Itaporanga (Paraíba)

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Município de Itaporanga
"Rainha do Vale"
Bandeira de Itaporanga
Brasão de Itaporanga
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 9 de Janeiro
Fundação 11 de Dezembro de 1863
Emancipação 09 de Janeiro de 1865
Gentílico itaporanguense
Lema União, Ordem, e Trabalho.
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Conceição
CEP 58780-000
Prefeito(a) Audiberg Alves de Carvalho (PTB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Itaporanga
Localização de Itaporanga na Paraíba
Itaporanga está localizado em: Brasil
Itaporanga
Localização de Itaporanga no Brasil
07° 18' 14" S 38° 09' 00" O07° 18' 14" S 38° 09' 00" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Sertão Paraibano IBGE/2008 [1]
Microrregião Itaporanga IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Vale do Piancó
Municípios limítrofes Ao norte: Aguiar, Igaracy. Ao sul: Diamante, Boa Ventura e Pedra Branca. Ao leste:Piancó e Santana dos Garrotes. Ao oeste: São José de Caiana e Serra Grande.
Distância até a capital 429 2 km km429,2 km
Características geográficas
Área 468,060 km² [2]
População 24 499 hab. Est. IBGE/2015[3]
Densidade 52,34 hab./km²
Altitude 289 m
Clima Semiárido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
PIB R$ 98 635,739 mil IBGE/2008[4]
PIB per capita R$ 4 279,76 IBGE/2008[4]
Página oficial
Prefeitura www.itaporanga.pb.gov.br
Câmara www.camaraitaporanga.pb.gov.br

Itaporanga é um município brasileiro do estado da Paraíba, localizado na microrregião de Itaporanga. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sua população em julho de 2015 foi estimada em 24 499 habitantes.[3] A área do município é de 468,060 km².[2]

O município polariza a região do Vale do Piancó, composta por 18 municípios, além de sediar a 7ª Região de Ensino do Estado da Paraíba. Uma das principais atrações turísticas do município é a sua tradicional festa de São Pedro ou oficialmente: O Maior São Pedro do Mundo, no mês de Junho, e um monumento ao Cristo Rei, com 30 metros de altura, localizado na Chapada do Recanto, erguido pelo falecido Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, conhecido como Padre Zé, com o auxílio financeiro dos fiéis católicos da região. Itaporanga sedia o maior campeonato de futebol amador do Brasil, "O Poeirão", sendo seu início no dia 1° de Maio. Ainda temos mais duas festas tradicionais, o dia da Emancipação Politica da cidade, 09 de Janeiro e o FICA - Festival Itaporanguense de Cultura e Arte, idealizado pelo ativista cultural e historiador, Paulo Rainério Brasilino, no mês de Novembro.

História[editar | editar código-fonte]

Como a maioria das cidades nordestinas, Misericórdia nasceu a  beira de um rio, e em torno de uma capela. Antônio Vilela de Carvalho, um desbravador português, chegou à região por volta de 1765, após comprar aos D'Ávila, fidalgos da Casa da Torre, representantes reais residentes na praia do Forte, na Bahia, uma grande faixa de terra, onde construiu uma casa de morada e um curral para a criação de gado, à margem do Rio Piancó. Ali, anos depois, começou um pequena povoação que depois passou a ser conhecido por Misericórdia Velha, já que os primeiros habitantes do lugar atravessaram o Rio e foram fixar-se na outra margem, onde construíram uma pequena Orada que consagraram a Nossa Senhora do Rosário, primeiro pertenceu a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Pombal, depois, à Paróquia de Santo Antônio de Piancó. Aliás, o nome de Misericórdia advém do fato de ter sido doada pela Santa Casa de Misericórdia de Portugal a pequena Imagem da Virgem que ainda hoje está na Igreja de Nossa Sr.ª do Rosário em Itaporanga.

A ocupação dos sertões da Paraíba foi confiada à família de Antônio de Oliveira Ledo que conquistou esse direito junto a Casa da Torre, símbolo maior dos Garcias D’Avíla, nobres portugueses donos de uma vasta Sesmaria que ia da Bahia até o Maranhão. Na segunda metade do século XVII, por volta de 1679, uma expedição com 60 homens partiu de Massacará, na Bahia, para explorar o interior paraibano. Chefiada por Antônio de Oliveira Ledo, a comitiva era integrada ainda por Pascásio de Oliveira Ledo, Theodósio de Oliveira Ledo, Francisco Pereira de Oliveira Ledo, Felipe Rodrigues (filho de Pascásio), e Antônio de Oliveira Ledo Neto (filho de Francisco Pereira). Eles seguiram pelas margens do Rio São Francisco até a altura de Santo Antônio da Glória, onde alcançaram o Rio Pajeú e logo depois, transpuseram a Serra da Baixa Verde, em Triunfo, Pernambuco, conseguindo finalmente ingressar no sertão da Paraíba.

Os exploradores checaram até a confluência dos Rios Piancó e Piranhas, onde hoje se localiza o município de Pombal, mas logo retomaram a Bahia, ficando por aqui apenas Theodósio e seus homens que por três anos, fizeram diversos incursões pela área. Por volta de 1682, o capitão-mor dos Vales do Piancó e Piranhas título que lhe foi concedido pelas autoridades da Colônia, viaja para o cariri paraibano.

Nesta ocasião acontece a revolta dos indígenas da região sertaneja, movimento que ficou conhecido como Confederação dos Índios Cariris. Theodósio regressa ao sertão, captura alguns índios da tribo Arius e viaja para Salvador, na Bahia, onde tem uma audiência com o governador Soares de Albuquerque, e faz um relato da situação, mostrando a necessidade de repovoar o interior paraibano e iniciar a criação de gado em toda a área, no que foi prontamente atendido, regressando então para o Vale do Piancó à frente de uma grande expedição, e com muito gado.

Teodósio de Oliveira Lêdo, foi o Capitão-Mor das Fronteiras do Piranhas, Cariris e Piancós. Nobre português, desbravador dos sertões paraibanos.

Em 1730, já bastante velho e cansado, Theodósio deixa definitivamente os sertões de Piancó e Piranhas, indo fixar-se no cariri paraibano. Suas terras e o seu comando passaram então para as mãos do comendador Gaspar D'Avila Pereira, que foi incumbido de limpar a região e, para tanto, teve que travar sangrentas batalhas com os índios Cariris, principalmente os das tribos Pêgas, Panatis e Coremas, sendo que a esta última comunidade pertencia o guerreiro Piancó (Terror, na língua nativa), cujo nome foi emprestado a região, graças a sua bravura e o destemor com que enfrentava o inimigo.

Início da povoação[editar | editar código-fonte]

A resistência oferecida pelos homens primitivos da região não durou muito tempo. Afinal os desbravadores eram mais adestrados, organizados e possuíam armas de fogo, como bacamartes e espingardas, que causaram pesadas baixas ao inimigo. Partindo de Pombal alguns aventureiros fundaram algumas léguas acima, numa fazenda de gado do capitão-mór Manoel de Araújo Carvalho, um lugarejo que deu origem ao município de Piancó.

Partiram de Pombal e com autorização de Gaspar D'Ávila que o sertanista Antônio Vilela de Carvalho ocupou as terras das margens esquerda do Rio Piancó, onde implantou o sítio Misericórdia e, construiu um curral, algumas casas de taipa e uma pousada para os viajantes e tropeiros, situação que perdurou por muitos anos.

Ocupação das terras[editar | editar código-fonte]

Igreja do Rosário no início da povoação. Atualmente com 198 anos (fundada em 1818).

Anos depois Joaquim Fonseca, também conhecido por Joaquim Carnaúba, João Madeiro, Alexandre Gomes da Silva e Padre Lourenço, moradores do sítio Misericórdia atravessaram o rio e na outra margem construíram algumas casas. Trataram também de ocupar as terras em torno do pequeno lugarejo. Carnaúba ficou com as terras que compreende a Várzea do Saco e outras porções, Madeiro com o Cantinho, os Gomes com Misericórdia Velha e padre Lourenço tratou  de negociar entre eles a demarcação de uma área para a construção de uma capela dedicada a Virgem do Rosário. O local é o mesmo onde hoje se encontra a Igreja que foi escolhido por Madeiro, que era muito religioso e desejava, segundo se conta, ver a Capela todo dia, logo cedinho, da janela da casa que construiu e onde morava, no alto onde foi construído dezenas de anos depois o Colégio Diocesano "Dom João da Mata".

Imagem centenária de Nossa Senhora do Rosário, doada a Misericórdia pela Santa Casa de Misericórdia de Portugal, daí o fato da vila ser chamada de Misericórdia. Atualmente encontra-se em lugar de honra no altar-mor da Igreja do Rosário.

Escolhido o local para a Capela, de imediato foi erguida uma Cruz de Madeira, sentada em uma base de pedra, simbolizando o poder divino. A pequena igreja logo foi construída, um pouco atrás, e a maneira que os meses passavam novas famílias chegava ao pequeno povoado, agrupando-se nas ruas periféricas a Capela do Rosário, tornando o lugarejo, em poucos anos, em uma vila bastante desenvolvida.

Já com um bom comércio e muitas moradias, Misericórdia prosperou e a sua excelente localização a transformou num centro comercial que atendia aos habitantes de uma larga faixa de terras, e servia de pouso e passagem obrigatória dos tropeiros que com suas mulas abasteciam os sertões de mercadorias que a terra não produzia, como tecidos, miudezas, calçados, sendo que muitos deles gostaram tanto do lugar que aqui se fixaram, constituíram família e fixaram para sempre.

Emancipação Política[editar | editar código-fonte]

Decreto que deu Emancipação Política a Misericórdia, desligando-a da Freguesia de Santo Antônio do Piancó. Através da Lei Provincial n° 22, datada de 11 de dezembro de 1863 pela Assembleia Legislativa Provincial da Parahyba do Norte.
Dizeres do Decreto de Emancipação.

A vila ganhou a sua emancipa política, desligando-se de Piancó, no dia 11 de Dezembro de 1863, através da Lei Provincial 104, ganhando o nome de Freguesia de Nossa Sr.ª da Conceição de Misericórdia. A instalação oficial do município só aconteceu no dia 09 de Janeiro de 1865, havendo em seguida a designação dos seus primeiros dirigentes. A cidade permaneceu por sessenta e três anos com o seu nome de origem, mas em 1938 passou-se a chamar-se Itaporanga, pelo Decreto-Lei Estadual n.° 1.164 do dia 15 de Novembro daquele ano, que em tupi e guarani significa “Pedra Bonita, à qual razão é explicada por Praxedes Pitanga, que achava o nome Misericórdia, agourento, interjeição de dor, e nada histórico "Eu então lembrei – Itaporanga para substituir Misericórdia. E justificando a mudança adiantei: existe bem próximo à cidade um majestoso serrote. Em tupi-guarani, Itaporanga significa Pedra Bonita. Como se vê em tal caso, que aquele símbolo pétreo plantado pela natureza bem se prestaria para dar nome à cidade; e por extensividade, ao município”. Graças ao Decreto-Lei Estadual n.° 1164 de 15 de Novembro, por interveniência do Interventor Municipal Praxedes da Silva Pitanga.

Cinco anos depois em 1943, contudo, por conta do Decreto-Lei Estadual n.° 520, elaborado pelo jovem doutorando em medicina, vindo de Olho d'Água, Balduino Minervino de Carvalho à mando do Dr. José Gomes da Silva, prefeito da cidade, primo e ex-aliado de Pitanga, o município voltou a chamar-se Misericórdia, denominação que até o dia 07 de Janeiro de 1949, quando pelo Decreto Estadual n.° 318, voltou definitivamente a ser Itaporanga por decisão de Praxedes Pitanga, nome que permanece até hoje, quando o município havia mudado de nome três vezes. Dez anos depois, por conta de Lei votada na Assembléia Legislativa e sancionada pelo governador Pedro Moreno Gondim, Itaporanga perdeu grande parte do seu território, que era um dos maiores do Estado, com a criação dos municípios de Pedra Branca, Curral Velho, Boa Ventura, Diamante, Serra Grande e São José de Caiana.

Paróquia de Itaporanga[editar | editar código-fonte]

A vila prosperou de tal modo que, no dia 2 de agosto de 1859, era lido na Assembléia Provincial da Parahyba do Norte o ofício do Bispo de Olinda, Dom João da Purificação Marques Perdigão, comunicando o seu assentimento em elevar a capela de Misericórdia ao termo de Matriz, o que deu ensejo ao presidente da província, Luiz Antonio da Silva Nunes, em sancionar, no dia 11 de julho de 1860, a lei nº 05, que criava a paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Misericórdia. Àquela época, reinava como Sumo Pontífice o Santo Padre o Papa Pio IX.

A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, foi criada no dia 11 de julho de 1860, por decisão da Diocese de Olinda, que tinha jurisdição sobre os Estados da Parahyba do Norte, Pernambuco e Rio Grande do Norte, sabendo-se que naquele ano houve um movimento mundial de consagração a Nossa Senhora, daí a homenagem a Virgem da Conceição. O povoado, no entanto, desde 1818 já possuía um templo, no caso a Igreja do Rosário, em torno de que o lugarejo nasceu e se desenvolveu, social e religiosamente, o que era bem próprio da época, quando a Igreja exercia um papel preponderante sobre as populações interioranas. 5 anos depois Itaporanga ganha sua emancipação política já que a criação de uma paróquia era muito importante.

Construção da Matriz:[editar | editar código-fonte]

Corria o ano de 1874, passados 34 anos depois de operados as obras de construção da 1ª Matriz, quando se pensou em erigir o segundo templo nesta Paróquia. A frente deste empreendimento estava o Frei Antônio Honorato, que com grande esforço tomou para si a responsabilidade de iniciar esta obra.

No ano seguinte, apresentou-se para continuar os trabalhos o Frei Herculano e, em 1876, Frei Herculano deu tamanho impulso a construção que deixou esta a altura de 40 palmos. Devido à seca que assolou as paisagens deste sertão, em 1877, os trabalhos foram paralisados pela inclemência do templo, o vigário foi obrigado a se retirar desta cidade havendo por isso um atraso lamentável no bom andamento destes serviços.

Logo após o término da II Guerra Mundial, vindo da Alemanha, chegou a Misericórdia o Frei Martinho Jansweid, trazendo consigo o projeto arquitetônico da Igreja, concebido e projetado por engenheiros e arquitetos europeus.Depois de muitos contatos conseguiu-se finalmente encontrar o homem capaz de erguer o templo, já que naquela época era praticamente impossível contar com os serviços de um engenheiro. A escolha recaiu sobre o mestre Sebastião Muniz, um cearense que veio para o sertão paraibano comandar pedreiros e auxiliares na construção de obras do governo, e que na construção da igreja contou a eficiente colaboração de João Firmino e Luiz Guimarães.

A obra se arrastou por muitos anos, sendo que grande parte dela foi inaugurada em novembro de 1923. Ainda sem torre, mas já feita a limpeza externa, lateral e interna, a nova Matriz foi benta pelo Bispo Diocesano D. Moisés Sizenando Coelho em 15 de Novembro de 1923.. Na década de 30 os trabalhos foram reiniciados e, finalmente, em 1942, a obra era totalmente concluída com a construção da torre, sob a responsabilidade do padre Manuel Firmino. O relógio da torre foi trago de Juazeiro do Norte.

1960, Centenário da Paróquia:[editar | editar código-fonte]

A Festa da Padroeira de 1956:

No dia 28 de novembro de 1956 foi realizada a cerimônia de hasteamento da bandeira, antes, porém, foi realizada uma pequena procissão com lâmpadas a álcool, isto por motivo da falta de iluminação, que fez com que a festa deste não perdesse muito seu encanto. O novenário foi muito desanimado e a igreja não foi bem freqüentada durante estes dias. No dia da festa houve na Avenida Getúlio Vargas o encerramento do pastoril que tinha por organizadora a professora Francinete Soares.

Ano de 1958:

Neste ano tiveram início os preparativos para as comemorações do centenário da Paróquia. No sermão da missa do ano novo, falou-se claramente a respeito disto. No mês de junho teve início a visita pastoral com o intuito de despertar as consciências para o sentido de gratidão a Nosso Senhor. “ Esta gratidão que não deve ser somente de palavras, nem de simples atos, mas sobretudo pela renovação de uma verdadeira vida cristão”. Este foi o pensamento predominante durante todo o tempo de preparação para o centenário, segundo as palavras de Padre Zé.

Março de 1958:

Estamos por este tempo vivenciando uma das etapas mais difíceis do nosso paroquiato. A seca está declarada. O povo invade a cidade. Por esta época estava iniciado os trabalhos do saneamento. Neste dia, quase a força foram empregados 1.200 homens, sem ter o que fazer. Grande parte já se retira procurando o sul do país, principalmente Brasília. Toda semana um ou dois caminhões partem.

Apelou-se para o Presidente da República Juscelino Kubitschek, ao qual por iniciativa do padre Zé, foi remetido um telegrama narrando a situação e pedindo uma solução, que de boa mente atendeu nosso telegrama assinado pelas principais autoridades do lugar. Conforme resposta, dentro de curto prazo a nossa população estaria socorrida.

Memorial ao Presidente da República: “Ao Presidente da República, o Exmº Sr. Juscelino Kubitschek de Oliveira enviado de um memorando, por esta paróquia, por intermédio do Bispo Diocesano D. Zacarias Rolim de Moura”. A data deste documento é do dia 1º de julho e o conteúdo do mesmo é um pedido ao Sr. Presidente, a fim de que se faça a extensão da rede elétrica de Coremas e esta cidade o quanto antes.

A razão porque assim se fez este documento foi pela angústia em que se vivia sem energia e ainda mais por se aproximar o centenário. (padre Zé).

Histórico do brasão do centenário da paróquia:

Nos preparativos para a celebração do 1º Centenário da Paróquia a comissão responsável pela festa dos 100 anos de história decidiu criar o seu brasão oficial, a fim de que ficasse na memória do povo a data de criação da paróquia, 11 de julho de 1860. As Irmãs Dorotéias do Colégio Nossa Senhora de Lourdes de Cajazeiras, sob a orientação da superior Madre Guerra, apresentaram o projeto do brasão que foi aprovado e oficializado pela comissão e pelo vigário. No escudo existe um campo dominado pela cor azul, símbolo do nosso firmamento e do manto da Santa Mãe de Deus. Em baixo do escudo, vemos a figura de montes, simbolizando as terras de Itaporanga. Em cima destes montes surge um lírio, símbolo de Nossa Senhora da Conceição que gerou o seu Santíssimo Filho como vemos representado no “PX” colocado sobre o lírio, surgindo sobre as terras de Itaporanga com o título de padroeira da nova paróquia da Diocese de Cajazeiras.

Festa da Padroeira de 1958:

A Missa da festa foi celebrada na nova matriz, onde os trabalhos já estavam bem adiantados. Alguns vitrais já estavam colocados para admiração de todos. Foram os vitrais doados por Emídio Alves, outro pelas mães da paróquia e outro pelo Monsenhor Gomes.

Dia da entrada do ano jubilar: 11 de julho de 1959

Este dia foi ardentemente esperado pelo povo e por ser um dia de sábado a igreja ficou lotada com a presença do povo. Foi neste dia que pela primeira vez ouviu-se o hino do Centenário cantado por um grupo de jovens. No sermão desta celebração, Padre José falou que um dia nesta terra de Misericórdia foi fincada uma cruz e foi feito um altar para agradecer uma grande graça a Deus, a criação da Paróquia.  Letra do Hino:

Visita de Nossa Senhora aos lares de Itaporanga:

No mês de julho teve início a visita de Nossa senhora aos lares, como parte das comemorações do ano jubilar. Partida da imagem da igreja matriz foi em 20 lares e o primeiro lar foi o do Sr. Abrão de Sousa Diniz. Em todas as casas era rezada a oração do centenário e o esposo ou a esposa rezava um mistério do terço pela conversão dos pecadores da paróquia. A finalidade desta visita não teve nenhum fim econômico, tanto é assim que não se recebeu nenhuma oferta. A única finalidade era levar aos lares a imagem de Nossa Senhora.  

Ampliação da Igreja Matriz:

Numa segunda-feira, 1º de agosto de 1955, contando como sempre com a boa vontade e entusiasmo do povo de Deus e com vistas ao 1º Centenário da paróquia, padre Zé iniciou as trabalhos de ampliação da nova matriz para que, neste templo, todo o povo católico pudesse entoar um hino de louvor e agradecimento ao pai onipotente por tudo quanto Ele tem atribuído ao nosso favor.

Entre os inúmeros serviços ali efetuados mencionamos: a) aumento da matriz em  para trás; b) nova limpeza; c) novo coro e altar novo feito sob a perícia do mestre Antônio Israel; d) os janelões, que eram de madeira, foram aumentados e substituídos por vitrais doados por famílias desta cidade.

Todo o seu forro foi feito de cimento armado e o seu telhado, que era de material comum, foi devidamente substituído por telhas francesas, doadas pelas crianças da cidade, as quais realizaram uma campanha para este fim. Salientamos, ainda, que o ferro do forro da nave esquerda foi doado pelos professores desta cidade.

Adquiriu-se nova bancada, confeccionado 40 bancos pelo preço de Cr$ 10.000,00 cada um. Os capitéis colocados no alto das colunas foram confeccionadas por mestres trazidos do Recife-PE.

O admirável colorido da capela-mor foi executado pelo casal Makk, artistas estrangeiros, ele húngaro e ela africana, os quais fizeram bastantes pinturas pelo Brasil, onde destacamos o Teatro e a Catedral de Manaus e, ainda, o Palácio do Governo da capital do Pará, Belém.

O prefeito municipal da época, Dr. Francisco Clementino de Carvalho contribuiu com a importância de Cr$ 50.000,00.

“Nenhum outro marco poderia perpetuar este acontecimento do que artisticamente preparar a Templo do Senhor”, disse Padre José acerca da ampliação da matriz para as comemorações do centenário da paróquia. 

O projeto de ampliação foi arquitetado pelo próprio padre José Sinfrônio que expôs a apreciação de outros sacerdotes entendidos em arte sacra. Então, a plantão do projeto de ampliação da nossa matriz foi aprovada pela cúria diocesana.

Ano de 1960:

Desde a entrada do ano o único pensamento existente entre todas as classes era o centenário da paróquia. Havia entre o povo grande expectativa a respeito das festas centenárias.

Reunião para decidir o programa do Centenário:

No dia 10 de abril de 1960, pelas 20 horas, realizou-se na igreja matriz uma reunião com as presenças de diversos homens do comércio, autoridades, senhoras da sociedade e o povo reunião chegou-se a conclusão que seria impossível realizar as festividades no dia 11 de julho, então ficou decidido que as comemorações ficariam adiadas para a festa da padroeira em 08 de dezembro. Pela passagem do dia 11 de julho apenas se faria uma pequena comemoração.

Maio de 1960:

Por este tempo já estava nas das etapas finais dos serviços da matriz que foram o piso e o altar-mor. Todos os meios de angariar donativos foram lançados no intuito determinar todos os trabalhos no tempo das comemorações centenárias.

100 anos de Paróquia: dia 11 de julho de 1960:

Foi organizada a seguinte programação para celebrar os 100 anos da Paróquia:

a)      Às 05 horas da manhã, salva de 21 tiros;

b)      Repicar festivo dos sinos;

c)      Uma crônica, intitulada Desperta Paróquia Centenária lida na amplificadora local;

d)      Às 06 horas, Missa pelos fiéis falecidos da Paróquia nos100 anos;

e)      Às 09h30min, Missa celebrada pelo Reverendíssimo Pe. Luis Gualberto em ação de graças;

f)        Às 14h30min, foi lançada a pedra fundamental do Ginásio Diocesano (atual Colégio Diocesano Dom João da Mata), onde fizeram uso da palavra Pe. Zé, o Pe. Luis Gualberto, o acadêmico Paulo Soares e o representante do prefeito  Soares;

g)      Às 16h, houve um pequeno desfile pelas principais ruas da cidade que terminou em frente à igreja matriz às 18h, onde foi rezado o Angelus,com o canto da Ave Maria por Evanina Chaves. Logo depois, pronunciaram-se o Dr. Francisco Neves Brasileiro e a Drª. Pulqueria Pinto. Em seguida, houve a coroação da imagem de Nossa Senhora.

Chegada da imagem de Nossa Senhora a Itaporanga:

A imagem começou a peregrinação as capelas no dia 11 de outubro. E no dia 21 de novembro, pelas 17h00, foi recebida festivamente por uma multidão incalculável que se concentrou na entrada da cidade. A imagem vinha da capela do Exu. Ao chegar à cidade, os sinos repicaram e o povo, espalhado por toda a Avenida Getúlio Vargas, aclamava a Rainha dos Céus.

Mensagem do Núncio Apostólico:

Com muita alegria a paróquia recebeu uma homenagem do Núncio Apostólico Dom Armando Lombardi por ocasião do centenário.

Pela paróquia de Nossa Senhora da Conceição passaram entre outros os seguintes vigários: padres Joaquim Formiga (que foi assassinado em Conceição), Francisco das Chagas, Manuel Mota, Lourenço de Sousa, Joaquim Diniz e Manuel Firmino (todos eles estão sepultados em frente ao altar-mor da Igreja de Nossa Senhora do Rosário), padre Manuel Tomaz (sepultado no velho cemitério da cidade), padre Luiz Vieira (sepultado no cemitério Mãe de Misericórdia), padre Nicolau Leite, padre Francisco Lopes, padre Antônio Lisboa, padre José Maria, padre Luiz Gualberto, padre Francisco Sitônio, padre Valdomiro, padre Quirino, padre Trajano, padre José Sinfrônio de Assis, e o atual padre Cláudio Barros Praxedes, que está aqui desde 2011.

Poder Judiciário[editar | editar código-fonte]

A Comarca de Itaporanga foi criada pela Lei n.° 92, de 26 de Dezembro de 1898, mas foi extinta poucos meses depois, de acordo com a Lei n.° 24, de 7 de Novembro de 1898, sendo restaurada por força do decreto n.° 641, de 21 de Janeiro de 1935, sabendo-se que nesse período de inexistência as causas e feitos de interesse dos moradores de Misericórdia eram resolvidos na Comarca de Piancó. De segunda entrância, a jurisdição da Comarca de Itaporanga abrange hoje os termos de Itaporanga, Boa Ventura, Diamante,Serra Grande, São José de Caiana, Pedra Branca e Curral Velho, e por ela já passaram nomes de expressão da magistratura paraibana, como os juízes, Paulo Bezerril, Francisco Espínola, Onesipio Novais, Sandoval Caju e tantos outros, como o itaporanguense João Espínola Neto, que faleceu em um acidente de carro quando se encontrava à frente da Comarca e que hoje empresta o seu nome ao Fórum da cidade.

Poder Legislativo[editar | editar código-fonte]

Nos termos atuais, com as prerrogativas, os direitos e obrigações a Câmara Municipal de Itaporanga começou a existir em 1947, com a redemocratização do país e a realização de eleições em todos os níveis. Anteriormente, inclusive na época do Império, existia um Conselho Municipal que era muito mais honorífico do que político, com atribuições fiscalizadoras. Os conselheiros recebiam o título das autoridades da Província como reconhecimento por algum serviço prestado.

Um incêndio acontecido na década em 60, nos arquivos do prédio da Prefeitura Municipal, onde funcionava também o Fórum e a Câmara, destruiu documentos importantes e levou consigo grande parte da memória e história de Itaporanga.

Feriados Municipais[editar | editar código-fonte]

Há feriados em Itaporanga sendo eles:

  • 09 de Janeiro - Emancipação Política de Itaporanga e/ou Dia e Aniversário da cidade.
  • Sexta-Feira da Paixão - Por lei, a Sexta-Feira da Paixão é feriado municipal de todos municípios brasileiros.
  • 24 de Junho - São João Batista.
  • 29 de Junho - São Pedro.
  • 19 de Setembro - Falecimento do Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, popularmente Padre Zé, um dos lideres católicos mais influentes no município.
  • 08 de Dezembro - Nossa Senhora da Conceição, padroeira do município.

Bairros[editar | editar código-fonte]

  • Alto do Madeiro
  • Alto do Ginásio
  • Alto das Neves
  • Alvo do Projeto
  • Balduíno de Carvalho
  • Bela Vista
  • Centro
  • Chagas Soares
  • João Silvino
  • Loteamento Paulo
  • Miguel Morato
  • Pedra Bonita
  • Vila Mocó
  • Xique Xique

Times de Futebol[editar | editar código-fonte]

  • Asa Esporte Clube
  • Cruzeiro Futebol Clube
  • São Pedro de Micô (Duvan Pereira)
  • Farras sem Futuro
  • São Pedro de Vitor
  • Jurema Esporte Clube
  • Estrela Futebol Clube
  • Mil Réis Futebol Clube

Estádios e Ginásios Esportivos[editar | editar código-fonte]

  • José Barros Sobrinho (O Zezão)
  • Valdemar Lopes da Silva
  • Deputado Soares Madruga
  • Estádio Padre Diniz

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. a b «Itaporanga». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 1 de março de 2016. 
  3. a b «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1º de julho de 2015» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 1 de março de 2016. 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 

Ver também[editar | editar código-fonte]