Itaporanga (Paraíba)

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Município de Itaporanga
"Rainha do Vale, Ita"
Bandeira desconhecida
Brasão de Itaporanga
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Aniversário 9 de Janeiro
Fundação 9 de Janeiro de 1865
Emancipação 09 de Janeiro de 1865
Gentílico itaporanguense
Lema União, Ordem, e Trabalho
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Conceição
CEP 58780-000
Prefeito(a) Audiberg Alves de Carvalho (PTB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Itaporanga
Localização de Itaporanga na Paraíba
Itaporanga está localizado em: Brasil
Itaporanga
Localização de Itaporanga no Brasil
07° 18' 14" S 38° 09' 00" O07° 18' 14" S 38° 09' 00" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Sertão Paraibano IBGE/2008 [1]
Microrregião Itaporanga IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Vale do Piancó
Municípios limítrofes Pedra Branca, Boa Ventura, Diamante, Aguiar, Igaracy e Piancó.
Distância até a capital 420 km
Características geográficas
Área 468,069 km² km² [2]
População 23 192 habitantes, – estimativa populacional hab. IBGE/2010[3]
Densidade O numerador (dividendo) tem que ser um número! hab./km²
Altitude 291 m
Clima Semiárido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,624 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 98 635,739 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 279,76 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura www.itaporanga.pb.gov.br
Câmara www.camaraitaporanga.pb.gov.br

Itaporanga, município no estado da Paraíba (Brasil), localizado na microrregião de Itaporanga. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2010 sua população era estimada em 23.192 habitantes. Área territorial de 468 km².

O município polariza a região do Vale do Piancó, composta por 18 municípios, além de sediar a 7ª Região de Ensino do Estado da Paraíba. Uma das principais atrações turísticas do município é a sua tradicional festa de São Pedro, no mês de Junho, e um monumento ao Cristo Rei, com 30 metros de altura, localizado na Chapada do Recanto, erguido pelo falecido Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, conhecido como Padre Zé, com o auxílio financeiro dos fiéis católicos da região. Itaporanga sedia o maior campeonato de futebol amador do Brasil, "O Poeirão", sendo seu início no dia 1° de Maio. Ainda temos mais duas festas tradicionais, o dia da Emancipação Politica da cidade, 09 de Janeiro e o FICA - Festival Itaporanguense de Cultura e Arte, idealizado pelo ativista cultural e historiador, Paulo Rainério Brasilino, no mês de Novembro.

História[editar | editar código-fonte]

Como a maioria das cidades nordestinas, Misericórdia nasceu a  beira de um rio, e em torno de uma capela. Antônio Vilela de Carvalho, um desbravador português, chegou à região por volta de 1765, após comprar aos D'Ávila, fidalgos da Casa da Torre, representantes reais residentes na praia do Forte, na Bahia, uma grande faixa de terra, onde construiu uma casa de morada e um curral para a criação de gado, à margem do Rio Piancó. Ali, anos depois, começou um pequena povoação que depois passou a ser conhecido por Misericórdia Velha, já que os primeiros habitantes do lugar atravessaram o Rio e foram fixar-se na outra margem, onde construíram uma pequena Orada que consagraram a Nossa Senhora do Rosário, primeiro pertenceu a Paróquia de Pombal, depois, à Paróquia de Piancó. Aliás, o nome de Misericórdia advém do fato de ter sido doada pela Santa Casa de Misericórdia de Portugal a pequena Imagem da Virgem que ainda hoje está na Igreja de Nossa Sr.ª do Rosário em Itaporanga.

A ocupação dos sertões da Paraíba foi confiada à família de Antônio de Oliveira Ledo que conquistou esse direito junto a Casa da Torre, símbolo maior dos Garcias D’Avíla, nobres portugueses donos de uma vasta Sesmaria que ia da Bahia até o Maranhão. Na segunda metade do século XVII, por volta de 1679, uma expedição com 60 homens partiu de Massacará, na Bahia, para explorar o interior paraibano. Chefiada por Antônio de Oliveira Ledo, a comitiva era integrada ainda por Pascásio de Oliveira Ledo, Theodósio de Oliveira Ledo, Francisco Pereira de Oliveira Ledo, Felipe Rodrigues (filho de Pascásio), e Antônio de Oliveira Ledo Neto (filho de Francisco Pereira). Eles seguiram pelas margens do Rio São Francisco até a altura de Santo Antônio da Glória, onde alcançaram o Rio Pajeú e logo depois, transpuseram a Serra da Baixa Verde, em Triunfo, Pernambuco, conseguindo finalmente ingressar no sertão da Paraíba.

Os exploradores checaram até a confluência dos Rios Piancó e Piranhas, onde hoje se localiza o município de Pombal, mas logo retomaram a Bahia, ficando por aqui apenas Theodósio e seus homens que por três anos, fizeram diversos incursões pela área. Por volta de 1682, o capitão-mor dos Vales do Piancó e Piranhas título que lhe foi concedido pelas autoridades da Colônia, viaja para o cariri paraibano.

Nesta ocasião acontece a revolta dos indígenas da região sertaneja, movimento que ficou conhecido como Confederação dos Índios Cariris. Theodósio regressa ao sertão, captura alguns índios da tribo Arius e viaja para Salvador, na Bahia, onde tem uma audiência com o governador Soares de Albuquerque, e faz um relato da situação, mostrando a necessidade de repovoar o interior paraibano e iniciar a criação de gado em toda a área, no que foi prontamente atendido, regressando então para o Vale do Piancó à frente de uma grande expedição, e com muito gado.

Em 1730, já bastante velho e cansado, Theodósio deixa definitivamente os sertões de Piancó e Piranhas, indo fixar-se no cariri paraibano. Suas terras e o seu comando passaram então para as mãos do comendador Gaspar D'Avila Pereira, que foi incumbido de limpar a região e, para tanto, teve que travar sangrentas batalhas com os índios Cariris, principalmente os das tribos Pêgas, Panatis e Coremas, sendo que a esta última comunidade pertencia o guerreiro Piancó (Terror, na língua nativa), cujo nome foi emprestado a região, graças a sua bravura e o destemor com que enfrentava o inimigo.

Início da Povoação[editar | editar código-fonte]

A resistência oferecida pelos homens primitivos da região não durou muito tempo. Afinal os desbravadores eram mais adestrados, organizados e possuíam armas de fogo, como bacamartes e espingardas, que causaram pesadas baixas ao inimigo. Partindo de Pombal alguns aventureiros fundaram algumas léguas acima, numa fazenda de gado do capitão-mór Manoel de Araújo Carvalho, um lugarejo que deu origem ao município de Piancó.

Partiram de Pombal e com autorização de Gaspar D'Ávila que o sertanista Antônio Vilela de Carvalho ocupou as terras das margens esquerda do Rio Piancó, onde implantou o sítio Misericórdia e, construiu um curral, algumas casas de taipa e uma pousada para os viajantes e tropeiros, situação que perdurou por muitos anos.

Ocupação das Terras[editar | editar código-fonte]

Anos depois Joaquim Fonseca, também conhecido por Joaquim Carnaúba, João Madeiro, Alexandre Gomes da Silva e Padre Lourenço, moradores do sítio Misericórdia atravessaram o rio e na outra margem construíram algumas casas. Trataram também de ocupar as terras em torno do pequeno lugarejo. Carnaúba ficou com as terras que compreende a Várzea do Saco e outras porções, Madeiro com o Cantinho, os Gomes com Misericórdia Velha e padre Lourenço tratou  de negociar entre eles a demarcação de uma área para a construção de uma capela dedicada a Virgem do Rosário. O local é o mesmo onde hoje se encontra a Igreja que foi escolhido por Madeiro, que era muito religioso e desejava, segundo se conta, ver a Capela todo dia, logo cedinho, da janela da casa que construiu e onde morava, no alto onde foi construído dezenas de anos depois o Colégio Diocesano "Dom João da Mata".

Escolhido o local para a Capela, de imediato foi erguida uma Cruz de Madeira, sentada em uma base de pedra, simbolizando o poder divino. A pequena igreja logo foi construída, um pouco atrás, e a maneira que os meses passavam novas famílias chegava ao pequeno povoado, agrupando-se nas ruas periféricas a Capela do Rosário, tornando o lugarejo, em poucos anos, em uma vila bastante desenvolvida.

Já com um bom comércio e muitas moradias, Misericórdia prosperou e a sua excelente localização a transformou num centro comercial que atendia aos habitantes de uma larga faixa de terras, e servia de pouso e passagem obrigatória dos tropeiros que com suas mulas abasteciam os sertões de mercadorias que a terra não produzia, como tecidos, miudezas, calçados, sendo que muitos deles gostaram tanto do lugar que aqui se fixaram, constituíram família e fixaram para sempre.

Emancipação Política[editar | editar código-fonte]

A vila ganhou a sua emancipa política, desligando-se de Piancó, no dia 11 de Dezembro de 1863, através da Lei Provincial 104, ganhando o nome de Freguesia de Nossa Sr.ª da Conceição de Misericórdia. A instalação oficial do município só aconteceu no dia 09 de Janeiro de 1865, havendo em seguida a designação dos seus primeiros dirigentes. A cidade permaneceu por sessenta e três anos com o seu nome de origem, mas em 1938 passou-se a chamar-se Itaporanga, pelo Decreto-Lei Estadual n.° 1.164 do dia 15 de Novembro daquele ano, que em tupi e guarani significa “Pedra Bonita, à qual razão é explicada por Praxedes Pitanga, que achava o nome Misericórdia, agourento, interjeição de dor, e nada histórico "Eu então lembrei – Itaporanga para substituir Misericórdia. E justificando a mudança adiantei: existe bem próximo à cidade um majestoso serrote. Em tupi-guarani, Itaporanga significa Pedra Bonita. Como se vê em tal caso, que aquele símbolo pétreo plantado pela natureza bem se prestaria para dar nome à cidade; e por extencividade, ao município”. Graças ao Decreto-Lei Estadual n.° 1164 de 15 de Novembro, por interviência do Interventor Municipal Praxedes da Silva Pitanga.

Cinco anos depois em 1943, contudo, por conta do Decreto-Lei Estadual n.° 520, elaborado pelo jovem doutorando em medicina, vindo de Olho d'Água, Balduino Minervino de Carvalho à mando do Dr. José Gomes da Silva, prefeito da cidade, primo e ex-aliado de Pitanga, o município voltou a chamar-se Misericórdia, denominação que até o dia 07 de Janeiro de 1949, quando pelo Decreto Estadual n.° 318, voltou definitivamente a ser Itaporanga por decisão de Praxedes Pitanga, nome que permanece até hoje, quando o município havia mudado de nome três vezes. Dez anos depois, por conta de Lei votada na Assembléia Legislativa e sancionada pelo governador Pedro Moreno Gondim, Itaporanga perdeu grande parte do seu território, que era um dos maiores do Estado, com a criação dos municípios de Pedra Branca, Curral Velho, Boa Ventura, Diamante, Serra Grande e São José de Caiana.

Uma noite inesquecível: Misericórdia em apuros[editar | editar código-fonte]

Misericórdia viveu momentos de intranquilidade e muito reboliços em 1930. O prefeito do município era o médico José Gomes da Silva, homem de boa índole, pacífico, que veio a ser interventor da Paraíba, em meados da década de 40. Em Misericórdia morava, naquela época, um irmão do Coronel Zé Pereira, o comerciante Antônio Pereira, que se retirou para Princesa Isabel com a família. Quando ele ia sair de Misericórdia, o Dr. José Gomes o procurou para preveni-lo que não se atrevesse a ir sem segurança até Princesa, porque poderia ser molestado por liberais exaltados. Antônio Pereira já havia se entendido com o fazendeiro Crizanto Pereira, pedindo-lhe cobertura para fazer a travessia.

Para os que não sabem, em 1930, José Pereira Lima, conhecido como Coronel Zé Pereira insurgiu-se contra as diretrizes políticas adotadas pelo então Presidente da Paraíba, João Pessoa, comandando uma luta armada contra o governo com 150 jagunços, tornando o território de Princesa independente administrativo, passando a ter bandeira, hino, leis, jornais, ministros e até exército próprio. A Guerra de Princesa, Revolta de Princesa, ou a Revolta de Zé Pereira marcou a história nacional, sendo esse acontecimento o ponto inicial da Revolução de 1930. O Território Livre de Princesa ganhou projeção nacional e internacional. Lampião recebeu convite do delegado de polícia de Piancó, para lutar contra os revoltosos de Princesa e o órgão da imprensa norte-americana, TIME, dedicou uma longa matéria a respeito do Território Livre de Princesa. Quando o presidente João Pessoa foi assassinado pelo advogado João Duarte Dantas, de Teixeira, por motivos pessoais/políticos, a força do movimento armado de Princesa se perdeu. O Presidente da RepúblicaWashington Luiz, decidiu terminar com a Revolta de Princesa e Zé Pereira não ofereceu resistência. Conforme acordo prévio, seiscentos soldados do 19º e 21º Batalhão de Caçadores do Exército, comandados pelo Capitão João Facó, ocuparam a cidade em 11 de agosto de 1930, pondo fim oficialmente ao Território Livre de Princesa. José Pereira deixa a cidade à 5 de outubro do ano corrido. Depois de anistiado, em 1934, foi residir na fazenda Abóboras em Serra Talhada, Pernambuco.

Zé Gomes, mesmo sendo liberal, preocupou-se com as garantias ao cidadão perrepista, Antônio Pereira. Procurou Crizanto Pereira e recomendou a ele que escolhesse gente disposta, de sua confiança, para acompanhar o irmão de Zé Pereira. E assim foi. Ele deixou Itaporanga protegido por cinco homens valentes. Era 10 de março de 1930, dia da eleição para escolha de Presidente da República e Deputados.

Antônio Pereira e seus acompanhantes encontraram José Joca, partidário de Zé Pereira, que tomou conta do viajante e família. José Joca estivera pela manhã na Vila de Sant’Ana dos Garrotes, com 20 homens, infundindo medo aos habitantes locais. A notícia foi dada em Misericórdia por Luizinho Fonseca, irmão de Zú Silvino, que tinha conduzido em um automóvel o farmacêutico José Rodrigues, para presidir uma secção eleitoral naquela vila.

Misericórdia ficou assustada, com receio de ser atacada por bandos armados. O Dr. José Gomes convocou voluntários para defesa da cidade. Recrutou, aos poucos, cerca de 100 civis, com armas e munição que tinham, entregando a chefia dessa tropa improvisada ao valente Arsênio Alves. O destacamento da Polícia tinha apenas cinco soldados. Em pontos estratégicos abriram trincheiras e montaram piquetes. Para as bandas de Princesa as coisas esquentavam a cada dia. Em Misericórdia os defensores voluntários ficaram em alerta. A tensão durou três meses. Nada aconteceu, mas poderia advir um ataque. Na segunda quinzena de julho, a Vila de São Boaventura foi atacada. Dr. José Gomes mandou para lá 30 homens sob o comando de Arsênio Alves. Os invasores estavam sob as ordens de João Vicente, chefe do bando. Foram rechaçados.

Foi Zé Silvino, de passagem por Piancó, quem trouxe para o Dr. José Américo, um recado de José Gomes pedindo ajuda, armas e munições. José Américo dirigia as ações contra Zé Pereira. O centro das operações estava em Piancó. Ele já havia mandado um automóvel a Misericórdia, com emissários para verificação das necessidades de José Gomes, mas o carro foi emboscado e o motorista ficou muito ferido. Não chegou lá.

Em fins de julho de 1930 sabia-se da existência de grande número de rebeldes acampados na propriedade Riacho Verde, pertencente a Eneas Lopes, que se refugiou na cidade. Ele recebeu um bilhete. O bando armado exigia cinco contos de réis. Era muito dinheiro, à época. Diante da negativa, foi dado o aviso de que a propriedade seria queimada e o bando marcharia sobre Misericórdia. Estava dividido em três pelotões: um chefiado por Abílio, outro sob as ordens de João Paulino, e um terceiro à disposição de Antônio Pessoa de Arruda, vulgo “Pito”, comerciante na Vila de Santa Maria, partidário do Coronel Zé Pereira, mas muito identificado com a população de Misericórdia. João Paulino era a principal figura do bando. Fora Cabo da Polícia e desertou.

O grupo que atacou São Boaventura foi surpreendido por um contingente da Polícia, vindo de Sant’Ana dos Garrotes, sob o comando do Sargento Manoel Rafael. Quando a Polícia investiu, estavam entre os bandoleiros aprisionados, o Padre Lopes, vigário de Piancó, que se dirigira ao Sítio Riacho do Velho, onde os rebeldes se achavam, para tentar uma pacificação, e o fazendeiro Adauto Araújo, apanhado por eles quando vinha se refugiar na cidade. Quando os invasores marchassem sobre Misericórdia, os reféns iriam à frente, o que facilitaria o ingresso do bando na cidade, sem reação dos defensores. Padre Lopes e Adauto Araújo ficaram sob a guarda de Antônio Pessoa de Arruda, o Pito, que por ser da terra, deu fuga aos aprisionados, na ausência de João Paulino, que saíra para dar combate à Força Policial.

O vigário chegou a Misericórdia, apavorado, no lombo de uma burra. Vinha mais cansado do que o animal que o transportou. E foi logo dizendo ao Dr. José Gomes que mandasse o povo sair para o mato, porque os cangaceiros viriam mesmo atacar a cidade. Adiantava o pároco: “eles dizem que são 420, mas eu acho que tem muito mais”.

Mulheres e crianças se retiraram para lugares distantes. A despeito do ataque surpreendente da Polícia, os revolucionários se reorganizaram para marchar sobre Misericórdia. Aproximaram-se e se estenderam ao longo do Riacho dos Pinhões, numa linha que ia do Altinho ao Cemitério, nos aceiros da cidade.

Dr. José Gomes recebeu um bilhete assinado por um tal “Tenente Jiló”, que tinha mais ou menos os seguintes dizeres: “De qualquer jeito nós vamos entrar aí. Quer receber a gente com festa ou com bala?”. O portador tremia de medo, mas tinha que voltar com a resposta. José Gomes, tranquilo como sempre, pegou o mosquetão e mostrou ao mensageiro, dizendo-lhe: “Olhe a resposta!”. E fez o primeiro disparo para o alto. Isso acontecia no anoitecer de 29 de julho de 1930.

Com o disparo do mosquetão, os cangaceiros responderam. Ficou ferido aí, levemente, Silvino Paulo, que estava no piquete do Dr. José Gomes. Zú Silvino correu para o seu piquete, no quintal de uma empresa de beneficiamento de algodão. Na coberta do prédio havia outro piquete, a cargo de Sinhô de Inácio. Chegaram outros conterrâneos. Ele se lembrava do irmão Luizinho, de Gabriel Maia (Gabila), Sinhozinho Farias e Alfredo Freire, um rapaz de Pernambuco que trabalhava para o Dr. José Gomes. Atiravam com velhas “Comblain” e mosquetões, armas pesadas, cujas descargas produziam um barulho enorme. Arsênio Alves tomou logo o Telégrafo e prendeu o telegrafista, mas o homem era amigo do Dr. José Gomes e se dispôs a colaborar transmitindo qualquer mensagem. Sigismundo Pinto feriu-se com o seu próprio rifle. Zé Gomes, médico, socorreu-o.

O lado oeste de Itaporanga ficou aos cuidados das famílias Nitão e Bernardino, cujos integrantes obedeciam ao velho Chico Nitão. Politicamente, divergiam do Dr. José Gomes, nas querelas municipais, mas na hora de defender a cidade, eram todos por um e um por todos. Arsênio Alves mandou transmitir mensagem ao Capitão Arruda, em Piancó, comunicando-lhe que Misericórdia estava sendo atacada. O telegrafista já havia se antecipado. Difícil era o Capitão acreditar, porque o Telégrafo era suspeito. Na verdade, Arruda pensou que se tratava de alguma manobra para desviar a atenção da Polícia.

Em 1930, o ronco de um avião amedrontava qualquer vivente, nas cidades e sítios do interior. O Governo do Estado conseguiu um teco-teco, que tinha: o nome “Garoto”. Recebera adaptações. O piloto era um italiano. Esse avião estava em Piancó, quartel general das tropas da Polícia, sob as ordens de José Américo. Ele teve que ir a João Pessoa e deu ao Capitão Manoel Arruda a seguinte ordem: “Não retire um soldado e não consinta o avião voar”. Logo que Zé Américo viajou, os bandos armados começaram a atacar as vilas situadas a alguma distância de Misericórdia. É Arruda que de Piancó conta: “De cá, a gente avistava a fumaça em Sant’Ana dos Garrotes, Nova Olinda e para o lado de Misericórdia”. Eram os cangaceiros queimando tudo, incendiando aqueles sítios. Era o grupo de João Paulino, marchando em direção a Misericórdia.

Dr. José Gomes, então, pediu ao Capitão Arruda o avião e um contingente policial. Ele respondeu, pelo telégrafo, que não podia atender, porque tinha que cumprir as ordens do Dr. José Américo. Outro de pedido de socorro foi feito pelos irmãos Irineu e João Teódulo, de Sant’Ana dos Garrotes, onde os cangaceiros estavam destruindo tudo com fogo. Diante, porém, dos apelos dramáticos, despachou dois contingentes, que atacaram os bandoleiros pela retaguarda. Estes iam em busca de Misericórdia. Estavam à duas léguas apenas. O bando era numeroso. O contingente policial foi envolvido e não aguentou. Debandou em correria. Os soldados perderam os fuzis e até os chapéus. Com três dias, ainda aparecia soldado em Piancó. Isso acontecia nos últimos dias de julho de 1930.

O Coronel Arruda havia prometido ao Dr. José Gomes, mandar o avião para Misericórdia. É Arruda quem diz: “Com pouco, o José Gomes me comunicou: - Estamos em pleno tiroteio. Então, eu disse para ele: - Vou mandar o avião agora mesmo”. O aviador chamava-se Perone. O mecânico era um francês de nome Charles. Os dois estavam jogando pôquer. Arruda disse: “Perone, deixa isso aí e vai socorrer Misericórdia”. Perone partiu com três bombas chamadas “liberais”, umas bombas grandes, encarnadas, e um fuzil-metralhadora “belga” que tinha vindo do Governo de Minas Gerais. Para Charles, um fuzil com cinqüenta tiros.

O “Garoto” voou logo para Misericórdia. Depois de uns oito tiros, o fuzil engasgou, em razão da corrente de ar contrária. Mas o efeito foi bom. Os cangaceiros suspenderam o tiroteio. A cidade já estava sitiada por eles. Então, o aviador, notando que não havia mais resistência, resolveu voar baixo. Foi o suficiente para que o pequeno avião recebesse três tiros numa asa. O Capitão Arruda ficou em situação difícil. Recebera ordens para não deixar o avião voar. O resultado foi que a aeronave esteve para soçobrar. Perone manobrou para voltar e Arruda teve que arrancar cercas para fazer fogueiras ao lado do campo, a fim de que o “Garoto” pudesse aterrissar, à noite. Fez uma aterrissagem perfeita. Ao descer, Perone disse: “Olhe, só não fiz morrer. Não perdi o avião, mas deve estar todo baleado”.

Após o ataque aéreo, os cangaceiros retrocederam. Por onde eles iam passando ateavam fogo em tudo. As chamas destruíram as fazendas: Altinho, Caravelas e Xique-Xique, O mini-bombardeio aéreo infundiu medo nos cangaceiros. Depois disso, no dia seguinte, chegava a Misericórdia, ao som de cornetas, uma tropa da Polícia sob o comando do valente Cabo Zé Bastos, mandado pelo Capitão Arruda. Entrou na cidade juntamente com Irineu Rodrigues, Peixoto Figueiredo, Clemente Teotônio e Antônio Eugênio, que se encontravam em Piancó e se incorporaram ao destacamento.

Mesmo sem perdas de vidas, Misericórdia se viu em apuros, em 1930. Entre os conterrâneos que viveram uma noite de tensão para defender a cidade, estavam: José Gomes, João Silvino, Praxedes Pitanga, Chico Nitão, Pedro Martins, Caçula Pinto, Antônio Paulo, Antônio Severo, Valério Figueiredo, Polindoro Lemos, João Pereira, Antônio Vital, Zumba Dinamérico, José Alexandrino, Zeca Henriques, Antônio Pessoa de Arruda (o Pitó), era irmão de Pedro Pessoa de Arruda. Pitó combatia ao lado dos cangaceiros, e Pedro contra ele, defendendo Misericórdia. Na noite do tiroteio, a esposa de Pedro, irmã de Zú, dava à luz o filho Vandi. Ele corria do piquete para casa. Ficava nesse vai-e-vem. A mulher, Nôza, teve, para assisti-la no parto, Dona Salomé Pedrosa (Deinha), esposa de Josué Pedrosa, também irmão de Zé Silvino, e dona Mundinha, esposa dele.

João Paulino que atacou Misericórdia tinha um grupo de 170 bandoleiros.

Paróquia de Nossa Sr.ª da Conceição[editar | editar código-fonte]

No dia 02 de Agosto de 1859, era lido na Assembléia Provincial da Parahyba do Norte, o Ofício de V. Ex.ª Rev.ma, Dom João da Purificação Marques Perdigão, Bispo de Olinda, comunicando seu consentimento em elevar a capela de Misericórdia ao termo de Matriz, o que deu ensejo ao presidente da província, Luiz Antônio da Silva Nunes, em sancionar, no dia 11 de Julho de 1860, a lei nº 05, que criava a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Misericórdia. Àquela época, reinava como Sumo Pontífice, o Santo Padre, o Papa Pio IX.

Construção da Matriz[editar | editar código-fonte]

Os primeiros ensaios para a construção de um templo, dedicado a Virgem da Conceição, aconteceu ainda no século XIX, estando a frente o Frei Honorato, algumas paredes ainda foram levantadas mas as obras não prosperaram.

Em 1876, o Frei Herculano apresentou-se para continuar as obras da Matriz. Frei Herculano deu tamanho impulso a construção que deixou esta a altura de 40 palmos. Devido à seca que assolou esta região, em 1877, os trabalhos foram paralisados pela inclemência do templo, o vigário foi obrigado a se retirar desta cidade havendo por isso um atraso lamentável no bom andamento destes serviços. Lembrando que Misericórdia, era uma das cidade mais violentas da Paraíba, onde havia muitos conflitos entre famílias, por isso era muito raro um padre aceitar aqui se instalar.

Após o término da II Guerra Mundial, vindo da Alemanha, chegava a Misericórdia, o Frei Martinho Jansweid, um arquiteto consagrado na Paraíba, responsável pela construção de cinco grandiosos templos no período de 1911 à 1930, quatro deles dedicados a Virgem da Conceição. Frei Martinho trazia consigo o projeto arquitetônico da Matriz de Misericórdia, concebido e projetado por engenheiros europeus. Ele conseguiu convencer o vigário local, o padre Joaquim Ludugero Diniz, a assumir a construção da obra.

Depois de muitos contatos conseguiu-se finalmente encontrar o homem capaz de erguer o templo, a escolha recaiu sobre o mestre Sebastião Ferreira da Silva, um cearense que veio para o sertão paraibano, comandar pedreiros e auxiliares em obras do governo. Sebastião Ferreira, contou com a ajuda de Luiz Leite Guimarães, como seu auxiliar. As obras contaram com tamanha colaboração dos senhores, João Firmino Gomes e Luiz Leite Guimarães.

A obra se arrastou sendo que grande parte dela foi inaugurada em 1923. No dia 15 de Novembro, daquele ano, ainda sem torre mas já feita a limpeza externa, lateral e interna, a nova Matriz foi benta pelo Bispo Diocesano D. Moisés Sizenando Coelho.

Na década de 30, os trabalhos foram reiniciados e, finalmente, em 1942 a obra foi totalmente concluída, com a construção da torre sob responsabilidade do padre Manuel Firmino.

Reformas e Ampliação na Matriz[editar | editar código-fonte]

No dia 1° de Agosto de 1955, passados 12 anos do término da obra, devido ao ano do 1° centenário da Paróquia, o vigário local, Monsenhor José Sinfrônio de Assis Filho, com a ajuda dos seus paroquiano promoveu uma completa reforma no templo, entre os inúmeros serviços ali efetuados mencionamos: ampliação da matriz em 16 metros para trás; nova limpeza; novo coro e altar novo feito sob a perícia do mestre Antônio Israel; os janelões, que eram de madeira, foram aumentados e substituídos por vitrais doados por movimento pastorais e famílias desta cidade. Todo seu forro foi feito de cimento armado e o seu telhado, que era de material comum, foi devidamente substituído por telhas francesas, doadas pelas crianças da cidade, as quais realizaram uma campanha para este fim. Os professores desta cidade, doaram o ferro do forro da nave esquerda. Adquiriu-se nova bancada, confeccionado 40 bancos pelo preço de Cr$ 10.000,00 cada um. Os capitéis colocados no alto das colunas foram confeccionadas por mestres trazidos do Recife. O admirável colorido da capela-mor foi executado pelo casal Makk, artistas estrangeiros, ele húngaro e ela africana, os quais fizeram bastantes pinturas pelo Brasil, onde destacamos o Teatro Amazonas e a Catedral Metropolitana de Manaus e, ainda, o Palácio do Governo da capital do Pará, Belém. O prefeito municipal da época, Dr. Francisco Clementino de Carvalho contribuiu com a importância de Cr$ 50.000,00.

Vigários de Itaporanga[editar | editar código-fonte]

Segundo o Livro Tombo da Paróquia, pela Paróquia de Nossa Sr.ª da Conceição passaram os seguintes vigários: Joaquim Formiga (assassinado em Conceição - PB) Francisco das Chagas, Manuel Mota, Lourenço de Souza, Joaquim Diniz e Manuel Firmino (todos eles sepultados no altar-mor da Igreja de Nossa Sr.ª do Rosário), Manuel Tomaz (sepultado no velho cemitério da cidade), Luiz Vieira (sepultado no Cemitério Mãe de Misericórdia) Nicolau Leite, Francisco Lopes, Antônio Lisboa, José Maria, Luiz Gualberto, Francisco Sitônio, Valdomiro, Quirino, José Sinfrônio de Assis Filho (Padre Zé. Sepultado abaixo da estátua do Cristo Rei), Deusimar Gomes, e Cláudio Barros Praxedes, o atual vigário de Itaporanga.

A Matriz de Itaporanga é uma das mais belas da Paraíba, e hoje (ano de 2015) a Paróquia de Itaporanga conta com seus 155 anos de existência.

Poder Judiciário[editar | editar código-fonte]

A Comarca de Itaporanga foi criada pela Lei n.° 92, de 26 de Dezembro de 1898, mas foi extinta poucos meses depois, de acordo com a Lei n.° 24, de 7 de Novembro de 1898, sendo restaurada por força do decreto n.° 641, de 21 de Janeiro de 1935, sabendo-se que nesse período de inexistência as causas e feitos de interesse dos moradores de Misericórdia eram resolvidos na Comarca de Piancó. De segunda entrância, a jurisdição da Comarca de Itaporanga abrange hoje os termos de Itaporanga, Boa Ventura, Diamante,Serra Grande, São José de Caiana, Pedra Branca e Curral Velho, e por ela já passaram nomes de expressão da magistratura paraibana, como os juízes, Paulo Bezerril, Francisco Espínola, Onesipio Novais, Sandoval Caju e tantos outros, como o itaporanguense João Espínola Neto, que faleceu em um acidente de carro quando se encontrava à frente da Comarca e que hoje empresta o seu nome ao Fórum da cidade.

Biografia de "João Espínola Neto"[editar | editar código-fonte]

João Espínola Neto era filho do desembargador Francisco Floriano da Nóbrega Espínola e de Margarida Nair Pedrosa. Nasceu em Itaporanga no dia 23 de Abril de 1941 e, faleceu na mesma cidade, no dia 25 de Agosto de 1985. Fez o primário em escolas de Itaporanga, Pombal, Patos e Guarabira, de cujas comarcas o pai foi titular. O segundo grau estudou nos colégios Pio X e Lins de Vasconcelos, em João Pessoa. Terminou o curso de direito na Universidade Federal da Paraíba. Logo em seguida trabalhou no Conselho Penitenciário e foi professor de Direito Penal da UFPB. Aprovado em concurso do Tribunal de Justiça do Estado foi nomeado juiz e, antes de ir trabalhar em Itaporanga, serviu em Cabaceiras, Soledade e Piancó.  Era casado com a prima Ivanise Vieira, de cujo enlace, nasceu três filho 

Poder Legislativo[editar | editar código-fonte]

Nos termos atuais, com as prerrogativas, os direitos e obrigações a Câmara Municipal de Itaporanga começou a existir em 1947, com a redemocratização do país e a realização de eleições em todos os níveis. Anteriormente, inclusive na época do Império, existia um Conselho Municipal que era muito mais honorífico do que político, com atribuições fiscalizadoras. Os conselheiros recebiam o título das autoridades da Província como reconhecimento por algum serviço prestado.

Um incêndio acontecido na década em 60, nos arquivos do prédio da Prefeitura Municipal, onde funcionava também o Fórum e a Câmara, destruiu documentos importantes e levou consigo grande parte da memória e história de Itaporanga.

Biografia de "Adauto Antônio de Araújo"[editar | editar código-fonte]

Adauto Antônio de Araújo, o homem que emprestou seu nome a Câmara Municipal de Itaporanga, nasceu no dia 03 de Maio de 1901, no sítio Serra Branca, município de Misericórdia, filho de Antônio Araújo da Fonseca e Maria Araújo da Fonseca. Homem de pouco estudos, casou em 1920 com AIexandria Bernardino, de cujo matrimonio nasceram seis filhos, entre eles a professora Laura Araújo (In Memoriam), que mais tarde tornou-se uma das precursoras da educação no município, cuja atividade perdura até hoje. Ele dedicou a sua vida a pecuária e a agricultura, destacando-se também na comercialização de rapadura, mel, algodão, leite e gado de corte.

O agropecuarista viu e ajudou Itaporanga crescer, chegando ao polo regional que é hoje. Participou ativamente de sua vida social, religiosa e econômica. Foi vereador de 1954 a 1958, numa época em que os edis não eram remunerados, e que, por isso, somente uns poucos homens de boa índole e respeitáveis chegavam ao cargo. E essa oportunidade foi dada a ele. Em 31 de Janeiro de 1960, um acidente automobilístico nas proximidades do antigo prédio da Assembléia Legislativa, na Praça Aristides Lobo, em João Pessoa, o levou do convívio dos amigos e familiares. Pela contribuição que ofereceu a vida itaporanguense. Adauto Araújo é hoje o nome da Casa que abriga o Poder Legislativo da cidade. 

Padroeira de Itaporanga[editar | editar código-fonte]

Nossa Sr.ª da Conceição, é Padroeira de Itaporanga desde 1860. Devido ao Dogma da Imaculada Conceição, oficializado em 08 de Dezembro de 1854, pelo Santo Padre, o Papa Pio IX.

Desde a criação da Paróquia de Itaporanga em 1860, Nossa Sr.ª da Conceição foi sempre sua Padroeira. Foi escolhida a Virgem da Conceição por padroeira, por causa do Dogma da Imaculada Conceição, proclamado pelo Papa Pio IX, em 08 de Dezembro de 1854. O dogma afirma que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado.

A imagem da padroeira é detalhada em folhas de ouro e esculpida em madeira maciça.Não se sabe ao certo a data de sua chegada, mas encontra-se embaixo do pedestal da imagem um escrito que data o tempo de sua criação e o nome do seu escultor: “o pernambucano Manoel da Silva Amorim, fez esta no ano de 1859”, diz a inscrição.

Manoel da Silva Amorim, foi um escultor pernambucano. É considerado o mais importante escultor nordestino do século XIX.

Por causa das festividades do Centenário de Instalação da Paróquia, no ano de 1960, a imagem foi substituída por outra. Tal substituição se deu no mês de Maio. No entanto a nova imagem não era a de Nossa Senhora da Conceição, mas sim de Nossa Senhora da Assunção, esculpida em madeira por um português da cidade do Rio de Janeiro e foi doada pelo industrial, Francisco Teotônio Neto.

No dia 10 de Agosto de 1984, o frei José Maria Verçosa Bezerra esclareceu a comunidade sobre o equívoco de anos atrás e, com permissão do então Bispo de Cajazeiras, Dom Zacarias Rolim de Moura e a concordância da comunidade paroquial, a antiga imagem voltou a ser colocada no altar.

O povo itaporanguense, viu a verdadeira imagem de sua padroeira no lugar devido e aclamaram com uma vibrante salva de palmas e vivas espontâneos que saíram dos lábios de todos. A hora exata da mudança foi às 15h30mim, do dia 10 de Agosto de 1984.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

Itaporanga é vocábulo indígena que significa "pedra bonita". Da língua tupi e guarani, itá designa "pedra" e poranga, "belo, lindo, formoso, bonito."

Bairros[editar | editar código-fonte]

  • Alto do Madeiro
  • Alto do Ginásio
  • Alto das Neves
  • Alvo do Projeto
  • Balduíno de Carvalho
  • Bela Vista
  • Centro
  • Chagas Soares
  • João Silvino
  • Miguel Morato
  • Pedra Bonita
  • Vila Mocó
  • Xique Xique

Times de Futebol[editar | editar código-fonte]

Estádios e Ginásios Esportivos[editar | editar código-fonte]

  • José Barros Sobrinho (O Zezão)
  • Valdemar Lopes da Silva
  • Deputado Soares Madruga
  • Estádio Padre Diniz

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]