Cruzeta

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o município potiguar. Para o suporte para roupas, veja Cabide.
Cruzeta
  Município do Brasil  
Cruzeta skyline.jpg
Símbolos
Bandeira de Cruzeta
Bandeira
Brasão de armas de Cruzeta
Brasão de armas
Hino
Lema Da fé à música, aqui se vive
Gentílico cruzetense
Localização
Localização de Cruzeta no Rio Grande do Norte
Localização de Cruzeta no Rio Grande do Norte
Mapa de Cruzeta
Coordenadas 6° 24' 43" S 36° 47' 24" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Norte
Região intermediária[1] Caicó
Região imediata[1] Caicó
Municípios limítrofes Norte: Florânia; Sul: São José do Seridó; Leste: Acari; e Oeste: Caicó.
Distância até a capital 231 km
História
Fundação 24 de outubro de 1920 (101 anos)
Aniversário 25 de novembro de 1953 (68 anos)
Administração
Prefeito(a) Joaquim José de Medeiros (PSB, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [2] 295,83 km²
População total (IBGE/2021[2]) 7 968 hab.
Densidade 26,9 hab./km²
Clima Semiárido
Altitude 231 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,654 médio
 • Posição RN: 22°
PIB (IBGE/2019[4]) R$ 110 959,65 mil
PIB per capita (IBGE/2019[4]) R$ 13 873,42
Sítio cruzeta.rn.gov.br (Prefeitura)

Cruzeta é um município brasileiro no interior do estado do Rio Grande do Norte. Localizado a 231 km da capital estadual, Natal, Cruzeta se encontra na região do Seridó. De acordo com a estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a população em 2019 foi de 7 998 habitantes. Área territorial de 295,830 km². A principal via de ligação à cidade é a rodovia estadual RN-288, que liga a Natal à cidade polo do Seridó potiguar, Caicó.

Geografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com a atual divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vigente desde 2017, Florânia pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Caicó.[1] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião da Serra de Santana, que por sua vez estava incluída na mesorregião Central Potiguar.[5] Com uma área territorial 295,83 km²,[2] Cruzeta ocupa 0,5602% da superfície estadual e tem como limites Florânia a norte, São José do Seridó a sul, Acari a leste e Caicó a oeste. Está a 231 km de Natal, capital estadual,[6] e a 2 228 km de Brasília, capital federal.[7]

O solo de Cruzeta é bem drenado, apresentando textura média, formada tanto por areia quanto por argila. Apesar de de possuir fertilidade entre média a alta, é bastante pedregoso e pouco profundo, caracterizando o solo bruno não cálcico,[8] chamado de luvissolo na nova classificação brasileira de solos.[9] Por ser pouco desenvolvido, é coberto pela Caatinga, uma vegetação de pequeno porte adaptada às condições de aridez. Espécies comuns da flora local são o facheiro, a jurema-preta, a macambira, o mandacaru e o xique-xique.[8]

Todo o território cruzetense está inserido nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Piranhas–Açu.[8] Dentre os reservatórios, o maior é o Açude Cruzeta, com capacidade para armazenar 23 545 745,33 .[10] Situado no curso do riacho São José, sua construção foi realizada pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), na época Inspetoria Federal de Obras contra as Secas (IFOCS), e durou nove anos, iniciando-se em 1920 e estendendo-se até 1929, passando por uma ampliação em 1984.[11] Sua bacia hidrográfica mede 1 010 km² e compreende partes dos territórios dos municípios de Acari, Cruzeta, Currais Novos, Florânia e São Vicente.[12] Pelo município também passam os rios Quimproró e Salgado e os riachos Jardim e Perninha.[8]

O clima de Cruzeta é semiárido[8] Bsh, com chuvas concentradas em poucos meses e temperaturas elevadas durante todo o ano. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1962 a 1970, 1973 a 1990 e 1993 a 2021, a temperatura mínima recorde registrada em Cruzeta foi de 13,2 °C em 20 de junho de 1975 e a maior atingiu 39,1 °C em 10 de março de 2010, seguido por 39 °C em 3 de dezembro de 2019. O maior acumulado de chuva em 24 horas chegou a 142,8 mm em 7 de abril de 1985. Outros acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram: 136,5 mm em 21 de abril de 2011, 120,6 mm em 28 de março de 1976, 110,9 mm em 12 de fevereiro de 2017, 108,9 mm em 5 de março de 2002, 107,8 mm em 7 de fevereiro de 1964, 103 mm em 10 de janeiro de 1999 e 102 mm em 28 de fevereiro de 1963.[13]

Dados climatológicos para Cruzeta
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 38,5 38,8 39,1 38,4 37,6 36,2 36,9 37,2 38,1 38,8 38,7 39 39,1
Temperatura máxima média (°C) 34,9 34,6 34 33 32,8 31,7 31,9 33 34,4 35,6 36 35,8 34
Temperatura média compensada (°C) 28,4 28,2 27,8 27,3 27 26,1 25,9 26,4 27,3 28,2 28,7 28,8 27,5
Temperatura mínima média (°C) 23,6 23,4 23,3 23,1 22,5 21,6 21,1 21,2 21,9 23 23,4 23,7 22,7
Temperatura mínima recorde (°C) 19,2 18,7 18,4 18,6 17,8 13,2 15,2 14,3 17,2 17,8 19,6 19,4 13,2
Precipitação (mm) 86,1 90,1 146,3 136 76,3 38,7 17,1 9,7 2,7 4,2 2,5 26,1 635,8
Umidade relativa compensada (%) 60,8 63,9 65,9 70,2 67,3 64,7 60 55 51,3 50,3 49,8 52,2 59,3
Fonte: INMET (normal climatológica de 1991-2020;[14] recordes de temperatura: 01/06/1962
a 31/12/1970, 01/01/1973 a 31/12/1990 e 01/11/1993 a 31/07/2021)[13]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Em 1996, a cidade tornou-se famosa na internet quando foram encontradas plantações de maconha em várias localidades, como praças, casas e também no cemitério. Os moradores que consumiam a planta alegaram à polícia, logo que o caso veio à tona, que utilizavam a erva somente para fins medicinais. Elas a utilizavam para diversos tipos de mazelas: dor de cabeça, problemas respiratórios, epilepsia, reumatismo, enxaqueca, entre outras dificuldades. Eles afirmaram que ficaram surpresos com a descoberta de que se tratava de maconha. Na época, eles tiveram medo de ser presos, pois o ato de plantar a erva, mesmo que em pouca quantidade, poderia ser considerado crime. A Justiça determinou que fossem cortadas e apreendidas todas as plantações de maconha da cidade.[15]

Referências

  1. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. a b c IBGE. «Brasil / Rio Grande do Norte / Cruzeta». Consultado em 14 de fevereiro de 2022 
  3. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD. «Brasil / Rio Grande do Norte / Cruzeta / Índice de Desenvolvimento Humano». IBGE. Consultado em 14 de fevereiro de 2022 
  4. a b IBGE. «Brasil / Rio Grande do Norte / Cruzeta / Produto Interno Bruto dos Municípios». Consultado em 14 de fevereiro de 2022 
  5. IBGE (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 44–45. Consultado em 14 de fevereiro de 2022. Cópia arquivada (PDF) em 25 de setembro de 2017 
  6. «Distância de Cruzeta a Natal». Consultado em 14 de fevereiro de 2022 
  7. «Distância de Cruzeta a Brasília». Consultado em 14 de fevereiro de 2022 
  8. a b c d e Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA-RN) (2008). «Perfil do seu município: Cruzeta» (PDF). Consultado em 14 de fevereiro de 2022. Cópia arquivada (PDF) em 14 de fevereiro de 2022 
  9. JACOMINE, 2008, p. 178.[1]
  10. «Ficha técnica do Reservatório Cruzeta». Consultado em 14 de fevereiro de 2022. Cópia arquivada em 14 de fevereiro de 2022 
  11. FREITAS; RIGHETTO; ATTAYDE, 2009, p. 5.[2]
  12. SILVA, 2018, p. 10.[3]
  13. a b Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). «Banco de dados meteorológicos». Consultado em 14 de fevereiro de 2022 
  14. Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). «Gráficos climatológicos || Estação: CRUZETA (82693)». Consultado em 23 de março de 2022 
  15. Lemos, Vinícius (14 de setembro de 2018). «A pequena cidade brasileira que tinha maconha plantada até na praça principal». BBC News Brasil. Consultado em 29 de junho de 2021 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

FREITAS, Francisco Rafael Sousa; RIGHETTO, Antônio Marozzi; ATTAYDE, José Luiz de. Caracterização físico-química dos compartimentos verticais do reservatório Cruzeta (semi-árido do RN). In: XVIII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, 2009, Campo Grande, MS. Anais. Porto Alegre: Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro), 2009.
JACOMINE, Paulo Klinger Tito. A nova classificação brasileira de solos. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica, v. 5, p. 161-179. Recife: 2008.
SILVA, André Luiz Bezerra da. Avaliação do potencial de liberação de fósforo a partir do sedimento de um reservatório da região semiárida: estudo em escala experimental. 22 f. TCC (Graduação) - Curso de Engenharia Ambiental, Centro de Tecnologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal, 2018.
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