sua respectiva população, em 2017.

Posição Região metropolitana População Mapa
1 Patos(1) 238 023
Região Metropolitana de Patos
2 Cajazeiras 177 519
Região Metropolitana de Cajazeiras
3 Vale do Piancó 148 796
Região Metropolitana do Vale do Piancó
4 Sousa 117 604
Região Metropolitana de Sousa
(1) A Região Metropolitana de Patos não está inteiramente inserida na Mesorregião do Sertão Paraibano, estando parte, também, inserida na Mesorregião da Borborema.

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Abaixo as cidades mais populosas da Mesorregião do Sertão da Paraíba.

Microrregiões[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Alexandre Castro (2 de outubro de 2017). «Novas Divisões Regionais do Brasil: Regiões Geográficas Imediatas e Regiões Geográficas Intermediárias». RU. Consultado em 20 de março de 2018. 
  2. IBGE. Histórico do município de Pombal. Disponível em [1]. Acesso em 03 de novembro de 2013.
  3. Territórios da Cidadania - Território do Médio Sertão. Disponível em [2] Acesso em 03 de novembro de 2013.
  4. «Veja a situação hídrica de alguns dos principais reservatórios do Sertão». Folha Patoense. 1 de maio de 2018. Consultado em 3 de maio de 2018. 
  5. «ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NO BRASIL E UNIDADES DA FEDERAÇÃO COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2017» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 3 de maio de 2018.