São Mamede (Paraíba)

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Município de São Mamede
Bandeira de São Mamede
Brasão de São Mamede
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 1 de maio
Fundação 01 de maio de 1954 (62 anos)
Gentílico são-mamedense
CEP 58625-000
Prefeito(a) Umberto Jefferson Morais de Lima (DEM)
(2017–2020)
Localização
Localização de São Mamede
Localização de São Mamede na Paraíba
São Mamede está localizado em: Brasil
São Mamede
Localização de São Mamede no Brasil
06° 55' 37" S 37° 05' 45" O06° 55' 37" S 37° 05' 45" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Borborema IBGE/2008 [1]
Microrregião Seridó Ocidental Paraibano IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Patos
Municípios limítrofes N: Ipueira/RN, S: Patos, Quixaba, Passagem, L: Santa Luzia, Várzea, O: São José de Espinharas
Distância até a capital 283 Km km
Características geográficas
Área 530,724 km² [2]
População 7 756 hab. (PB: 103º) –  IBGE/2015[3]
Densidade 14,61 hab./km²
Clima Semiárido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,641 (PB: 13°) – médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 58 457 mil IBGE/2013[5]
PIB per capita R$ 7 500,28 IBGE/2013[5]
Página oficial
Prefeitura Prefeitura de São Mamede

São Mamede é um município brasileiro do estado da Paraíba localizado na Microrregião do Seridó Ocidental Paraibano, no centro do estado, mesorregião da Borborema e integrante da Região Metropolitana de Patos. Limita-se ao norte com Ipueira (RN) e Várzea, a leste com Várzea e Santa Luzia, ao sul com Areia de Baraúnas, Passagem e Quixaba, e a oeste com Patos e São José de Espinharas. A área territorial do município é de 607 km², e sua sede situa-se a uma altitude de 263 metros.

São Mamede é um dos municípios do Seridó e sua população tem fortes traços sanguíneos sefarditas.[carece de fontes?]

História[editar | editar código-fonte]

No século XVIII mais precisamente em 1702, um grupo liderado pelo Sargento-Mor Matias Vidal de Negreiros e os alferes Rodrigues Cabral e Manoel Monteiro, descobriram o local onde se situa atualmente o Município de São Mamede.

Através do Requerimento de Manoel Tavares Baia, foi concedida a Sesmaria nº 568, em 28 de janeiro de 1762, sob aprovação do então Governador Francisco Xavier de Miranda Henriques.

A fundação da povoação se deu em 5 de abril de 1903, por iniciativa de Manoel Augusto de Araújo e Manoel Faustino da Costa, fazendeiros da região. No mesmo dia, foi celebrada a 1ª feira realizada pelos habitantes do local e das cidades vizinhas.

José Paulo Souto foi um dos elementos que mais contribuiu para o desenvolvimento político, econômico e social da povoação.[6]

Lista de Prefeitos[editar | editar código-fonte]

  1. Misael Augusto de Oliveira Filho - 1954 a 1955
  2. Inácio Bento de Morais - 1955 a 1959
  3. Manoel Miguel de Araújo - 1959 a 1963
  4. Antônio Bento de Morais - 1963 a 1967
  5. Agenor Rique Ferreira - 1967 a 1969
  6. Agenor Rique Ferreira - 1969 a 1973
  7. Nilson Oliveira de Araújo - 1973 a 1977
  8. Otacílio Bento de Morais - 1977 a 1983
  9. José Pequeno de Oliveira - 1983 a 1988
  10. Francisco das Chagas Lopes de Sousa - 1989 a 1992
  11. José Joácio de Araújo Morais - 1993 a 1996
  12. Francisco das Chagas Lopes de Sousa - 1997 a 2000
  13. Francisco das Chagas Lopes de Sousa - 2001 a 2004
  14. Pedro Barbosa de Andrade - 2005 a 2008
  15. Francisco das Chagas Lopes de Sousa - 2009 a 2012
  16. Francisco das Chagas Lopes de Sousa - 2013 a 2016
  17. Umberto Jefferson Morais de Lima - 2017 a 2020

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005.[7] Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

Os solos do município, mal drenados e com problemas de sais, são pedregosos e têm fertilidade natural em geral média. Contudo, nos topos e altas vertentes, os solos são brunos não cálcicos, rasos e de fertilidade natural alta.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A cobertura vegetal original do município é considerada como savana-estépica. As árvores nativas mais comuns são a Jurema, Favela, Catingueira, Pereiro, entre outras, principalmente porque a maior parcela da vegetação consiste em áreas de regeneração natural, muitas em sucessão secundária, em áreas há muito tempo alteradas para extração de lenha, formação de pasto ou plantio de algodão mocó. Em áreas mais conservadas, assim como serras e galerias de rios, podemos encontrar Craibeira, Angico, Aroeira, Imburana, Cumaru, Pau d'Arco, Mulungu, Umbuzeiro, Jatobá entre outras. Durante a estação seca, entre julho e dezembro, quase toda a vegetação perde as folhas, característica do clima semiárido. Nas últimas décadas bosques cobertos por Algarobas têm sido plantados, com o objetivo de extração de lenha e produção de vagens para alimentação animal. Devido a suas excelentes capacidades de adaptação ao clima e dispersão animal, brota espontaneamente em todo o município, sendo considerada espécie invasora. Na área urbana a cobertura vegetal é razoavelmente boa, sendo no entanto composta majoritariamente por espécies como o Nim e a Algaroba.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Abastecimento de Água[editar | editar código-fonte]

Antigamente o abastecimento urbano realizava-se através de poços públicos e caminhões-pipa. Atualmente, quase a totalidade dos domicílios urbanos possuem ligação com a rede de água encanada, operada pela estatal paraibana Cagepa, Companhia de Água e Esgotos da Paraíba.

Em 1968 foi concluído pelo DNOCS a construção do açude de São Mamede, através do barramento do rio Sabugi, apresentando capacidade de reservação de 15.291.280 metros cúbicos de água. A represa atingiu sua capacidade máxima e verteu água pela última vez em 2009.

Uma obra de vital importância à segurança hídrica do município, o sistema adutor Coremas-Sabugi passou a operar em 2002, bombeando água do complexo Coremas-Mãe d'Água, ofertando uma água de melhor qualidade que o açude local, assim como garantindo o abastecimento durante durante grandes secas como a atual, quando o o mesmo secou completamente.

Atualmente, toda a área urbana conta com a rede de coleta e afastamento de esgotos.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

O município é cortado de leste a oeste pela rodovia Governador Antônio Mariz, BR-230, principal artéria de transportes do estado da Paraíba, cortando-o de leste a oeste. Era uma estrada de terra até 1968, quando foi pavimentada durante o governo João Agripino.

Também durante este governo foi aberta em leito natural estrada que liga a cidade ao município potiguar de Ipueira, atualmente nomeada PB-251. O projeto inicial previa uma grande reta a partir da Companhia Carioca de Algodão até a cidade de Ipueira. No entanto, à época, proprietários alegando perdas de terrenos de baixios pressionaram por mudanças no traçado, criando duas curvas perigosas logo após a saída da zona urbana, onde já ocorreram diversos acidentes. Em dezembro de 2007 foi inaugurado o asfaltamento da rodovia, batizando-a como rodovia Inácio Bento de Morais.

Comunicações[editar | editar código-fonte]

O município é abrangido pela área de concessão de telefonia fixa da Oi, que também oferta internet banda larga fixa. Além disso, também tem acesso a internet via fibra ótica na zona urbana através das provedoras OndaNet e Internet Mais, além da oferta destas e outras provedoras em internet banda larga via rádio na área urbana e em comunidades rurais.

Em termos de cobertura de telefonia celular, possui uma torre da operadora Oi. Também está em construção, embargada por disputas judiciais, uma torre da operadora Vivo. Atualmente, uma rede de fibra ótica da operadora Tim atravessa o território municipal rumo ao Rio Grande do Norte e a cidade de Caicó, entretanto, não há cobertura da empresa no município.

Religião[editar | editar código-fonte]

O município conta com as seguintes denominações cristãs: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Presbiteriana Independente, Igreja Assembleia de Deus, Igreja Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, Igreja Batista e o centro espírita Comunidade Evangélica de Oração.

Divisão Territorial[editar | editar código-fonte]

Entre os bairros e loteamentos que compõem a área urbana do município, estão o Centro, Pau D'Arco, Boa Vista, Berra Bode, Conjunto Agenor Rique, Conjunto Jardim Planalto, Conjunto Sabino Maracanã, Conjunto Beira Rio, Conjunto CEHAP, Conjunto Santos Dumont e loteamentos Jardim Cidade Nova, Dona Maroca, Misael de Oliveira, Jardim São Mamede e Monte Santo.

Entre as comunidades rurais, as principais são a Serra Branca, Roça, Baraúnas, Gatos e Angola, os assentamentos São Nicolau, Belmonte, Nossa Senhora de Aparecida e Mundo Novo. Além de Papagaio, Massapê, Picotes, Cágado, Rajada, Morcego, Cupim, Jatobá, Arraial, Paraíso, Almas, Várzea Alegre, Monte, Brito, São Bento, Tapera, Maipú, Martelo, Lapa, Loreto e outros.

Economia[editar | editar código-fonte]

As empresas atuantes com CNPJ totalizam o número de 63. A principal fonte de economia do município é a agricultura, com participação de 50% a 75% da renda municipal, seguindo o setor terciário, de 5% a 25%, e por fim o setor secundário, de 0% à 10%. Na agricultura destacam-se as plantações de algodão, feijão, milho e mandioca. Já na pecuária as criações de bovinos, caprinos, ovinos e galináceos, com produção de ovos.

Turismo e Cultura[editar | editar código-fonte]

A Vila de Picotes, próximo ao pico de mesmo nome, é patrimônio histórico e turístico do município, sendo apreciado por sua cenografia, tendo sido palco de diversos filmes nacionais, como Cinema, Aspirinas e Urubu (2005), Deserto (2016), além de peças publicitárias como O Caçador de Nuvens (2017), sobre a picape Frontier, da Nissan.

Há no município abundância de sítios arqueológicos catalogados com inscrições rupestres, particularmente petróglifos, ou itacoatiaras, isto é, inscrições em baixo relevo sobre o dorso de lajedos, ocupando grandes extensões destes afloramentos. Têm como principal temática círculos, vazados ou preenchidos com círculos concêntricos, pontos capsulares, raios perpendiculares, gradeados e cruzes. Dentre os sítios catalogados pelo Programa de Conscientização Arqueológica, estão Pedra do Papagaio, Craibeira, Riacho do Bonito, Várzea Alegre, Furna do Morcego, Pedra Branca, Tapera (Poço do Caçote), Trincheira, Malhadinha, Pedra d'Água, Boqueirão do Brito e Tapuio.

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. «IBGE Cidades@». Consultado em 27 de maio de 2016 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 27 de maio de 2016 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2013». Consultado em 27 de maio de 2016 
  6. http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=251490
  7. Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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